terça-feira, 30 de dezembro de 2008

LISTAS DE FIM D'ANO

Uma vez que caminhamos para um novo segmento de 365 dias e esperamos que a terra continue a fazer correctamente o seu movimento de translacção, aqui estão para mim o melhor (porque tento ser optimista) de 2008:

Melhor Álbum: The Bedlam in Goliath dos Mars Volta/Death Magnetic dos Metallica
Melhor Álbum Nacional: Lusitânia Playboys dos Dead Combo
Melhor Concerto: Rage Against The Machine
Melhor Álbum ao Vivo: HAARP dos Muse
Melhor DVD: Chaos in Motion dos Dream Theater
Melhor Banda Revelação: Fleet Foxes
Melhor Revelação Pessoal: Two Gallants
Melhor Regresso: Marillion
Melhor Despedida: Leonard Cohen
Melhor evento político: Eleição de Barack Obama para Presidente dos Estados Unidos
Melhor Livro: A viagem do Elefante de José Saramago
Melhor filme: O Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan
Melhor Série de TV Dramática: Big Love/Amor Eterno
Melhor Série de TV Cómica: Little Britain USA/ Pequena Grã-Bretanha EUA
Melhor Série de Animação: Futurama
Os votos de um feliz e prósoero 2009 dentro dos possíveis que a crise está cara até para os desejos. Até para o ano, ou melhor daqui a umas 72 horas.....

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

ANTHONY PHILLIPS - THE GEESE AND THE GHOST (1977, PASSPORT RECORDS)

«Ant Phillips» será o elemento dos Genesis mais discretoe, talvez, um dos menos reconhecidos pela generalidade dos fãs de Genesis e, contudo, ele é o mais identificável com o verdadeiro som dos Genesis, que enveredou pelo rock artístico e progressivo com elementos tipicamente pastorais e medievais. Ele foi o primeiro elemento essencial a bandonar o grupo o que abalou e bastante o gigante dos bastidores dos Genesis Mike Rutherford. Tão cedo foi ele substituído, devido ao seu pavor em lidar com audiências expectantes que nnuitos dos ouvintes não conseguem entender tanto o seu valor artístico, como a sua importância nos Genesis. Basta comprrender assim que ouvimos o seu primeiro álbum a solo - The Geese and The Ghost - que facilmente depreendemos que foi Steve Hackett que teve de se adaptar ao estilo e ao legado de Ant Phillips. Musical Box e uma grande substância de Foxtrot cosntruído a partir dos Genesis de From Genesis to Revelation ou Trespass. Só em em Selling England By The Pound pode Steve Hackett desdobrar-se e demonstrar todo o seu talento na bela 6 cordas.
O pavor de Ant Phillips não se coíbe e, cedo, voltou à criação de música critaiva e inspiradora. E nem por isso deixou de contar com o seu velho companheiro Mike Rutherford que não apenas produziu o álbum do seu velho amigo de Charterhouse como co-escreveu grande parte das canções. Para além disso um colega dos Genesis, mas não do seu tempo, Phill Collins, contribuiu com os vocais para o álbum.
Como não podia deixar de ser o álbum dá-nos uma nostalgia quase infantil, e no entanto, preenchida de maturidade, com um abiente pastoral esculpido em estórias de princípes e princesas e contos de fadas. Numa caracterísitca inteiramente progressiva surge-nos um álbum inteiramente conceptual com importantes referências bibliográficas, tanto pelo Wich Way The Wind Blows a invocar Emily Brönte, ou pelo magnânimo Tolkien que pulverizou toda a fantasia do rock nos anos 60 e 70.
A guitarra é o elemento essencial, não fosse Ant Phillips responsável por uma das actuações mais a caracterísitcas da guitarra na história do Rock em The Knife. A guitarra é o veículo de tranporte, é o mítico contador de histórias, e poucos conguem conceber ou contrabalançar o melodismo de If I Saw Her Now. Apesar de ser a jóia da Coroa, Phillips faz questão de um presença assídua de restantes intrumentos, seja de sopro como as flautas e os oboés, ou também do violoncelo que concede um ámbiente clássico à peça, Posteriormente surge-nos épica canção que ocupa inteiramente um lado de um vynil - The Geese and The Ghost, Pts. I&II - mas por que se encontrava a meio do alinhamento, foi cortada em duas.
O álbum nasce de um esforço conjunto e um desejo de dois amigos que queriam voltar a trabalhar em conjunto, por isso foi feito no permeio de vários trabalhos dos Genesis, principalmente, tendo sido concluído num perído de lesão de Steve Hackett, em que as gravações dos Genesis pararam ao fim de 8/9 anos de produção initerrupta.
Anthony Phillips pode não ser um elemento emblemáticos dos Genesis mas é certamente o mais identificável com as susas raízes.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

RORY GALLAGHER - MAESTRO DO BLUES-ROCK

Para muitos mencionar o apelido Gallagher ficará eternamente associdado ao pop rock britânico regado de cerveja dos Oasis que, de facto, não se lhes pode ficar indiferente seja pelo amor, ou pelo ódio que se pode nutrir por uma banda tão polémica e que, no entanto, não desiste.
Mas felizmente Rory Gallagher nada tem que ver com o clã de Manchester e externos fãs do nosso menino, e do seu amigo e rival Ronney. Rory Gallagher vem da ilha gaélica e herdeiros do Sinn Féin.
O seu trabalho começou bastante antes dos seus conterrâneos Thin Lizzy que se tornariam célebres na passagem do hard-rcok para o heavy-metal. Taste foi o grupo que o acompanhou nos anos 60 até ao proeminente Festvial de Rock Britânico, o Isle of Wight, onde os Free teriam também um dos grandes momentos da sua carreira, e os Who, um dos grandes concertos das suas carreiras, e ainda na helvética cidade de Monreaux onde outras bandas de rock teriam presenças memoráveis como os Yes, e os Queen que chegaram a ter aí um estúdio.
Depois da separação dos Taste rory Gallhagher prosseguiu a sua carreira a solo, assistido do seu coelga e amigo baixista dos Taste, Gerry McAvoy.
Nos anos 70 produziria 10 álbuns sendo a sua década mais produtiva, o que não é de estranhar pois os anos 70 foram os anos da hegemonia do rock, e por consequência do seu instrumento mais emblemático, a guitarra. Mas seria com Deuce que atingiria o seu máimo potencial, sendo designado como dos melhores álbuns de R&B.
O seu álbum ao vivo mais significativo seria, sem dúvida, o Irish Tour '74. Fiél e leal à sua pátria, Gallagher quis percorrer o seu país de lés-a-lés, acompanhado de uma excelente companhia de músicos com Ron DeAth na bateria Lou Martin nos teclados, e do trabalho de realização técnica do ainda desconhecido Tony Palmer. A digfressão documentada contaria documentaria assim a abordagem caracter´sitica e intensa dos blues pelo irlandês, que se destronaria, ainda que momentaneâmente, Eric Clapton do topo do ranking dos Guitrristas da prestigiada Melody Maker.
Este mesmo alinhamento musical acompanhá-lo-ia nos grandes álbuns que produziria de seguida nomeadamente o againdt The Grain, Calling Card e os emlemáticos ícones do hard-blues rock Photo Finish e Top Priority que foram produzidos pelo Sr. Baixista dos Deep Purple, Roger Glover.
Rory Gallagher foi também conhecido pelas suas jam sessions em que colaboraria com grandes senhores do blues como Muddy Waters, muito influente em Jimi hendrix, e Jerry Lee Lewis. Para além disso foi responsável pela adaptação da cítara no contexto do hard-rock, a menina de George Harrison.

Infelizmente Rory gallagher fez parte daqueles génios que sobreviveram alguns anos ao síndrome da estrela de rock. Morreu quarentão, tal como Frank Zappa, a 14 de Junho de 1995, na Holanda, devido ao abuso de consumo de alcool e drogas, que tomava para evitar a sua fobia de viajar de avião.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

MY MORNING JACKET - EVIL URGES (2008, ATO RECORDS)

Foi escolhido como uma das melhores colheitas criativas do ano 2008. Depois de terem feito competentemente a primeira parte da digressão europeia dos Pearl Jam em 2006 para promover o seu álbum homónimo que fez encher a nossa maior sala de espectáculos, os My Morning Jacket, uns orgulhosos norte-americanos da América profunda de Louisville, Kentucky trazem-nos um álbum bastante indie, melodioso e inspirador. Revivalista de algum modo, dão um cunho experimentalista ao remisturarem sons quase disco, ou elementos pelo menos, com o rock.
Tocado pela voz bastante caracterísitca de Jim James, fazem dos My Morning Jacket um projecto singular e sólido do movimento alternativo, estranho muitas vezes às bandas norte-americanas, especialmente as do interior.
Num estilo urbano, fácilmente associamos os My Morning Jacket a uma banda sonora de uma noite cosmopolita e tranquila. Tirando algum glamour industrial em Highly Suspicious, e mais pesado, próprio quase para pistas de dança, os Jacket apostam forte nos efeitos a cargo dos teclados de Bo Koster. As guitarras numa disposição muito soul e introvertida, emitem sons paisagísitcos, contrastando com as distorções bem aproveitadas. Exemplo disso é o tema mais interessante do álbum, Touch Me I'm Going to Scream, que os Jacket fizeram questão e fraccionar, dando um traço mais coeso ao álbum.
As letras são tudo menos lineares e, quase sempre intropectivas. Nestas alutras Jim James pisca o olho ao movimento Grunge que foi força motora do seu desenvolvimento enquanto músico, e os impulsionaram. Mas apesar disso os My M;orning Jacket depsrenderam-se dessas correntes fácilmente, inserindo-se na corrente Indie, que é tudo menos um movimento caracterizável. Librarian é essa história complexa, de paixão e atracção sensual por uma bibliotecária intelectual, e a face doapaixonado em fazer jus a esse conhecimento para conquistar esse amor.
Temos também o passeio dos alegres em Alumnium Park o que dá uma certa ironia, senão um paradoxo, ao próprio título do álbum. Evil Urges devia ser o mote de uma experiência negra, carregada e pessimista. Talvez quando a necessidade aguça o engenho, também a felicidade se encontra nos momentos mais inesperados. A atitude mais electrizante e mais «virada-para-as-raízes» chega-nos em Remnants. Curiosamente, os restos de um anterior perfil dos Jacket. Com muito mérito das guitarras um riff bem construído e bem aproveitado pela Gibson LesPaul de Carl Broemel.
Um álbum bastante interessante, mas que se espera não ser apenas fruto desta geração e, que possa amadurecer, para mais tarde recordar.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

