sexta-feira, 31 de outubro de 2008

W. - W de worst american film

Mas quem é que pode dar alguma relevância a esta me**a? Só mesmo eu para destruir o rançoso do Oliver Stone. Outro na minha lsiat de alvos a abater. Só lamento pelo Josh Brolin que é um grande talento.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A LISTA DE SCHINDLER DE STEVEN SPIELBERG, 1993 UNIVERSAL STUDIOS

Quando comprei o DVD da edição especial deste filme cheio de fascínio. Demorei, todavia, algum tempo até me preparar para o ver. Baseado no romance, de mesmo nome, de Thomas Keneally, o substrato do filme pedia uma abordagem especial. E não era para mais, só faltava ser lançado no dia 1 de Setembro de 1994, o dia da Invasão da Polónia, e o desencadear da II Grande Guerra nos seus 55 anos.
Contudo, o filme é tudo menos comemorativo ou provocador. Aliás, a realização deve ter-se concentrado num carácter cinematográfico mais próximo do documentário do que num filme tout-court. Sim até porque o tema é sensível, e há muitos que discutem ofacto de tudo ter sido um engodo, ou de nunca ter existido. O filme quer contrapor essa abordagem histórica metafísica, sobretudo, de um um holocausto que nunca existiu.
Por isso o filme é filmado de uma maneira fria e muito crua, como se da realidade se tratasse. Nesse sentido, Oskar Schindler (Liam Neeson), um influente membro do partido nazi chega à Polónia durante a invasão com uma prespectiva de lucro fácil. Ele não nutre qualquer simpatia pelos judeus polacos, que desde cedo são sujeitos a um conjunto de leis restritivas não apenas da sua liberdade, mas da sua dignidade inerentes à condição de serem humanos. Schindler tem um olhar lucrativo sobre o aspecto da guerra, e apoveita a mão-de-obra humana barata e, muitas vezes gratuita, dos judeus polacos. Cedo se percebe que a fabricar panelas, tachos e talheres se safavam de um destino funesto, a extradição para campos de concentração, ou serem abatidos a sangue frio.
O filme consegue muito bem transmitir, o rápido evoluir das situações, e muitas vezes o olhar incrédulo dos judeus polacos que pensvam serem indispensáveis como mão-de-obra para a expansão do III Reich, até à suspeição de campos de concentração e as suas câmaras de gás, construídas com o propósito de abater seres humanos, como se fossem uma epidemia.
O facto de ser filmado a preto e branco pode ter muitas conotações, assim como a sua longa duração. Mas penso que Spielberg queria dar-nos a prespectiva de espectador de um documentário, de um retrato fiél e isento. Como se estivéssemos a assistir a um dos elementos de prova apresentados no julgamento de Nuremberga. E escolha de Ralph Fiennes como Amon Goth o capitão nazi e chefe de campo, foi tudo menos aleatória, pois consegue encarnar o sentimento de arrogância e supremacia nietzchaino de que os alemães colectivamente padeciam.
A melhor cena do filme, em termos de diálogo e confrontos entre personagens, é quando Schindler tenta infrutíferamente convencer Göth de que a maior virtude de um homem com poder, é a liberdade de não usar. Ele tem o poder para usá-lo mas não o faz.
Não deixa de ser icónica, em termos visuais, a cena do «capuchinho de vermelho», que deambula pelas ruas de Carcóvia e, finalmente, só vemos perto do final o triste fado, concluindo que na realidade, o capuchinho não escapa da barriga do lobo mau.
A guerra caba por ter um impacto inesperado na humanidade de Schindler, que a meio do filme ele e o seu contabilista Itzhak Stern (Ben Kingsley), estão determinados a salvar o maior número de pessoas possível, assim como evitar cooperar para o prolongamento do conflito bélico, até à total bancarrota perto do final da guerra.
Certamente que A Lista de Schindler é um dos feitos mais importantes na carreira de Spielberg, o qual terá feito deste um projecto de vida. A forma como foi realizado, acaba por ser um filme histórico sem qualquer abordagem parcial. O filme é um relato, e uma descrição fiél do horror que aconteceu, permanecendo bem para lá de qualquer dúvida razoável.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sigur Rós - Heima


Será quer quando pensavam na Islândia pensavam na bancarrota em que o país se encontra desde o final do mês passado, passando do ranking do melhor país para se viver, para quase o fund da tabela. Dá que pensar. Os sigur Rós mostram-nos a verdadeira Islândia

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Extreme - Kid Ego (Live 2008)

Quem for lá que peça para tocarem esta música e, já agora, peça ao Nunão para falar Português, mas des Açôres....

