Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

TRANSATLANTIC - A REUNIÃO


Sempre muito atarefado nas suas tarefas diárias, o obsessivo trabalhador, a formiga eterna, Mike Portnoy ecidiu que era altura de regressar aos épicos. Com a sua banda principal a falhar na criatividade e na progressiva incapacidade de inovar, chegou a altura de ir reviver os clássicos e as suas nobres raízes progressivas. Yransatlantic, foi um dos muitos coelhos sacados do mestre das baguetas, mas com certeza um dos mais reverenciados. Finalmente, e concomitantemente com a moda das bandas paralelas deixarm de ser apenas mais uma banda, e sim um prokecto com tronco e membros, pronto para dar frutos para vários anos. Assim Portnoy chamou o seu companheiro Neal Morse (ex-Spock's Beard, mais um dos veteranos do rock progressivo - Pete Trewavas dos Marillion - e claro o génio sueco Roine Stolt. Focamos a aguardar então o que se espera desta ventura conjunta. Ficamos a aguardar por mais épicos. Venham as músicas com mais de 20 minutos.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

ALMA LUSITANA#2: PAULO FURTADO a.k.a. THE LEGENDARY TIGER MAN


Para estrangeiros como Jarvis Cocker e outros, Paulo Furtado parecerá tudo menos um português. Ao contrário de outros grandes artistas que explorar as raízes da música e cultura portuguesa, Paulo Furtado é um americano de criação lusa. Todo o seu histórico, toda a sua formação, enquanto músico, versa-se no blues e no rock norte-americanos.
Quando assisti pela primeira vez ao maluco talentoso, uma verdadeira banda de um homem só, deixei-me estar sentado para ver a energia que solta do magro conimbricense. De facto, as músicas do mundo de Paulo Furtado, são tudo menos folclóricas.
Munido até das guitarras mais tipicamente blues, (capazes de custar literalmente os olhos da cara) Gretcher, usadas por Senhores como Jack White ou Eric Johnson, o guitarrista dos Tédio Boys, revelou-se um instrumentista multi-facetado. um músico criativo como se encontra poucos. A sua primeira banda foi sol de pouca dura, e logo se saltava à vista o potencial de furtado, à medida que aspirava à Santíssima Trindade do rock - sexo, drogas e rock n' roll.
Muito individualista e focado no seu trabalho, Paulo Furtado elevou e aperfeiçoou aquilo a que se pode chamar a«one man band». Ao contrário de muitos que perseguem os canta-autores, que de facto não são bandas, ou até aqueles que recorrem a pedaleiras de gravação. Legendary Tiger Man é a verdadeira banda de um homem só. Podem crer que tudo o que sai das colunas é feito em simultâneo e ao vivo por aquele maluco. Munido de um bongo, pratos duplos e tarola accionada por pedaleira, microfone duplo e ainda uma gaita electrica. Servindo-se ainda da técncia do harpejo com uma 6ª corda mais grave, Furtado consegue reproduzir o som do baixo.
E não é fácil fazer uma digressão, ainda por cima com um músicas muitas vezes a rasgar, bem ao estilo dos Tédio Boys.
Só que as aspirações de Paulo Furtado não poderiam culminar aqui. Ele tinha que elevar o espírito do rock, remisturando-o com o gospel da América profunda sulista. Foi assim que surgiram os Wraygunn, o seu maior e mais célebre projecto, com especial reconhecimento no estrangeiro. Para isso o nosso próprio Jack White aliou-se a um dos maiores talentos musicais nacionais, a Raquel Ralha e ao competente Sérgio Cardoso, para fazer em termos de composição o oposto do seu projecto a solo. Uma banda plenamente composta, com percussão, teclas e set completo de bateria. Apesar de recentes contam já com 4 álbuns e dois reverenciados trunfos na manga: Eclesiastes 1.11 e Shangri-la.
Neste momento Paulo regressa à sua ferocidade solitária, para compor Femina, onde um pouco do seu charme machista, cede perante a sensibilidade masculina, a que Furtado consegue sempre conceder um charme místico e misterioso, muito ao estilo de David Lynch. Toda as músicas contam com participações de vozes femininas, esperando Paulo fechar com a participação da grande Marianne Fatihful. Sabê-lo-emos em Outubro. E para mais tarde o Sr. mil projectos regressará com mais vozes Gospel e riffs estridentes nos Wraygun.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