DEAD MAN WALKING DE TIM ROOBBINS (GRAMERCY PICTURES, 1995)


O guarda prisional grita para o corredor da morte «DEAD MAN WALKING!», Mattew Poncelet, um infortunado e pobre cidadão americano do estado de Louisiana prepara-se para a sua última caminhada, porque, de facto, ele é já um homem morto numa questão de minutos.
Para quem a pena de morte se trata de uma questão problemática, não há melhor filme que retrate o dilema moral em toda a sua plenitude, tanto do lado da visão do recluso, como das famílis que ficaram arruinadas pela prepertração dos crimes. Tim Robbins quis, ao adaptar para filme o livro da Irmã Helen Prejean, dar uma visão signficativa de todo o problema. Se bem que se possa assumir uma posição no final do filme, o realizador pretende tudo menos isso.
Algusn Estados dos Estados Unidos aboliram, ou consideraram uma pena inconstitucional (ao abrigo da 8ª Emendanão praticam desde 1976, desde que o Supremo Tribunal Federal considerou no célebre caso Furman vs. Georgia, que suspendeu este castigo entre 1972-1976.
Recentemente os números têm aumentado e bastante consideralvemente, sendo os Estados Sulistas e do Oeste aqueles que mais praticam e com severidade a Pena de Morte.
Assim que sabe o dia da sua execução, Mattew Poncelet pede a uma Irmã, membro de uma Fraternidade Católica, para vir ajudá-lo na sua última encruzilhada.
Sem qualquer patrocínio judiciário, Matt não consegue escapar à morte, ao passo que o co-autor dos crimes Vitello consegue culpar Matt pela totalidade dos crimes, e execução total dos actos, ao passo que este se limitava passivamente a assistir, sendo punido como mero cúmplice. O problema há-de assumir gradualmente mais importância, à medida que as pessoas desejem o regresso da pena de morte.
O factor psicológico da pena de morte é muito importante, e o tema não é facil de discutir e, ainda mais, de defender. Cedo nos apercebemos que há um preconceito que esconde um motivo de vingança de satisfação com a morte de alguém quando a pena de morte é empregue. Algo que fundamentalizado irá dissolver as bases da civilização americana, pensando que os crimes foram praticados com instrumentos ao abrigo da 2ª Emenda. Se esta emenda não fosse consegrada a nível constitucional poderia o rumo ter sido diferente?
As famílias das vítimas, assim como os fundamentalistas da Pena de Morte, não só condenam a possibilidade de comutação como qualquer apoio moral e espiritualque possa ser concedido aquele ser humano. Quanto mais apoio jurídico.
A Irmã Helen Prejean cedo se viu a braços com a condenação social pelas famílias por fazer o seu trabalho de apoiar Mattew, achando que esta compactuva com todos os crimes praticados por ele eventualmente. Ao criticá-la, por fazer o seu trabalho, as famílias negavam qualquer personalidade humana aquela pessoa, as suas necessidades, e o seu eventual arrependimento.
Cedo vemos que o Estado assume este papel de retaliação para lá dos níveis de razoabilidade. Os eventuais meios de contestar uma sanção como a Pena Capital são vários, mas os níveis de sucesso bem se vê que são escassos, e ao que parece todos estão prontos para premir a válvula da agulha intravenosa da injecção letal. Como se pode reparar qualquer pessoa com sentimento, com uma réstea de humanidade não sentirá satisfação com a morte de outrém. A pena de morte é em si, uma incoerência fatal de um sistema jurídico, e um risco irreversível para a reparação de um dano a um condenado inocente.
Todos sabemos o desfecho desta história, e fica ao cargo de cada um ponderar nas eventuais consequências, e de saber se a pena de morte traz realmente sentido de justiça na punição de um crime.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

REUNIÃO DOS EAGLES - LONG ROAD OUT OF EDEN 2009


Como muito boa gente diria só nos faltava mais esta. Mas se calhar não é bem assim, porque tecnicamente os Eagles não se reuniram, mas sim acordaram do seu perído de hibernação do seu hiatus dormente. Claro está, a emancipada e proeminente empresa de espectáculos, Everything is New, decidiu que havbeira de ter cá os afmados hotel california a dia 22 de Julho do ano próximo. em termos de venda os Eagles são os mais pop de todos, superando em vendas o Princípe da Pop Michael Jackson e, mesmo o AC/Dc. Eu sempre pensei que eles eram uma Banda de um só Sucesso (One Hit Wonder).
De facto, o mundo pode não ser o paraíso para os norte-americanos que vão de se deparar com alguns fãs pouco entusiastas e pouco saudosistas , sendo que os Eagles foram uma das bandas alvo de críticas pejorativas no seio da música.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

COM O SUCESSO....#2: REUNIÃO DOS TAKE THAT


Parece que a reunião de grupos está mesmo na rodem do dia. Um destes ainda se virá o mais inesperado a reuinão dos Jackson Five, com o decrépito homem-lixívia, pedófilo inocente, estrela de rock improvável. sim, esta «boys band» está de regresso para deixar loucas as trintonas e quarentonas, que estudavam no básico e no secundário no início dos anos 90. Factor essencial, dinheiro muito dinheiro. Considerando que na onda das separações, muitos olhavam promissoramente para as suas carreiras a solo, tentativas entretanto falhas, eis que falta a peça essencial de xadrez no emio de todo este pagode, o controverso Robbie Williams. E onde se encontra ele, perguntamos nós? Basciamente a cagar para toda esta peça bem montada, à boa maneira Morrisseyniana, desfazendo os sonhos de John Marr que se encontra em plenas ruas da amargura, sem a colaboração essencial da sua prima-donna. E os sonhos desfê-los bem, porque sem Morrissey os Smith nada são.
Está mesmo visto que as reuniões são só para alguns e, que, em caso algum devem ser alvo de moda e pretexto para esquemas de financiamento a artistas perto da bancarrota. Toda a gente sabe o que vem aí, e mal das Spice Grils que não o viram. As bandas que são produto de uma geração e tempo específico tiveram o seu tempo, e malfadado ele foi. As reuniões está apenmas desti nada aos saudoistas, para aquelas bandas que não cumpriram o seu tempo, e que ainda hoje são intemporais, os Pink Floyd são disso paradigma, assim como os Led Zeppelin. Bandas que aibnda hoje despertam os corações de jovens esperançados desiludidos com a corrente mainstream do seu tempo actual. Precisam muitas vezes de ir ao passado para redescobrir o presente. Sobreviver ao tempo é um taleno, um dom, que apenas poucos o detêm. Por isso forcálo é um erro grande e crasso, ainda que a troco de alguns milhares rápidos e fáceis de alguns revivalistas. É uma mancha que cai sempre mal.....

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Experience - Sunshine of Your Love

Criado por um deus da guitarra e tocado por outro. Criado por um power trio e tocado por outro. Um clássico dos Cream, trazido ao vivo pelos Experience.

sábado, 6 de dezembro de 2008

COM O SUCESSO.....#1: JOE SATRIANI DEMANDA OS COLDPLAY EM TRIBUNAL

Já não é a primeira vez que acontece, e com a mesma música. Depois de os americanos Creaky Boards terem feito as mesma acusações sobre a música em causa «The Songs I Didn't Write», estes vieram mais tarde a retirá-las com base na confissão de que ambas as músicas poderiam ter sido inspiradas no vídeojogo «Legend of Zelda». Agora é Joe Satriani que intenta uma acção no Tribunal Federal de Los Angeles, demandando os britânicos por violação dos direitos de Autor em «If I Could Fly» tema instrumental que inseriu em Is There Love In Space?, o seu álbum de 2004. tive oportunidade de reescutar a música e o refrão instrumental, protagonizado pela guitarra é estranhamente similar. Agora cabe a um juíz decidi-lo.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