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

EDIÇÃO ESPECIAL #2: PORCUPINE TREE - STARS DIE, THE DELIRIUM YEARS 1991-1997 (2002, LAVA RECORDS)


Aquando do lançamento do brilhante In Absentia que relançaria os Porcupine Tree para um nível superior, em Março do mesmo ano, Steven Wilson e C.ª lançaram uma fabulosa colectânea de temnas saídos do baú de sótão. Com um reportório brutal, Stars Die representa o melhor que os Porcupine Tree fizeram durante a década de 90, lançando temas inéditos e alguns remasterizados.
Eu diria que Stars Die é o melhor instrumento para quem quiser conhecer a fundo o trabakho dos Tree, sobretudo a época mais experimentalista e desconhecida do público que agora vai aderindo às suas músicas. Ao contrário de in Absentia e Deadwing, Stars Die tem os grandes épicos, o psicadelismo, e o habitual binómio abstracção/alienação, combinados com a esquizofrenoa e a paranóia.
Quem quiser disfrutar de uma boa banda sonora pra um serão de ácidos, pode ouvir a excelente Voyage 34 [Phase One]. Ou um rock ambiental e paisagísitco que os associaram ao legado dos Pink Floyd com Radioactive Toy. Melhor ainda, para além do traço evolutivo, é a fidelidade ao carácter. Nitidamente que apesar de mais reconhecidos, os Tree não abandonaram os traços que os demarcam e que os tornam identificáveis. Steven Wilson enquanto condutor da banda mantém o tom de voz e as letras introspectivas e, sobretudo, psicológicas, contadas através de um divã de psicanálise. Melhor ainda é o contacto que se tém com as viagens instrumentias e o gosto apaixonado pelos sons naturais que já os Floyd aproveitavam para incorporar na sua «magia porgressiva» como é o caso The Sky moves Sideways» ou «Fuse The Sky».
Faltam ainda os elementos agressivos, e rasgados que hoje identificariam os Porcupine Tree como uma banda do metal progressivo. A distorção da guitarra é menos carregada, osa teclados mais melódicos e o baixo e a secção rítmica menos carregados. Não se trata de uma compilação de agradar o grande público e, eventualmente, quem só queira o In Absentia ou Deadwing terá alguma relutância em aceitá-lo. Mas depois de algumas audiçõoes, iram certamente integrá-lo. Sobretudo depois de ouvriem a rockeira Signify II. Uma das melhores compilações no género.

sábado, 25 de outubro de 2008

EDIÇÃO ESPECIAL #1: THE DOORS - BOX SET (1998, ELEKTRA RECORDS)