PLACEBO - BATTLE FOR THE SUN (2009, PIAS RECORDS)
Posso dizer que os Placebo foi sempre aquela banda distante, mas sempre na ponta da língua no que toca arock alternativo. O interesse, digo se me é permitido, puramente amador, de investigador por assim dizer. Assisiti, inevitavelmente à mudança de paradigma que Blacxk Market Music provocou no público, à medida que os Placebo deixavam de ser uma simples banda de transformistas, para lhes ser reconhecido um lugar importante no rock alternativo, como também no rock em geral.
Battle for the sun podia ser decepcionante, mas acho-o um disco muito bem construído, e concebid. Sobretudo com muita inteligência e maturidade, coisa algo rara a que se assiste hoje em dia. Estranho comparando com a mudança de plantel. Mas a saída de Stev Hewitt parece ter afectado mjuito pouco à liderança do conjunto, e a criatividade do duo Molko/Olsdal. Molko fez i que melhor podia fazer melhorar a sua mestria na sua Gibson que muitas potencialidades lhe tinha para fazer. As letras mantém a sua linha introspectiva e narcisista, mas com um toque de melancolia, apesar de tudo natural aos Placebo que ainda lhe juntam a elevação espiritual em Battle for The sun, tema homónimo.
A nível instrumental os Placebo carregam o legado natural e fugaz do Grunge através dos acordes rasgados e intermitentes, se bem que bem mais melódicos, mas isso não os afecta. Nem eles sonham com tais comparações- Os Placebo demarcaram o seu estilo. A agonia natural, e vioência psicológica reflectem-se com uma naturalidade extraodinária «a slow desease that suck me drying[...]No one cares when you're down in the gutter/You got no friends/You got no lover» em For what It's worth.
Demonstraram bem o potencial instrumental ainda que as vozes permaneçam o mais importante, Devil In The Details é o padrão de todo o álbum que continua sempre a passos largos para o fim. como que um Darks Side of the Moon, Molko fixa-se no conceito do lado negro dos seres humanos, todos os temas focando aspectos negativos sucessivos. E não podemos negar uma certa mitologia urbana aliada à banda londrina. Não admira que provenham de uma das maiores metropoles mundiais. Todo o álbum reflecte bem o movimento de uma cidade, onde milhões de alma chocam entre si sem se apercebendo todos os dias.
Também não é apenas Molko que reflecte amadurecimento no seu instrumento, Olsdal cria e preenche sonoridades vibrantes com o seu baixo, um dos melhores a par de Wolstenhome dos Muse nos powertrios. Ashtray hearts e Bright Lights é um excelente exemplo.
A estreia de Steve Forrest não fica imperceptível. sobretudo por se tratar de um dos descendentes do som dos Placebo e não propriamente um fruto da sua corrente. Com uma atitude perfeitamente emo, reflecte-se na sua adaptabilidade discreta ao som dos Placebo, pois claramente Molko e Olsdal têm o ascendente sobre a banda. Os Placebo são mais um bom regresso que se tem asisitido desde um ano até este momento.

Sábado, 4 de Julho de 2009

Mastodon - Oblivion


Uma grande inrodução para um grande álbum. Dos melhores do ano.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

MICKAEL JACKSON 1959-2009, QUEM?!?!!! NÃO ME DEIXA SAUDADES NENHUMAS...