TANTRA - MISTÉRIOS & MARAVILHAS (1977/2007, EMI VALENTIM DE CARVALHO)
A música portuguesa tem muitas pérolas escondidas e muitos tesouros ainda por revelar, que apenas conseguimos descobrir com alguma sorte. Dá-se pérolas a porcos.
Se Manuel Cardoso tivesse permanecido em Inglaterra, e aí fundado os Tantra, estes não seriam apenas uma banda de culto para os fãs duros de rock progressivo, mas, talvez, uma banda que perduraria até hoje como os Marillion. Em vez disso os Tantra representam a nata, não penas do incipiente movimento progressivo, cujo eles e um José Cid experimentalista representam o seu máximo expoente, mas de toda a produção musical dita «livre» que se fez a seguir ao 25 de Abril.
O ponto de viragem foi o concerto dos Genesis no dramático de Cascais a 6 e 7 de Março de 1975, em pleno movimento revolucionário de Abril, antecedendo o Verão Quente das nacionalizaçõese, que culminaria mais tarde com o 25 de Novembro, avizianhando-se uma terrível hipotética Guerra Civil com a cisão das Forças Armadas em apoio a diferentes movimentos políticos. Ainda por cima a digressão era The Lamb Lies Down on Broadway, que faria prolongar a Era Gabriel, até mesmo após a sua saída, em Wind and Wuthering com a saída de Steve Hackett.
Portugal anda va atrasado, como sempre, em relação aos restantes países da Europa, sobretudo a nível técnico (com excepção da Espanha que via também sob a égide de uma ditadura militar). Por isso Manuel Cardoso que vivera alguns tempos em Inglaterra decidira vir a Portugal tentar a sua sorte, pois o Britâncios viviam agora uma das fases mais medíocres do rock, com a invasão punk, e o afastamento dos «boring old farts».
Cardoso travou conhecimento com um erudito musical em órgãos e teclas, um tal de Armando Gama, e em conjunto formaram os Tantra. A estes juntaram-se Tozé Almeida, um baterista recentemente saído do conservatório e Américo Luís. Manuel cardoso designou o nome da banda pois à altura era um ávido praticante de Yoga e curioso das culturas orientais.
Os trabalhos preparatórios começaram cedo, e estavam desejosos de renovar a cena musical. compuseram dois temas que foram alvo de um EP - Alquimia da Luz, do qual faziam parte um tema homónimo e um outro de nome Novos Tempos.
Passado algum tempo, o grupo conseguiu um estúdio em Campolide onde ensaiavam de sol-a-sol, e mesmo pela noite dentro. Manuel Cardosos não tinha formação musical de raíz, mas a sua inspiração em Jimi Hendrix,e depois nitidamente, num contexto mais pessoal David Gilmour e Steve Howe conseguiu chegar a peças brilhantes como Aventuras de Um Dragão Num Aquário ou À Beira Do Fim, um épico clássico nacional. Cardos recentemente, aquando da reedição do álbum em cd foi sempre muito claro sobre as influências do quarteto em que há cabeça encontramos os Deuse sdo Movimento Progressivo: Pink Floyd, Genesis e Yes. Não é de estranahr, pois os técnicos musicais procuravam sobretudo estava nova variação do rock, onde a técnica e a criaitvidade são imperativas.
Tozé Almeida demonstra-o em Máquina da Felicidade, onde assistimos a um solo de bateria como poucos e único em Terras Lusas, e Armando Gama em Variações Sobre uma Galáxia.
mas como em tudo a música portuguesa degenerou mais rápidamente do que em outros países e a passagem do moviemento em Protugal foi mais curta, e tal como aconteceu a outras bandas, muitos elementos dos Tantra saíram para prosseguir carreiras de sucesso noutros colectivos. Foi o caso de Armando Gama no final do concerto estrondoso que deram no Coliseu em Novembro de 1977, para tentar a sua sorte na Eurovisão, cuja visãpo sobre a música, diga-se já, é muito restrita. Ainda-se seguiu uma outra pérola - Holocausto - com a entrada de Dedos Tubarão (Pedro Ayres Magalhães) que recrutaria Tozé Almeida para os funestos Heróis do Mar. Determinou o auge dos Tantra no final da década de 70.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Relato do Olympiakos - Benfica

É muito mau ser lampião. minam as capas do jornais e são um clube que jesus??!?!?!!..... Serve também para demonstrar a isenção e o rigor do nosso jornalismo desportivo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Big Love - Genérico

Mais uma excelente série da HBO que continua sem+pre a surpreender pela positiva, pelo elevada qualidade dos seus programas. Para quem não sabe produzida por Tom Hanks.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

ÁLBUNS CONCEPTUAIS#2: PORCUPINE TREE - VOYAGE 34 (2000/2004, DELIRIUM RECORDS)

Grande parte das bandas de rock/metal progressivo tem o seu porta-estandarte de ecletismo e auge de criaçõa dos seus álbuns no conceptualismo. Os Porcupine Tree não são diferentes. durabnte muito tempo afastado da cena metal, da qual Steven Wilson era, aliás, um grande fã. O rock viajante dos anos 70 tornou-se o seu paradigma durante muito tempo. Voyage 34 é uma dessas marcas que Wilson tranpôs para os Tree sempre com o psicadelismo e a alienação em mente. E o conceito não poderia ser mais explorador e atordoante. Voyage 34 marca um viagem, neste caso um viagem que correu mal, ou seja, uma «bad trip», que Brian sofreu ao decidir tomar vários comprimidos de LSD com os amigos. Voyage 34 tem sido um marco na carreira dos Porcupine Tree desde a sua existência precoce. Deve ter sido um trabalho um pouco dúbio, pois Wilson reflecte tanto o fascínio, como o repúdio pessoal por este tipo de drgoas alucinogénicas, cujas cicatrizes nas músicas são visíveis através dos tempos. Sem elas a m´suica, especialmente o rock progressivo, seria infinitamente mais pobre.
Dividida em quatro capítulos, Voyage 34 é um paranóia, e um voo imaginário, onde o instrumental é palavra de ordem. Para criar e emprestar o ambiente perdido e confuso, de quase permanente pesadelo, Richard Barbieri mostra o lado electrónico dos Tree, que por esta altura é nítidamente demarcado. Estamos na fase pré-absentia, e por isso. Wilson carrega ainda pouco nos pedais da distorção.
Phase I deparamo-nos com um narrador científico, um autêntico psiquiatra que relata a experiência de Brian. Com um riff suave tipicamente gilmouriano, a que Wilson vai buscar com frequência no seu estilo marca o compasso da viagem ao amâgo do ser. A guitarra preenche a importância de toda a 1ª fase e transporta para o vácuo - a Phase II - com nítida ligação. Brian perde-se por completo em Phase I e wilson empresta um dos seus melhores solos a este projecto, já bem lá para o meio da música. Colin Edwin, um baixista competente e respeitado, tem um ritmo constante e preenche o pano de fundo que deixa wilson brilhar.
A loucura vem já bem mais para o fim, onde o céu é o limite. Na Phase II, é Richard Barbieri quem comanda a viagem de Brian até ao infinito de si prórpio, pela alienação completa. Aqui vê-se uma tentativa experimental de explorar os campos electrónicos, tal como os Pink Floyd o fizeram em Dark Side of The Moon com On The Run. O progresso técnico é visível, mas ideia é a mesma, e não admira que os Porcupine Tree sejam apelidadados como directos descendentes dos Floyd, pois em Voyage 34 essa influência é clara e transparente. Mais até do que em outros álbuns. Com frequência vão ouvir sons e secções musicais no mesmo tom que outras secções de outras músicas, mas isso é natural porque o álbum é em si um conceito e uma história única, um conceito singular que culmina no desespero e no medo de Phase IV. o clímax é a perda da noção da realidade e a dificuldade em ganhar a consicência.
Wilson fez deste álbum um autêntico cavalo de batalha, que ocupou grande parte da carreira dos Tree, que viria a ter o seu lançamento e reedição definitiva em 2004. Um excelente álbum conceptual que merece a atenão até dos mais suspeitos, muito embora a primeira audição seja complicada.

domingo, 30 de novembro de 2008

DEAD COMBO - LUSITÂNIA PLAYBOYS (2008, UNIVERSAL PORTUGAL)


Durante décadas as massas cosmopolitas portuguesas, e as do interior com um ligiero atraso, contemplaram as influências estrangeiras, sobretudo anglo-saxónicas que atolavam o mercado discográfico. Este fascínio pelo estrangeiro cedo se revelou uma forte influência, nascendo projectos que adaptavam as músicas de fora a um contexto nacional.
Felizmente, a portugalidade hoje, é mais um motivo de fascínio e de interesse pelos ouvintes nacionais, e o experimentalismo está à vista. Não é à toa que Dead Combo foi designado como o melhor álbum do ano e, à primeira vista, muito merecidamente. A comparação indiscreta, não é um figura de estilo sem nexo. Os Dead Combo parecem conseguir aquilo que à partida parecia ser impossível: harmonizar dois estilos completamente distintos. Alguém brilhantemente os descreveu como: «a súbita entrada de Clint Eastwood numa guitarra de Fados», ou melhor, «numa República de Estudantes». Sim, em curtas palavras é mesmo isso de que se trata.
O facto de serm essencialmente instrumentais, também não é casual. Saídos de um tributo a Carlos Paredes, a nossa c adência reflecte-se no eterno espírito da guitarra portuguesa. assim como o velho oeste do saloon, quase que antecipando uma cena mortal de duelo de «seis-tiros» prestes a explodir. Só mesmo um duo com tanto bnrilhantismo e talento poderia fazer música que inspirasse as melhores produções cinematográficas internacionais. Desconfio que se alentejo Sem Lei fosse filmado hoje, ou re-produzido, das duas uma: ou não teria o mesmo destino, ou a banda sonora não seria caso para fracasso. «Fuga em correria menor» é o melho exemplo de uma perseguição de cavalos, no vale do Mondego, com um clímax digno de um romance de Camilo Castelo Branco, para além de um excelente participação da secção rítmica. E o regresso ao futuro é visível no forte baixo de Carlos Gonçalves em Old Rock N' Roll Radio. também o seu companheiro Tó trips demonstra a fibra de que são feitos os virtuosos portugueses em Cuba 1970, não só a demonstrar influências lusas, como latinas. Este ecletismo mostra como os Dead Combo dificílmente desiludem e elevam a música portuguesa a níveis nunca antes experiênciados. Carlos Paredes está-lhes no sangue e Lisboa/berlin Flight é caso disso, que aliás conseguem incoporar tanto no classicismo, como na electrónica do futuro. Parabéns a Tó Trips e Carlos Gonçalves.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

OASIS - DIG OUT YOUR SOUL (2008, WARNER BROTHER RECORDS)