As Editoras discográficas, que recentemente perderam o poderio comercial que detinham nos anos 60 e 70 com vendas gigantes de discos de vinyl, reconhecem hoje cada vez mais a importância dos extras que trazem cada cd. Não admira que vejamos álbuns com páginas e páginas de livros incorporados, escritos pelos mais doutos críticos musicais. Já para não falar nos eventuais cartazes, e acessórios personalizados ou autografados. Mas muito disto é para o «fã pagador», aquele que está disposto a vender quase, ou mesmo a própria roupa para adquirir estes obejecto valisosos.
Embora esta edição não nos leve a tanto, já pode ter algum peso na carteira, sobretudo pelo seu conteúdo especial, um livro inteiramente dedicado aos Doors, e falando em voz activa, pelo menos os membros restantes; Ray Manzarek, Robby Krieger e John Densmore.
Para além do forte mercado dos DVD's, que resiste melhor à pirataria, a Box Set dos Doors é, se calhar, o futuro reservado às editoras, visto que são estas edições especiais que podem resistir um pouco ao «mercado» paralelo. Especialmente no caso de uma banda como os Doors, que têm centenas de material inédito e, algum dele, célebre como é o caso da «Celebration of the Lizard, um épico dos Doors que apenas recentmente foi incorporado na remasterização do álbum Waiting for the Sun.
Esta Box Especial foi muito bem concebida ao incorporar não apenas um álbum de canções e versões de canções conhecidas inéditas, algumas até bastante diferentes das que viram a luz do dia como a versão acústica da «Hyacinth House». Without A Safety Net é o primeiro disco. Nele podem contar com duas grandes revelações «Black Train Song», um épico tocado ao vivo, em que a introdução insrumental faz lembrar um comboio, muito graças à brilhante execução de Krieger e aos teclados de Manzarek, e a magistral jam «Rock is Dead». Esta música tem uma história curiosa, o facto de os 4 Doors virem de uma noitada, podres de bêbados, directamente para o estúdio. Basta ouvir o discurso de Jim Morrison a meio da canção, para ver o delírio em que o grupo se encontrava. Felizemnte conservram-na sem qualquer tratamento, para além de conter uma ironia fatal, que muitas bandas viriam a repetir o conceito.
Os Doors ficaram conhecidos como os primeiros músicos a quebrar a barreira de duração das músicas, pelo menos no contexto da música moderna, particularmente o rock. the Celebration of The Lizard é um desses momentos, também pela brilhante capacidade de Morrison como contador de estórias, quase como um profeta. Já para não falar da capacidade dos restantes membros acompanharem a improvisação incosciente de Morrison em palco, que raramente seguia a música tal e qual ela se reflectia em estúdio.
Como não podia deixar de ser, a Box vem integrada com um concerto ao vivo, desta feita, em Nova Iorque em 17 e 18 de Janeiro de 1970, na última digressão dos Doors a promover o icónico Morrison Hotel. Vem acompanhada, obviamente, com o clássico de abertura Roadhouse Blues. E ainda um Best of incoporado, desta vez com as preferidas do remanescente dos Doors, supreendentemente vão achar favoritas aquelas que menos esperavam. Eu sinceramente esperava ver When the music's over ou a Soft Parade ali pelo meio, mas Without A Safety Net compensa bem a compra da box, ou então em formato virtual, acessível a partir de qualquer programa de partilha de ficheiros.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

dEUS - Theme from a Turnpike (live)

Uma grande música que ao vivo soa ainda melhor. Eu acho que é inspirada nos Sopranos. New Jersey Turnpike soa suspeito.....

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

TWIN PEAKS, CRIADA POR DAVID LYNCH & MARK FROST (1990/1991 CBS/ABC CORP.)