Volvidos que são 5 dias ou 120 horas, mais coisa emnos coisa, sobre a morte de Michael Jackon, podemos agora amainar um pouco e reflectir naquilo que foi o então e ainda chamado rei da pop, inamovível do seu trono eterno. Mais curioso foi ver milhares, mas milhares de individuos de raça negra (isto sem querer enveredar pelo preconceituoso do racismo, sempre que um branco começa a falar em raças)a chorarem pela morte do seu ídolo que renunciou a tudo menos à sua cor natural? Mas compreendo que o quisessem sentir como deles, e de facto a família nunca o afastou. Mas questões étnicas à parte e passando à análise mental de Michael, não era fácil ,perceber que era uma pessoa com fortes e francas não só depressões, mas desequilíbrios mentais. Nunca fui fã do seu estilo, mas é certo que um homem foi um ícone (como refere a sua irmã Janet).
Quem assistiu ao profundo documentário sobre a vida pessoal sabe do que estou a falar, de um homem exacerbadamente preocupado com a imagem que os outros tinham dele. Mas diz obsessão, diz mesmo um homem no limiar da insanidade admissível, completamente frito do pano. Para além disso Michael Jacksonm acabou por se revelar um segundo O. J. Simpson, um 2º afro-americano a vencer o sistema politico-judicial-legal norte-americano. E de que maneira.
Mesmo que não o possamos condenar judicialmente, e por consequência, socialmente, uma vez levantada fortes suspeitas sobre abuso sexual de menores por parte de Jackson, como podemos atribuir a este gajo a custódia paternal do filhos??!?!! Não faz sentido.
Mas quem assistisse aquele belo espectáculo, iria achar quase um programa grotesco, ou uma viagenm profunda a uma mente distorcida, afastda da realidade, nada perceptiva e redutora de toda a gente ao seu ego implorante de atenção e aprovação alheia. Prince Michael II e e a 2ª filha (cujo nome não me recordo) eram brancos e o seu primogénito loiro como os suecos, algo que Michael não conseguia explicar quando confrontado com herança genética de pai para filho.
Terão estes mudado nturalmente de cor, tal como ele foi objecto de braqueamento por graça divina, e o seu nariz moribundo fatalismo. Mas o bizarro e o doentio não culminam por aqui. Michael obrigava os seus filhos a usarem máscaras de carnaval quando estivessem em público. Portecção de menores por olhares abusivos do público. Não me parece. quantos famosos têm filhos menores cuja identidade não é reprimida aos olhares do público desta maneira manifestamente desequilibrada.
Não terá sido a morte um alívo para Michael que sobrevivia todos os dias com uma dose calculada de analgésicos? Homem cujos problemas financeiros o obrigaram a um regresso ao palco indesejado e não planeado? Reputação que está lentamente a ser usurpada por corvos e abitres que usam todas as migalhas da sua inovação, onde acabou por residir o se brilhantismo, que para mim mais era um feixe de luz negra?
Eu acho que ele bem estava a pedir o seu descanso.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Michael Jackson - Black or White

uma dos meus traumas e euforias de puto, um dos maiores paradoxos da música. Mas quando lá estão dois dos amiores ícones dos anos 90, um da música e outro do cinema (Macauly Culkin, quem é que ainda se lembra dele) é dificíl ficar indiferente

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

CHICKENFOOT - CHICKENFOOT (2009, EARMUSIC)