Sendo 2008 um ano de regressos também os irmãos mais controversos do pop rock britânico ansiavam um regresso. Armados em Beatles da nova geração, as guitarras e os fortes vocais e ainda uma queda para o cenário psicadélico fazem dos Oasis uma banda a evitar no meio do deserto. Mas não se pode ignorar o facto de que existem e de que eles próprios defendem a sua importância. Tal como a banda, este álbum é pegar ou largar. com certeza as miúdas, entretanto muits delas agoras mães de putos rebeldes, continuam a achar interesse naqueles bêbados de Manchester que são conhecidos por estarem bêbados grande parte do tempo e dizerem «fuck» e «mate» parte maior do tempo ainda. Don't believe the truth foi mau decepcionante demais para ser verdade, e Dig Out Your Soul era agauardado com alguma expectativa.
Sinceramente, acho que tem boas canções, e que seria mais apropriado como lançamento de verão, do que propriamente para preencher a época do frio. Grande parte das músicas é desprovida de significado e, sobretudo, muito impessoais. Safa-se algum talento instrumental, mas vêm a atalho de foice das novas gerações do rock britânico que carregaram no cru da distorção das guitarras. Facilmente identificável com um álbum novo dos Artic Monkeys.
Basta cpomeçar pelo título: o que será que quer dizer «Dig Out Your Soul», esgravata a tua alma??!?!?!
Bag it Up é o tema de abertura, e Liam Gallagher carrega na sua voz de bagaço. Sabe-se lá quantas vezes é que aqueles dois já anarama à tareia. Provavelmente ainda devem repercutir nas letras quem estragou o brinquedo de quem. E para mais são os únicos sobreviventes da formação original, havendo poucos que queiram resistir às birrinhas dos irmãos Gallagher. Neste momento aidna devem estar a discutir quem tem projecção em palco, quem deve estar ao centro, quem vai ter os coros principais. e outras pintelhices. De certeza que Gem Archer e Andy bell estºão lá penas para sacar o deles.
As guitarras são simples, com uma distorção simples e crua, e uma aposta crescente nos teclados a que Jay Darlington fica responsável nas digressões.
Schock of Lightning é outra sem nexo. Parece aquele tema que passa para dar pica aqundo de uma saída nocturna. «Love is drum machine....» o que será que esta merda quer dize. Nem de propósito metem um solo de bateria no meio da faixa, nem de perto nem de longe de um solo de tachos e panelas que Zak Starkey teve de materializar. Aliás do actual alinhamento, os Oasis não têm nenhum baterista, tendo destroçado quaisqer résteas dos perídos aureos, se é que houve algum, da banda.
A balada melosa pronta para verter lágrimas de crocodilos vem em I'm Outta Time, mais uma vez a pedir aquela atenção egocentrista e mimada. Causa-lhes tanta emoção como ver o Leeds United ganhar.... Ainda por cima acham-se uns George Harrison como While My Guitar Gently Weeps. E (Get Off Your) High Horse Lady soa-me estranhamente a uma balda pastoral dos Beatles que não são poucas.
Para mim os Oasis não trazem nada de novo. E se calhar nunca o fizeram. Têm o mérito de compor algumas boas músicas, mas que são tudo, menos originais. talvez venham aí denovo para serem escorraçados, e depois se enfrascarem no pub, escreverem músicas de menininhos coitado e incompreendidos, enquanto vêm o jogo do «menino de ouro».
Particularidades de te álbum destaca-se o facto de ter um bom tema em Falling Down, que tem uma boa participação vocal de Noel e dos teclados, e of acto de ter sido escrito e gravado em Abbey Road.
Os Oasis querem mesmo viver às somrbas do passado do rock britânico e carregar o seu legado, mas parece-me ser areia demais para o carochazinho deles.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

COLDPLAY - PROSPEKT'S MARCH (2008, PARLOPHONE RECORDS)



Depois de entrarem brilhantemente em 2008, aquando do lançamento do revolucionário Viva La Vida, o mito iluminista e libertário prossegue em Prospekt's March, um EP que é um complemento do LP, logo a começar pela capa, inspirada noutro quadro de Eugéne Delacroix, desta vez La Bataille de Poitiers.
Estão tão ligados que uma edição especial dos 2 foi lançada para os vossos ouvidos apenas. Ficou claro que havia algum material que durante a gravação de Viva La Vida os Coldplay não queriam desaproveitar, por isso vemos um tema de rompante como Life in Technicolor II, que no álbum principal era uma abertura instrumental tem agora os seus próprios vocais. Mas as divergências não se ficam por aqui. O Ep contém ainda as inéditas Glass of Water e Rainy Day que foram claramente escritas dentro do espírito do álbum. A voz de Chris AMartin entoa na mesma dimensão e as guitarras de Johnny Buckland continuam numa afinação e efeito etéreo, e a presença dos violinos continua a ser imperativa, se bem que Rainy Day serve-se com frequência de sons electrónicos recentes. Algum pessimismo melancólico não foi introduzido neste álbum, retomando algum optimismo caracterísitico dos Coldplay, logo na nova versão de Lost+ que conta com a colaboração de Jay-Z que assisitiu à apresentação do álbum no átrio do edifício da BBC em Londres, que fez um enorme esforço por estragar a música, a que os coldplay permitiram. Poderiam no máximo ter deixado particpar a sua esposa (de Jay-Z) cujos dotes, não apenas vocais, são bem mais simpáticos. Poucos notarão a diferença do timbre ou a densidade dos instrumentos, tal como as diferenças em Lover's in Japan se distrinçam de Lovers in Japan/Reign of Love, excepto revisitar músicas que ficaram muito bem para a história do pop rock britânico. É intererssante verificar como Lovers in Japan nos deixa uma certa nostalgia urbana. Keep on soldier on....

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Zé Carlos - Muita Lôco


Lembram-se?!??!! Encontrem-me um bom fundamento para se terem esquecido. Esqueci-me porque narara....

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

TWIN PEAKS: FIRE WALK WITH ME (1992, NEW LINE CINEMA)
Depois de falar da série de culto mais importante na história da televisão, muitos ouviram durante episódios a fio aquilo que se tornou a personagem ausente de um enredo mais célebre das artes dramáticas - Larua Palmer. Muitos perguntavam-se como seria Laura Palmer, pois para além do que outras personagens falavam dela, especialmente a sua amiga intíma e próxima, donna Hayward e a sua prima Maddie Ferguson e os poucos «recuos temporais», ninguém sabe ao certo quem era Laura Palmer.
David Lynch decidiu resolver a curiosidade dos fãs da série de uma maneira brutal e arrebatadora, criando uma prequela chocante que apenas deve ser vista depois de estarem ameio ou no fim da 2ª temporada da série. O começo é familiar com a música de Angelo Badalamenti a acompanhar o regress de Laura a casa. Depressa descobrimos que Laura é uma peronagem numa encruzilhda naluta pela própria alma, perdida no dilema entre o bem e o mal. É claro que se virmos Twin Peaks: Fire Walk With Me, depressa saberam quem é o assassino de Laura e quem determinou o seu destino funesto. O que eventualmente destruirá o gozo com que verão a série, por isso quem estiver interessado aconselho a acompanharem primeiro o desenrolar da série.
Ao abordar o quotidiano de Laura, David Lynch não se preocupou com qualquer censura. Ele quis mesmo demonstrar uma Laura corrompida e atribulada, embora acho que algumas cenas estão melhor eespelhadas, e mais assustadoras até, na série. O essencial de Fire Walk With Me é Laura, e o que é importante é mostrar que importância tem ela na sua família, principalmente seu pai, nos seus amigos e na sua, aparente, pacata cidade. E muita importância tem de facto. Tanto foi o impacto da série e da personagem que o filme foi imediatamente filmado à série e sheryl Lee, muito embora uma actirz muito pouco promissora, era um talismã para Lynch que el se esforçara por inserir na série, para além do papel remoto de Laura, caso da sua prima Maddie.
O Agente do FBI Dale Cooper, protagonista indiscutível da série, teve um papel diminuto no filme, mas ainda assim preponderante para precludir aquilo que culmina na série. O seu mordaz colega forense Albert também está lá, e o chefe Gordon, representado pelo próprio David Lynch também se encontra presente. o carácter bizarro e estranho das personagens está lá e é inseparável da técnica de Lynch, mas é assutadoramente humano tudo o que ele filma. Se anaçlisarmos, Lynch representa-nos o nosso lado mais oculto de uma maneira inesperada, e Laura é o paradigma de uma alma que luta contra os seus demónios.
O filme conta ainda com alguns inéditos como uma estreia de Kiefer Sutherland aka Jack Bauer, como especialista forense co-adjuvante do experiente agente representado pelo cata-autor Chris Isaak.
Lynch esforçou-se por conseguir integrar todas os autores que participaram na série para integrarem o filme, mas o Sheriff Turman, representado por Michael Ontkean, Audrey Horne representada por Sherilyn Fenn, e Donna Hayward por Lara Flynn Boyle não compareceram sendo a última substituída por Moira Kelly.
Muita importância assume o actor Frank Silva, que representa Bob, espírito que habita a «outra dimensão».
Indispensável para quem quiser conhecer o universo de Twin Peaks.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ted Nugent on 2nd Amendment

Toda a gente sabe quem ele é, o grande guitarrista de Stranglehold, ex-Amboy dukes e Damn Yankees. O sulista mais conservador do rock, Mas será que conseguem continuar a ouvir a música dele, detestando os seus ideais?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ERIC JOHNSON - BLOOM (2005, FAVORED NATIONS RECORDS)


Dentro do virtuosismo musical podemos encontrar grandes Srs. que perduraram no rock instrumental e continuam a carregar e evoluir o ícone venerado da guitarra eléctrica deixado por Jimi Hendrix. Entre eles destaca-se, obviamente, o mestre Joe Satriani. Quem ouve falar neste erudito musical formulará um juízo imediato ao Deus da guitarra Eric Clapton que recriou o rock com os Cream, ou então aquela sociedade «joint-venture» que o Mestre Satriani desenvolveu em o G3 para elevar os seus comparsas, em especial o seu amigo e ex-aprendiz, Steve Vai. Para além desses rótulos, Eric Johnson é um dos (poucos) emblemas da Fender Stratocaster que saiu do Texas. Poucos conhecem, mas no Texas construíram-se alguns dos músicos mais talentosos vindo das terras do Tio Sam, onde o rock sulista se remisturou no Jazz e no Blues, influências que desabrocham de Eric Clapton em Bloom.

Parte da ignorância do grande público face à carreira de Johnson deve-se, em parte, por ele produzir muito pouca música. Bloom é o seu 6º álbum de originais a solo, numa carreira que conta com mais de 30 anos. E a carreira nos Alien Love Child não se estendeu muito. A outra parte deve-se ao estranho facto de não fazer músicas sonantes, que entrem imediatamente nos ouvidos. Aliás Bloom é uma banda sonora de uma «noite de verão especial» desde que se sai do trabalho cheio de pressa («Bloom» e «Summer Jam»), passando pela loja para comprar um presente («From My Heart), acompanhando o jantar à luz das velas em («Your sweet Eyes« e«Hesitant») até ao auge da noite em Sunnaround You e Magnetized. Acabando em Sonho de Um Noite Verão com Ciel. Por isso quem quiser planear algo do género já sabe que instrumentos carregar.

Durante esta viagem, Eric Johnson demonstra uma abertura vasta aos diferentes estilos musicias e aos quais a guitarra representa um papel preponderante. Ouça-se em Cruising the Nile, que mais transmite um romantismo mediterrânico que nos transporta para um cruzeiro. Ou então aquela guitarra tipicamente citadina em Hesitant, onde Johnson espelha o seu já tradiconal estilo da clássica Manhattan. Mas nem só às cordas se resume este «copinho de leite» do rock. Os seus atributos musicais ultrapassam largamente, os de alguns dos seus congéneres. Quando ouvimos Satriani a cantar imploramos para que fique afónico, mas a voz tímida de Johnson encaixa perfeitamente no ambiente que quer preencher. Sad Legacy é um desses melhores exemplos, de alguém que se habituou a lançar um álbum por década.

sábado, 15 de novembro de 2008

KORN - UNTITLED (2007, VIRGIN RECORDS)



Os KoRn chegam aos seus 15 anos de carreira com muita pouca criatividade, mas muit a vontade de fazer. São uma banda de renegados, depravados e ainda por cima querem permenecer no estrelato, quando todo o seu conjunto está prestes a desmoronar-se. mas Jonathan Davis e Cª não querem esmorecer, e estão determinados a continuar sem Brian «Head» Welsh que, de repente, viu a luz e decidiu tornar-se uma fnático religioso, e David Silveria que deixou de acreditar nos KoRn. Contudo, não deixei de ficar supreendido com alguns eruditos musicias a encontrarem gosto na música destes velhos «putos».
A banda que tinha um fétiche pelo subconsciente negro, da inocência precocemente corrompida, e uma obsessão pelo abuso sexual de menores, leva estes conceitos para o universo distorcido. See you on the othe Side queria demonstrar o lado negro, e surrealista que já tinha sido enveredado pelo Take a Look in The Mirror. Para além disso e de queerer demonstrar a dor que vagueia pela alma de Jonathan Davis, cujas tendências homossexuais ainda não são evidentes, alia-se ao humilde estilo de James «Munky» Shaffer, cuja criatividade é ultrapassada, de longe, pela habilidade de Head, que entretanto abandonara a banda. Reginald «Fieldy» Arvizu e a sua pose de ex-rufia das ruas, com camisa dos Lakers já não dá o aspecto «porreiro» que banda cria implementar no auge do nu-metal. De facto, o nu-metal é um estilo falhado e decrépito, que felizmente, poucos são os que revêm nele, apesar de ter constituído uma verdadeira paranóia dos meus anos de adolescência.
hoje os Korn parecem dispostos a renovar o nu-metal e acrescentar-lhe um cariz electrónico, e incomodamente pop, aos riffs brejeiros carregados de distorção que vinham do nu-metal. Apesar de tudo, todo este movimento centrava-se na aparência, e no estilo irreverente e agora que olho para trás, estúpido. Nada disto estava para durar, e os KoRn querem sobreviver, mas não fazem por isso. Continuam com a atitude machista de alguém que só podia sobreviver com um nome artístico. Bitch We Got A Problem e Innocent Bystander reflecte a falta de maturidade não só lírica, mas técnica. Apenas demonstra uns cotas que se renderam a uma indústria que conseguiram dominar, pelo menos na gestão da própria carreira, mas que seguem os mesmos princípios e, que não conseguem fazer mais nada. Killing é daquelas canções que ouvem nos primeiros segundos, e é de uma simplicidade azeiteira. Esta é sem dúvida a melhor palvra para definir os KoRn, azeiteiros, que ainda não tiveram discernimento de descobrir o seu próprio espaço na música decadente e decrépita.
Estava na altura de se olharem e reverem o seu próprio espaço na música. Crescer um pouco, como toda a gente. Especialmente a bicha do Jonathan Davis.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

The Simpsons/Futurama - Future - Drama

Completamenter vidrado nos desenhos de Matt Groening. Matt és o maior. Ahh!!! apesar de o Homer ser brutal e o Bart também, a melhor personagem alguma vez desenhada pelo Matt Groening é, sem dúvida, o Bender.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A NAIFA - TRÊS MINUTOS ANTES DA MARÉ ENCHER (2006, ZONA MÚSICA)


Sob o mundo de betão que cobre a nosso quotidiano, a guitarra portuguesa, que já não é o que era, assombra o nosso subconsciente da 1 da Noite às 8 da Manhã. E em cada verbo, cada tom vocal de Maria Antónia Mendes (mais acarinhada por Mitó) está um lado oculto de ser português, uma melancolia e um saudosismo que nos é natural e que se revela descaradamente em cada movimento do dia-a-dia.
Mas não é de poesia e desalento que versam os A Naifa. Eles são para mim a par dos Dazkarieh, a banda mais criativa da nossa cultura, que influenciou certamente grupos que vão geminando e surgindo aos poucos por aí, caso dos Deolinda. A maior surpresa é o fenomenal trabalho que Luís Varatojo conseguiu retirar da guitarra portuguesa. Caso não crêm nestas palavras profanas podem escutar monotone. É tão boa como a música que já não passa na rádio. O trabalho dos A Naifa chega a ser mesmo mordaz, em Fé, com um cunho anti-clerical feroz e o apego à terra que é tão nosso em Antena. Provavelmente nenhum tema dos Diapasão e outros tantos do emanuel chegram à nobreza de um tema que toque tanto aos emigrantes como antena. e os traços vocais de Mitó são incomparáveis, a sua voz a par da guitarra portuguesa de Luís Varatojo são as peças centrais neste quadro de ser protuguês.
As iniciativas de grupos assim são de divulgar e adorar, mais até do que as influências estrangeiras, de conseguir conjugar e reinventar aquilo que nos é auctótone, com o eléctrico, numa tentativa que os Madredeus já tinham ensaida em eléctrico, e também com o electrónico pelos trbalhos de Rodrigo Leão dentro da célebre banda. Apesar de calmo e pesaroso a secção rítmica dos A Naifa com João Aguardela no Baixo e Vasco Vaz na Bateria é tão notório e melancólico como o dueto voz-guitarra em Quando os Nossos Corpos se Separam.
As letras são pintadas de tristeza, mas isso apenas acontece porque o Fado remonta ao século XIX do Romantismo e, por isso, o fatalismo que nos é inerente. Influências românticas que José Luís Peixoto fez questão de transmitir em Todo O Amor do Mundo não foi suficiente, que os A Naifa encarnam de uma maneira soberba «O amor nãoserve de nada». Continuem a exultar e a elevar o espírito português.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Jack White feat. Alicia Keys - Another Way to Die (James Bond Theme)

Mais um James Bond, mais um tema. Para mim este não soou nada de extraordinário, só pela polémica de se saber quem é que havia de o interpretar: Amy Winehouse, Leona Lewis, não foi mesmo Jack White e Alicia Keys, para ficar tudo preto no branco.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Justiça, qual justiça?!?!!!


A nível gera este é das (muitas) coisas que me faz sentir desdenhoso em ser português. Não se deve fazer julgamentos em Praça Pública, mas com matéria de facto tão solidamente provada, além de fuga injustificada à Justiça. Somos mesmo um país de tristes...... Justiça qual justiça?!!! É absolvição atrás de absolvição. A pobre coitada, que é desconhecida de todos é que vai levar com 23 anos de cadeia. É verdade que os merecia, mas o Estado só pune alguns. é juízo popular, mas acho que não se encontra muito longe da verdade

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

JOSÉ CID - 10000 ANOS DEPOIS ENTRE VÉNUS E MARTE (1977, PRODUÇÕES ORFEU)

A nível musical, este é dos (poucos) trabalhos que me dá orgulho e me faz sentir bem em ser português. Será mesmo das poucas coisas nas muitas porcarias que fizémos, em que soubémos receber influências estrangeiras, trabalhá-las e, neste caso, superar algumas delas. Para quem é leigo 10000 depois entre Vénus e Marte é um marco e considerado um dos melhores álbuns de rock progressivo de sempre e quem o ouvir, perceberá isso de imediato. Não admria que alguns admiradores japoneses estejam dispostos a vender uma raridade destas em vynil por mais de €300, o que já é considerável.
Depois deste trabalho nem se compreende como é que José Cid descambou para a músia popular, ainda que seja de boa qualidade, não chega, nem de perto nem de longe, ao ícone que este álbum representa na sua carreira. 10000 anos depois entre Vénus e Marte é a par de Mistérios e Maravilhas dos Tantra, o legado do melhor rock progressivo português. Isso é indiscutível.
O álbum tem um cariz conceptual, se bem que à partida não seja nítido, mas versa sobre um cenário apocalíptico em que os seres humanos se vêm forçados a abandonar o planeta Terra. Assim parte à Aventura espcail, bem na onda dos Pink Floyd e dos Yes, que usando a obra-prima de ficção científica de Stanley Kubrick 2001: Odisseia do Espaço, fazem ecoar os seus instrumentos pelo infinito da nossa imaginação. Talvez nestes factos se insira o carácter mísitco do rock progressivo, o de fazer apelar à nossa imaginação.
A Odisseia eclética do campesino da Chamusca perdura no agressivo Caos, com José Cid a demonstrar não epans excelentes dotes nos teclados, em especial, no domínio do Mellotron, cujo fascínio o fez inserir uma música no presente álbum, mas também nas guitarras. Para isso Cid teve a ajuda do experiente guitarrista que já tinha colaborado com ele nos Quarteto 1111, Mike Segeant. Sendo originário da nação fundadora do rock progressivo Sergeant sabia perfeitamente contextualizar o riff áspero e os acordes lírico de que O Caos precisava. Para além disso Cid demonstra a sua brilhante capacidade como liricista, e descreve a angústia de uma humanidade a enfrentar o Apocalypse « A tua cidade é uma vala comum / Todos os caminhos dão a lugar nenhum / Se tiveres que fugir FOGE / Se Tiveres que morrer MORRE, SÓ»
Mas nem só de artistas estrangeiros viveram as colaborações com Cid, se bem que Portugal estva num patamar evolutivo bem atrasado aos demais congéneres europeus. A contribuição de Zé Nabo na reprodução da Guitarra Baixo, e das guitarras nas restantes músicas. conta ainda com espanhol ramon Gallardo que demonstra bastante experiência no domínio da bateria e percussões.
A viagem da humanidade culmina em Mellotron, o Planeta Fantástico com um segmento de Baixo extraordinário e onde José Cid demonstra a sua mestria para os teclados, como um brilhante introdução instrumental.
Algumas edições contêm ainda um inédito Vida (Sons do Quotidiano), o habitual épico em todos os álbuns de rock progressivo em que se destaca uma humanidade que sobrevive ao dia do julgamento e encontra a paz no spaço exteiror.
Um legado português para a posteridade e uma marca das poucas, do nosso virtuosimo musical, depois de o escutarem dirão, com certeza, ainda bem que sou português.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