Para ser sincero, não acredito muito nas superbandas e que, de facto, venham para ficar. São muitos egos, a jogar como bolas caóticas num imenso jogo do acaso, onde vários perfis podem ter dificuldade em conjugar-se. No entanto, ocasionalmente, podem conjugar-se ainda que esporadicamente. Os Transatlantic, e os Down que continuam a dar cartas, ou mesmo Jack White, Brandon Benson e Jack Lawrence nos Raconteurs.
Especialmente quando um artista conhecido fortemente pekla sua vertente solo e instrumental decide enveredar pelo rock de grupo. Facilmente se percebe que um guitarrista instrumental e isolado nunca terá tanto potencial nem estatuto como uma banda de rock. E em termos desse estatuto há muito para contar, ao passo que no que toca a sucessores de Jimi Hendrix poucos conseguem repetir o feito. Joe Satriani conseguiu tal como o Mestre dos blues electricos adquirir alguma da dimensão. Mas apenas temporariamente, talvez lhe tenha faltado a morte precoce, como ao seu ídolo.
A necessitar de uma empresa conjunta, Satriani estava disposto a abandonar algum do protagonismo das susas 6 cordas e a apostar num boa voz roqueira, com um bateria sentida e um baixo presente. Para isso tem que se reduzir algum do amor-próprio exacerbado para se poder trabalhar em conjunto. foi assim que Sammy Hagar e o não menos conhecido Michael Anthony, ambos dos Van Halen, e Hagar também conhecido pelos seus projectos a solo, juntaram-se à secção rítimica - Chad Smith - dos não menosprezados Red Hot Chilli Peppers.
O objectivo fazer bom e potente roque, que nãos e fique pelas metades, pelos dissabores, mas Queen virados costa ocidental americana, com blues e funky pelo meio. Isso mesmo é memso Oh Yeah, traz o funky dos Red Hot, adaptado e remisturado com um bom conceito trbalhado pelo virtuso Satriani, que não estando no seu meio natural instrumental e deixando-se de processos judiciais (Satriani vs. Coldplay que ainda continua por apurar). As letras reflectem bem a natrueza do rock, com um espírito bastante positivo, que normalmente falta a algumas estrelas de rock, e deixam-se cair no fatalismo. Outra boa face positiva é a capacidade de Satriani em fazer bons riffs, e aderir a uma boa postura rítimica, para além de uma química que estas quatro individualoidades acabaram por demonstrar. Mas nem só de boa coata soalheira californiana vive esta banda cujo nome parece saído de um ritual vodoo, cujas aspirações gráficas querem conotar com algum espírito hippie.
A receptividade, sempre com o mesmo nível de distorção torna-se a imagem de marca. No fundo de contas Chickenfoot é daqueles álbuns que se tronam bons para ouvir enquanto se tenta acabar uma ou duas grades de cerveja, enaqunto se despeja a mesma em urina e suor num bom ocaso de verão, com uma festa de verão. Resulta muito bem porque Satriani, aquele que pareceria o maior ego, consegue abdicar em favor de Hagar, que apesar da idade, rasga as suas vozes bem por entre o álbum, logo com Avenida Revolution, e com satriani a revelar a sua técncia eclética, muito bem adaptada a um contexto de banda com Down the Drain. Mas toda a parte das seis cordas ficou reservada ao Satch careca, apesar de Hagr possuir algumas façanhas no seu recobro. Ficamos um pouco renitentes quanto às reaid capacidades de Smith, que bem sabemos ser capaz de bem melhor na sua secção rítimica.
A verdadeira música melosa, que não pode faltar a um bom álbum de rock de seu nome vem numa forma rápida e electrizante sob nome My Kinda Girl. Todos os excessos do glam rock dos reputados e malfadados anos 80 ressurgem com uns Van Halen quase renovados e instrumentalmente mais projectados e definidos sobretudo pelo bastião de Satriani. a baldade essa vem pelo nome de Learning ro Fall e as letras não poderiam ser mais caracterísitcas que ao som de uma garrafa de Jack Daniels, que faz bem lembrar tantas baladas sendo a última a dos Velvet Revolver, Fall to Pieces. A parafernália rock continua com riffs bem típicos de Satch pela sua Ibanez assinada até às conotações polítcas de Turnin' Left e finalmente aos ensinamentos dos mestres em Future in the Past. Pergunto-me hoje se ainda será verdade, com tão pouco espaço para a evolução no seio da música.
A verdade, ainda que isto soe Orwelliano, sentimos falta de boas malhas, de boas técnicas que durante anos faltatram à música, e cujo paradigma está finalmente de regresso.