MARILLION - THE HAPPINESS IS THE ROAD (2008, INTACT RECORDS)

Os Marillion chegam a 2008 com uma inspiração ciradora, inédita em bandas com um largo período de existência. Relembra-se que ainda em Abril de 2007 e, após uma digressão confortável, os Marillion lançavam Somewhere Else, álbum bastante tímido e diria neutro para a longa carreira dos Marillion. Talvez por ser um número simbólico, e porque já planeavam este lançamento com alguma antecedência, Happiness is the road é um projecto ambicioso e até bsatnte arrojado para uma banda como os Marillion. Não porque eles sejam uma banda com uma larga experiência musical, mas porque têm um longo historial e uma carreira demarcada em 2, quase tão forte como a dos Genesis com a saída de Fish, que delineou um era, e separou em grupos milhares de admiradores. Hoje, os Marillion são uma banda de culto e, felizmente, uma banda fiél ao seu som e às suas caracterísitcas. A aproximação à indústria discográfica é semlhante à doutrina «Radiohead» com este álbum a sair apenas em formato digital, por enquanto, até haver dinheiro suficiente para poder publicá-lo em disco. E não é de estranhar, o próprio Hogarth revelou que os Radiohead eram uma das bandas actuais que mais lhe eram apreciadas.
A música, contudo, continua marcadamente própria e bem ao estilo da fase Hogarth. A sua voz limpa, nítidfa e bastante mleancólica, pinta quadros etéreos e paisagens envolventes. Diria mesmo que os Marillion hoje, aproximam-se de um post-rock ambientalista e soberbo, inspirado nos Sigur Rós e nos Pink Floyd de Division Bell (principalmente nos teclados de Wright).
O título sugere isso mesmo espaço e reflexão. E o fortes teclados de Mark Kelly frisam essa ideia, sobrepondo-se lentamente à guitarra lírica de Steve Rothery, o ancião do grupo. O pendor artísitco e erudito musical reflecte-se logo no tema de abertura, com o tom angélico de Hogarth e o piano angélico de Kelly.
Os temas evoluem em volta de um tema central e a banda fez por tornar o conmceito em volta de uma viagem ao centro do eu, do próprio ser humano. Por isso fazem-se ao caminho, num tema introspectivo, mas bem compassado em This Train is my Life, e assim por diante os temas vão oscilando pelos carris, com um equilíbrio notável, mas num compasso pouco versátil. O baixo de Trewavas continua a ser importante, pois a sua atitude melódica encaixa-se perfeitamente no conjunto e oferece um óptimo suporte, para os devaneios supremos da guoitarra de Rothery que continua a ter como ídolo, sem qualuqer dúvida, os blues progressivos de David Gilmour. Happiness is on the Road é o tema central, o épico que se destca em todas os álbuns do movimento progressivo e, por isso, o álbum homónimo tinha de ter o mesmo nome. Destca desde logo o ponto que é fulcral em todo o álbum, a voz de Hogarth, que por ser também ele teclista, demontra a influência na paisagem etérea que transpira em todo o álbum. Só mas tarde no andamento se segue a guitarra, como uma sereia encantadora, dá mote para a secção rítmica entrar.
Frequentemente a falar na primeira pessoa, Hogarth supera a fraqueza que outros voalistas costumam afectar na sua idade, e melhora de álbum para álbum. As letras, de uma franqueza e inspiração inspiradoras, mas ao memso tempo comum cunho amargo, relectem uma esperança que se encontra em todos nós para lutarmos para encontrar a nossa própria felicidade. É só fazermo-nos à estrada.....

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

UM SUSTO DE FILME 2, DE KEENEN IVORY WAYANS, DIMENSION FILMS


Ontem tive a (in)feliz experiência de ligar o televisor para uma cadeia de canais que já mudou 50 vezes de nome, o TVCine 1. Numa paródia ao dia das bruxas, os amigos da lusomundo decidiram passar de rajada, os três primeiros filmes da tetrologia Um susto de Filme (Scary Movie). Como se pode perceber, Scary Movie é um projecto de família, visto que Wayans pulvilha quase todos os espaços dos créditos finais.
Deixie o pre-fixo in entre parênteses porque és um daqueles filmes que deve haver um ritual de preparação para o ver, nomeadamente, com pequenas plantinhas que fazem muito fumo, de se tratar de uma paródia tão estupida, o que a sobrevaloriza em hilariante. E não apenas isso, temos de assistir a todos os «êxitos de bilheteira» de terror dos anos anteriores à produção do mesmo para nos grizarmos até à nossa sepultura.
Obviamente o humor é tudo menos inteligente. Mas lá por não ser inteligente, não deixa de ser humor, com o seu cómico de situação parvo, não diria mesmo estúpido que proporciona um bom serão, especialmente numa sauna de fumo.
Até o próprio sub-título é uma paródia à pre-quela. Isto proque Um Susto de Filme 1 dizia «No Mercy.- No shame. No sequel», um que por si só já é um gozo, quando numa cena cortada, todos os personagens no filme original morreram. O dia das bruxas passou e por isso quis-se tirar bom partido disso. Um susto de Filme 2 gira em volta da paródia do filme a Mansão com Liam Neeson, Catherina Zeta-Jones e o malfadado Owen Wilson. O filme contém numeroras referências cinematográficas a outros filmes, pois é nisso que o filme se baseia. Aproveitando para cair também na porcalhice, quando Cindy se vê obrigada a «aquecer» o companheiro. Para além de cenas sobre Anjos de Charlie, existe cómico de situação sobre Hannibal, ou mesmo Matrix Reloaded.
Nunca um filme rendeu tanto a plagiar descaradamente, ams o intuito em si é, deveras, original. Aliás, acabou por cirar quase que um género novo, e para o fazer foi preciso ter alguns conhecimentos cinematográficos e uma boa dose de pedrada. Ou mnão fosse escrito pelos irmãos Wayans, e a fraca produção vê-se nos pouco conhecidos autores, a alguns «músicos» que fazem um pézinho no cinema. é um projecto de família e isso entende-se. De facto, a Dimension filmes limitou-se a servir como distribuidora, pelo que o fraco nível de produção, além de ser um facto, é bastante bem aproiveitado como elemento de paródia, e serve para a gargalhada geral. Ideal, para quem não tem mais nada que fazer. De resto, foi um dos filmes relativamente mais lucrativos.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

W. - W de worst american film

Mas quem é que pode dar alguma relevância a esta me**a? Só mesmo eu para destruir o rançoso do Oliver Stone. Outro na minha lsiat de alvos a abater. Só lamento pelo Josh Brolin que é um grande talento.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A LISTA DE SCHINDLER DE STEVEN SPIELBERG, 1993 UNIVERSAL STUDIOS

Quando comprei o DVD da edição especial deste filme cheio de fascínio. Demorei, todavia, algum tempo até me preparar para o ver. Baseado no romance, de mesmo nome, de Thomas Keneally, o substrato do filme pedia uma abordagem especial. E não era para mais, só faltava ser lançado no dia 1 de Setembro de 1994, o dia da Invasão da Polónia, e o desencadear da II Grande Guerra nos seus 55 anos.
Contudo, o filme é tudo menos comemorativo ou provocador. Aliás, a realização deve ter-se concentrado num carácter cinematográfico mais próximo do documentário do que num filme tout-court. Sim até porque o tema é sensível, e há muitos que discutem ofacto de tudo ter sido um engodo, ou de nunca ter existido. O filme quer contrapor essa abordagem histórica metafísica, sobretudo, de um um holocausto que nunca existiu.
Por isso o filme é filmado de uma maneira fria e muito crua, como se da realidade se tratasse. Nesse sentido, Oskar Schindler (Liam Neeson), um influente membro do partido nazi chega à Polónia durante a invasão com uma prespectiva de lucro fácil. Ele não nutre qualquer simpatia pelos judeus polacos, que desde cedo são sujeitos a um conjunto de leis restritivas não apenas da sua liberdade, mas da sua dignidade inerentes à condição de serem humanos. Schindler tem um olhar lucrativo sobre o aspecto da guerra, e apoveita a mão-de-obra humana barata e, muitas vezes gratuita, dos judeus polacos. Cedo se percebe que a fabricar panelas, tachos e talheres se safavam de um destino funesto, a extradição para campos de concentração, ou serem abatidos a sangue frio.
O filme consegue muito bem transmitir, o rápido evoluir das situações, e muitas vezes o olhar incrédulo dos judeus polacos que pensvam serem indispensáveis como mão-de-obra para a expansão do III Reich, até à suspeição de campos de concentração e as suas câmaras de gás, construídas com o propósito de abater seres humanos, como se fossem uma epidemia.
O facto de ser filmado a preto e branco pode ter muitas conotações, assim como a sua longa duração. Mas penso que Spielberg queria dar-nos a prespectiva de espectador de um documentário, de um retrato fiél e isento. Como se estivéssemos a assistir a um dos elementos de prova apresentados no julgamento de Nuremberga. E escolha de Ralph Fiennes como Amon Goth o capitão nazi e chefe de campo, foi tudo menos aleatória, pois consegue encarnar o sentimento de arrogância e supremacia nietzchaino de que os alemães colectivamente padeciam.
A melhor cena do filme, em termos de diálogo e confrontos entre personagens, é quando Schindler tenta infrutíferamente convencer Göth de que a maior virtude de um homem com poder, é a liberdade de não usar. Ele tem o poder para usá-lo mas não o faz.
Não deixa de ser icónica, em termos visuais, a cena do «capuchinho de vermelho», que deambula pelas ruas de Carcóvia e, finalmente, só vemos perto do final o triste fado, concluindo que na realidade, o capuchinho não escapa da barriga do lobo mau.
A guerra caba por ter um impacto inesperado na humanidade de Schindler, que a meio do filme ele e o seu contabilista Itzhak Stern (Ben Kingsley), estão determinados a salvar o maior número de pessoas possível, assim como evitar cooperar para o prolongamento do conflito bélico, até à total bancarrota perto do final da guerra.
Certamente que A Lista de Schindler é um dos feitos mais importantes na carreira de Spielberg, o qual terá feito deste um projecto de vida. A forma como foi realizado, acaba por ser um filme histórico sem qualquer abordagem parcial. O filme é um relato, e uma descrição fiél do horror que aconteceu, permanecendo bem para lá de qualquer dúvida razoável.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sigur Rós - Heima


Será quer quando pensavam na Islândia pensavam na bancarrota em que o país se encontra desde o final do mês passado, passando do ranking do melhor país para se viver, para quase o fund da tabela. Dá que pensar. Os sigur Rós mostram-nos a verdadeira Islândia

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Extreme - Kid Ego (Live 2008)

Quem for lá que peça para tocarem esta música e, já agora, peça ao Nunão para falar Português, mas des Açôres....

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

EDIÇÃO ESPECIAL #2: PORCUPINE TREE - STARS DIE, THE DELIRIUM YEARS 1991-1997 (2002, LAVA RECORDS)


Aquando do lançamento do brilhante In Absentia que relançaria os Porcupine Tree para um nível superior, em Março do mesmo ano, Steven Wilson e C.ª lançaram uma fabulosa colectânea de temnas saídos do baú de sótão. Com um reportório brutal, Stars Die representa o melhor que os Porcupine Tree fizeram durante a década de 90, lançando temas inéditos e alguns remasterizados.
Eu diria que Stars Die é o melhor instrumento para quem quiser conhecer a fundo o trabakho dos Tree, sobretudo a época mais experimentalista e desconhecida do público que agora vai aderindo às suas músicas. Ao contrário de in Absentia e Deadwing, Stars Die tem os grandes épicos, o psicadelismo, e o habitual binómio abstracção/alienação, combinados com a esquizofrenoa e a paranóia.
Quem quiser disfrutar de uma boa banda sonora pra um serão de ácidos, pode ouvir a excelente Voyage 34 [Phase One]. Ou um rock ambiental e paisagísitco que os associaram ao legado dos Pink Floyd com Radioactive Toy. Melhor ainda, para além do traço evolutivo, é a fidelidade ao carácter. Nitidamente que apesar de mais reconhecidos, os Tree não abandonaram os traços que os demarcam e que os tornam identificáveis. Steven Wilson enquanto condutor da banda mantém o tom de voz e as letras introspectivas e, sobretudo, psicológicas, contadas através de um divã de psicanálise. Melhor ainda é o contacto que se tém com as viagens instrumentias e o gosto apaixonado pelos sons naturais que já os Floyd aproveitavam para incorporar na sua «magia porgressiva» como é o caso The Sky moves Sideways» ou «Fuse The Sky».
Faltam ainda os elementos agressivos, e rasgados que hoje identificariam os Porcupine Tree como uma banda do metal progressivo. A distorção da guitarra é menos carregada, osa teclados mais melódicos e o baixo e a secção rítmica menos carregados. Não se trata de uma compilação de agradar o grande público e, eventualmente, quem só queira o In Absentia ou Deadwing terá alguma relutância em aceitá-lo. Mas depois de algumas audiçõoes, iram certamente integrá-lo. Sobretudo depois de ouvriem a rockeira Signify II. Uma das melhores compilações no género.

sábado, 25 de outubro de 2008

EDIÇÃO ESPECIAL #1: THE DOORS - BOX SET (1998, ELEKTRA RECORDS)

As Editoras discográficas, que recentemente perderam o poderio comercial que detinham nos anos 60 e 70 com vendas gigantes de discos de vinyl, reconhecem hoje cada vez mais a importância dos extras que trazem cada cd. Não admira que vejamos álbuns com páginas e páginas de livros incorporados, escritos pelos mais doutos críticos musicais. Já para não falar nos eventuais cartazes, e acessórios personalizados ou autografados. Mas muito disto é para o «fã pagador», aquele que está disposto a vender quase, ou mesmo a própria roupa para adquirir estes obejecto valisosos.
Embora esta edição não nos leve a tanto, já pode ter algum peso na carteira, sobretudo pelo seu conteúdo especial, um livro inteiramente dedicado aos Doors, e falando em voz activa, pelo menos os membros restantes; Ray Manzarek, Robby Krieger e John Densmore.
Para além do forte mercado dos DVD's, que resiste melhor à pirataria, a Box Set dos Doors é, se calhar, o futuro reservado às editoras, visto que são estas edições especiais que podem resistir um pouco ao «mercado» paralelo. Especialmente no caso de uma banda como os Doors, que têm centenas de material inédito e, algum dele, célebre como é o caso da «Celebration of the Lizard, um épico dos Doors que apenas recentmente foi incorporado na remasterização do álbum Waiting for the Sun.
Esta Box Especial foi muito bem concebida ao incorporar não apenas um álbum de canções e versões de canções conhecidas inéditas, algumas até bastante diferentes das que viram a luz do dia como a versão acústica da «Hyacinth House». Without A Safety Net é o primeiro disco. Nele podem contar com duas grandes revelações «Black Train Song», um épico tocado ao vivo, em que a introdução insrumental faz lembrar um comboio, muito graças à brilhante execução de Krieger e aos teclados de Manzarek, e a magistral jam «Rock is Dead». Esta música tem uma história curiosa, o facto de os 4 Doors virem de uma noitada, podres de bêbados, directamente para o estúdio. Basta ouvir o discurso de Jim Morrison a meio da canção, para ver o delírio em que o grupo se encontrava. Felizemnte conservram-na sem qualquer tratamento, para além de conter uma ironia fatal, que muitas bandas viriam a repetir o conceito.
Os Doors ficaram conhecidos como os primeiros músicos a quebrar a barreira de duração das músicas, pelo menos no contexto da música moderna, particularmente o rock. the Celebration of The Lizard é um desses momentos, também pela brilhante capacidade de Morrison como contador de estórias, quase como um profeta. Já para não falar da capacidade dos restantes membros acompanharem a improvisação incosciente de Morrison em palco, que raramente seguia a música tal e qual ela se reflectia em estúdio.
Como não podia deixar de ser, a Box vem integrada com um concerto ao vivo, desta feita, em Nova Iorque em 17 e 18 de Janeiro de 1970, na última digressão dos Doors a promover o icónico Morrison Hotel. Vem acompanhada, obviamente, com o clássico de abertura Roadhouse Blues. E ainda um Best of incoporado, desta vez com as preferidas do remanescente dos Doors, supreendentemente vão achar favoritas aquelas que menos esperavam. Eu sinceramente esperava ver When the music's over ou a Soft Parade ali pelo meio, mas Without A Safety Net compensa bem a compra da box, ou então em formato virtual, acessível a partir de qualquer programa de partilha de ficheiros.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

dEUS - Theme from a Turnpike (live)

Uma grande música que ao vivo soa ainda melhor. Eu acho que é inspirada nos Sopranos. New Jersey Turnpike soa suspeito.....

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

TWIN PEAKS, CRIADA POR DAVID LYNCH & MARK FROST (1990/1991 CBS/ABC CORP.)

Twin Peaks é, de facto, uma série de culto e não sabemos muito bem explicá-lo. Eventualmente o mesmo se passará com outras obras artíticas, em especial com as de David Lynch. Um dos seu realizadores estranhava o facto de, o público em geral, tomar o trablho de Lynch como bizarro e, até, estranho. Deveras. Opinava, no entano, no sentido de que Lynch retrata as pessoas tal e qual elas são, quando observadas por um espectador desinteressado, as pessoas podem muito bem ser caricaturadas tal e qual Lynch as retrata.Naturalmente que, Twin Peaks tem o toque de mestre de Lynch e é um marco incontornável da sua carreira. Foi Twin Peaks que criou o super -fenómeno em que se tornaram as séries de televisão. Mais até que a clássica 5ª Dimensão.
Twin Peaks começa de facto todo o seu tema sob um pretexto, a morte de Laura Palmer. Este é o acontecimento que despoleta toda a narrativa e que atrai todos os personagens. Na verdade, Twin Peaks é sobre o interior, a natureza humana. É uma tentativa de encontrar humanidade, nos seres mais improváveis de a encontrar, os seres humanos. O tema parece quase Shakesperiano, a dramatização da conmdição humana, mas existe uma abordagem lynchiana, desde já muito própria, para além de que o cenário é isolado, propício à revelação da nossa identidade, ou exactamente ao oposto. A escolha do espaço físico é muito importante, porque lhe concede uma identidade própria, como se tratasse de um universo autónomo.Laura Palmer é bem capaz de ser a personagem ausente mais relevante em todos os textos dramáticos importantes. E certamente não haverá motivo mais estimulante do que conhecer toda um trama do que a partir de um homicído. A expectativa de encontrar o assassino ou assassinos é uma dúvida permanente. Em Twin Peaks adquire proporções gigantescas porque, só o descobrimos bem para a frente da série. Mas, a história prossegue bem para lá da morte de Laura Palmer, e cedo percebemos que a série não se resume a isso. Muitos diriam que para além do crime, a história perde relevância, e foi esticada tanto quanto uma novela. Mas quem analisa desse ponto de vista não pode entender aquilo que Twin Peaks realmente é: o retrato de uma pequena comunidade isolada no espaço e, quase, no tempo. O espaço bucólico calmo e serno que reflecte no ser humano exactamente o oposto. Também teriam difculadade em enender todas as tramas paralelas, as intrigas entre Benjamin Horne, Catherine Martell e Jocelyn Packard. O papel do Sheriff Truman e, todos os segredos que esta pequena cidade esconde. Mas também não vou ao ponto de considerar Twin Peaks um universo que possa ser explorado como um novelo cheio de pontas soltas. Até porque se pode tornar entediante, e até destruir a mísitca que cobre toda a série. No entanto perto do final as séries perderam algum fulgor, e é claro que o dinheiro envolvido na produção e na audiência das séries teve um papel relevante a ponto de, criar um prequela a relatar a vida da personagem ausente mais importante de toda a história, Laura Palmer em: Twin Peaks Fire Walk With Me.A série conserva muitos elementos de ocultismo que apesar de parecerem bem conjugados com o eleento do policial, dão-lhe pouca certeza e segurança que possam ser investigados e consolidados. A certa altura perguntamo-nos como pode o Agente Cooper resolver os casos imputando cirmes a espíritos que envenenam a mente de pessoas comuns. E é verdade que a dimensão paralela está lá, mas ela deve permnecer para cada um encontrar a sua própria explicação.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

President Bush vs. Governor Bush

A propósito das eleições americanas e do filme W. do crápula e medíocre e, sobretudo, sensacionalista Oliver Stone, aqui está um debate muito interessante entre duas pessoas com posições políticas completamente distintas ou, aparentemente, com esquizofrenia crónica. Vejam é interessante.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Portugal, The Man - Church Mouth Live Acoustic

Aqui está uma banda interessante, nem que seja apenas pelo nome. Portugal tem, definitivamente, de lhes dar mais atenção.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

dEUS - 19 DE OUTUBRO, AULA MAGNA LISBOA


Dito e feito. Em 2 de Agosto deste ano Tom, Barman prometeu regressar a Portugal, em Outubro para dar duas «venues» em terras lusitanas. E não se fez esperar. Apesar de tudo, nós somos um público acarinhado por aqueles belgas. Mas a supresa de os ver não se reflectiu no reportório e, o facto de ser domingo reviu-se no próprio espectáculo, curto e conciso, porque hoje era dia de trabalho.
A Aula Magna tem muitos defeitos, entre os quais para além da segurança opressiva e claustrofóbica, mesmo revoltante, tem também os lugares sentados. Mas Tom Barman não se fez rogado, e mal entrou em palco gritou «Get Up Lisboa», aproveitando mais à frente paa dizer «Don't ever let me see you sit down again». Também era dificíl fazê-lo com o poder da música dos dEUS. Pena foi o alinhamento não ser muito diferente de Paredes de Coura. Vantage Point era o álbum de digressão e por isso, o dEUS demercaram-se com ele. «When she comes down» fez as recepções de uma plateia quase a rebenmtar pelas costuras. Melódica e agradável e todos os elementos da banda a sentirem-se muito confortáveis em palco, com uma formação forte e coesa. Mas não se ficaram por aqui, e aquilo que mais vibrava o pessoal era os temas antigos. Assim que se viraram para o Ideal Crash toda audiência ficou ao rubro em músicas como «Instant Street», Roses ou mesmo Little Arithmetics. Até mesmo o grande tema ao vivo «Theme from a turnpike» encantou toda a gente. De facto esta música é um especial vivo, pois não vão encontrar aquele final delirante em qualquer álbum meus amigos. Só mesmo em bootlegs. Especial destque para o violinista/teclista Klaas Janzoons (o único que permanece juntamente com Barman desde a fundação da banda), a acompanhar com riffs piscadélicos as guitarradas eléctricas. E o baixista Alan Gaevert, com uma excelente prestação, eum grande groove do baixo, Até mesmo a voz do 2º guitarrista/vocalista Mauro Pawlowsky não é de menos, a esgalhar juntamente com baixo no grand finale de Theme From A Turnpike. Quanto a Tom Barman, diríamos que é um dos melhores frontman que se conhecem, até mesmo quando saca power chords da sua Fender Stratocaster a todo o momento.
Até agora ainda não falei da abertura, mas esta coube aos orgulhosamente, e ainda bem, portugueses Pontos Negros, que tiveram na plateia a presença de Zé Pedro dos Xutos & Pontapés, que fazia questão de assistir ao concerto com um sorriso esboçado permanentemente (será que ele fez plástica).
De resto, os dEUS são uma banda acarinhada pelo público português e fazem questão de permanecer assim. Amen to «Smoker's Reflect», uma balada muito bem conseguida que juntamente com «Nothing Really Ends» foram os grandes momentos calmos da noite.....

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

dEUS - Smoker's Reflect (Live)

Um pedaço daquilo que podemos esperar domingo. Uma das bandas mais acarinhadas pelo público português.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

AC DC - BLACK ICE (2008, COLUMBIA RECORDS)

2008 é definitivamente um ano de surpresas e de regressos em grande. Assim coomo em Setembro os Reis do Metal voltaram ao seu melhor tempo, também as lendas do Hard Rock, irromperam por fim o hiatus em que permaneciam desde Stiff Upper Lipp. Mas diria que os tempos os favorecem, a boa música. Muitos ouvidos argutpos estavam fartos das músicas fáceis, repetitivas e do comercialismo ranhoso que dominava as estações de rádio, e sobretudo a pobreza artísitca. E além do mais novos rebentos, mais cedo se apercebem de que as boas influências vêm do passado, e cabe-nos a nós dar um bom futuro ao rock. Já para não falar das reuniões que têm acontecido nos últimos tempos, m que até as bandas mais improváveis falam de reuniões.
Se há bandas que permanecem fiéis ao seu estilo são definitivamente os AC DC. Angus Young e o seu irmão Malcom continuam grandes máquinas de fazer riffs, e o primeiro de fazer solos. O mesmo se pode dizer da voz de Brian Johnson, aguda e esganiçada, que não parece ter envelhecido com a idade, especialmente em «Big Jack» You know it is only natural to get you off this track. Sim de facto verifica-se um regresso às raízes, e sobretudo ao culto da guitarra eléctrica, e talvez a moral da história seja de que algo nunca vinga por muito tempo, nenhum estilo que seja. Pelo menos em grande e em massa.
Rock N' Roll Train é um regresso em grande aos velhos tempos. Em tudo. Até naquela bateria simplória de Phil Rudd e no baixo humilde de Cliff Williams. E às baladas sexistas de Anything Goes. É o rock no mais puro sentido da palavra, com acordes agressivos e compassados pela tarola e o bongo e patos ligeiros. Não há cá lamechices, efeitos sonoros, e outras pintelhices. Skies on fire prova isso mesmo, e porque os AC DC estão por detrás de todas as bandas de rock que lhes se seguiram, despertando a adrenalina, e o Teen Spirit de todos nós de viver a vida no limite.
Além disso os AC DC nunca foram uma banda verdadeiramente decepcionante, porque se mantiveram fiéis ao seu estilo desde sempre. Claro que se torna muito dificíl inovar. Mas eles também não estão cá para isso, mas apenas para rasgar e partir tudo no final de mais um concerto. tirnado isso o álbum é nostálgico e talvez um pouco repetitivo. Principalmente aquela batida em Black Jack, que quase parece um Lado B de Rock N' Roll Train, e muito dificilmente se pode esperar um regresso de Back In Black, a não ser em edições especiais. Mas a par disso só os AC DC nos sabem mostrar o que é o verdadeiro Rock N' Roll, um som trepidante e eléctrico.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

PORTUGAL, THE MAN - CHURCH MOUTH (2007, FEARLESS RECORDS)
O trio, que agora virou quarteto, oriundo do Alaska nunca imaginaram quando escolher aleatoriamente, literalmente «do nada» ou «out of the blue» como eles provavelmente descreveriam, o impacto que têm e podem vir a ter na imagem global de um país. Sobretudo se se trata de um grupo talentoso, como os PORTUGAL, The Man são. O seu género pode ser descrito como um post-rock eclético, muito na linha que os Muse começam a incutir na cena musical. A voz em falsete e tons agudos, e uma guitarra ecoante e distorcida, mas com uma aproximação ligeira, e mais pop, com texturas bem mais suaves como se demonstra em «My Mind». Mas estranho quando ouvimos é mesmo o facto de o nome da banda nada tem que ver com a nossa caricata nação. Apenas demonstra dos membros um excelente conhecimento de geografia, ao contrário do seu funesto Presidente.
Talvez ainda subam mais na nossa consideração se ligarmos o título do álbum ao perído anti-clerical da I República. que bom seria Teófilo Braga, Bernardino Machado e o conspirador José Relvas cantarem a potente Church Mouth em plenos pulmões. Teriam certamente dificuldade em igualar o potencial vocal de John Gourley. Tirando isso, o trio Alaskiano desconhece por completo a nossa alma lusitana, em especial a nossa música. Aliás, Portugal, The Man tem um atitude eclética, e uma aproximação progressiva, muito a par dos Mars Volta.
Com um álbum muito new-rock, eu diria que os Portugal, The Man são um reflexo de novas tendências na música, em particular no rock. Nota-se o recurso a órgãos simples e bluesy, e uma guitarra melodiosa, com uma secção instrumental visível e significativa. É um rock que pode ser facilmente utilizado para pistas de dança, mesmo as mais lentas e melancólicas como o caso de Oh Lord, ou Dawn. De facto, Church Mouth foi a mudança de paradigma na banda, para bandonarem o cássico trio guitarra-baixo-bateria, para empregarem um teclista a tempo inteiro.
E por falar em blues-rock, temos um grande tema, com um órgão e guiarra mesmo ao género de Mattew Bellamy em Bellies Are Full. Nitidamente, o mais bem sacado do álbum. Se calhar com algumas influências de Goldfrapp, mas aquele ritmo e pujança apaga tudo.
Tirnado a bleza do nome, os Portugal The Man demonstram o novo rumo que se segue na história do rock, serão a par dos Wolfmother mais suaves, um dos melhores grupos a seguir durante este século, senão ouçam Children. Um apelo à América profunda.....provavelmente a Michael Jackson.