Twin Peaks é, de facto, uma série de culto e não sabemos muito bem explicá-lo. Eventualmente o mesmo se passará com outras obras artíticas, em especial com as de David Lynch. Um dos seu realizadores estranhava o facto de, o público em geral, tomar o trablho de Lynch como bizarro e, até, estranho. Deveras. Opinava, no entano, no sentido de que Lynch retrata as pessoas tal e qual elas são, quando observadas por um espectador desinteressado, as pessoas podem muito bem ser caricaturadas tal e qual Lynch as retrata.Naturalmente que, Twin Peaks tem o toque de mestre de Lynch e é um marco incontornável da sua carreira. Foi Twin Peaks que criou o super -fenómeno em que se tornaram as séries de televisão. Mais até que a clássica 5ª Dimensão.
Twin Peaks começa de facto todo o seu tema sob um pretexto, a morte de Laura Palmer. Este é o acontecimento que despoleta toda a narrativa e que atrai todos os personagens. Na verdade, Twin Peaks é sobre o interior, a natureza humana. É uma tentativa de encontrar humanidade, nos seres mais improváveis de a encontrar, os seres humanos. O tema parece quase Shakesperiano, a dramatização da conmdição humana, mas existe uma abordagem lynchiana, desde já muito própria, para além de que o cenário é isolado, propício à revelação da nossa identidade, ou exactamente ao oposto. A escolha do espaço físico é muito importante, porque lhe concede uma identidade própria, como se tratasse de um universo autónomo.Laura Palmer é bem capaz de ser a personagem ausente mais relevante em todos os textos dramáticos importantes. E certamente não haverá motivo mais estimulante do que conhecer toda um trama do que a partir de um homicído. A expectativa de encontrar o assassino ou assassinos é uma dúvida permanente. Em Twin Peaks adquire proporções gigantescas porque, só o descobrimos bem para a frente da série. Mas, a história prossegue bem para lá da morte de Laura Palmer, e cedo percebemos que a série não se resume a isso. Muitos diriam que para além do crime, a história perde relevância, e foi esticada tanto quanto uma novela. Mas quem analisa desse ponto de vista não pode entender aquilo que Twin Peaks realmente é: o retrato de uma pequena comunidade isolada no espaço e, quase, no tempo. O espaço bucólico calmo e serno que reflecte no ser humano exactamente o oposto. Também teriam difculadade em enender todas as tramas paralelas, as intrigas entre Benjamin Horne, Catherine Martell e Jocelyn Packard. O papel do Sheriff Truman e, todos os segredos que esta pequena cidade esconde. Mas também não vou ao ponto de considerar Twin Peaks um universo que possa ser explorado como um novelo cheio de pontas soltas. Até porque se pode tornar entediante, e até destruir a mísitca que cobre toda a série. No entanto perto do final as séries perderam algum fulgor, e é claro que o dinheiro envolvido na produção e na audiência das séries teve um papel relevante a ponto de, criar um prequela a relatar a vida da personagem ausente mais importante de toda a história, Laura Palmer em: Twin Peaks Fire Walk With Me.A série conserva muitos elementos de ocultismo que apesar de parecerem bem conjugados com o eleento do policial, dão-lhe pouca certeza e segurança que possam ser investigados e consolidados. A certa altura perguntamo-nos como pode o Agente Cooper resolver os casos imputando cirmes a espíritos que envenenam a mente de pessoas comuns. E é verdade que a dimensão paralela está lá, mas ela deve permnecer para cada um encontrar a sua própria explicação.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

President Bush vs. Governor Bush

A propósito das eleições americanas e do filme W. do crápula e medíocre e, sobretudo, sensacionalista Oliver Stone, aqui está um debate muito interessante entre duas pessoas com posições políticas completamente distintas ou, aparentemente, com esquizofrenia crónica. Vejam é interessante.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Portugal, The Man - Church Mouth Live Acoustic

Aqui está uma banda interessante, nem que seja apenas pelo nome. Portugal tem, definitivamente, de lhes dar mais atenção.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

dEUS - 19 DE OUTUBRO, AULA MAGNA LISBOA


Dito e feito. Em 2 de Agosto deste ano Tom, Barman prometeu regressar a Portugal, em Outubro para dar duas «venues» em terras lusitanas. E não se fez esperar. Apesar de tudo, nós somos um público acarinhado por aqueles belgas. Mas a supresa de os ver não se reflectiu no reportório e, o facto de ser domingo reviu-se no próprio espectáculo, curto e conciso, porque hoje era dia de trabalho.
A Aula Magna tem muitos defeitos, entre os quais para além da segurança opressiva e claustrofóbica, mesmo revoltante, tem também os lugares sentados. Mas Tom Barman não se fez rogado, e mal entrou em palco gritou «Get Up Lisboa», aproveitando mais à frente paa dizer «Don't ever let me see you sit down again». Também era dificíl fazê-lo com o poder da música dos dEUS. Pena foi o alinhamento não ser muito diferente de Paredes de Coura. Vantage Point era o álbum de digressão e por isso, o dEUS demercaram-se com ele. «When she comes down» fez as recepções de uma plateia quase a rebenmtar pelas costuras. Melódica e agradável e todos os elementos da banda a sentirem-se muito confortáveis em palco, com uma formação forte e coesa. Mas não se ficaram por aqui, e aquilo que mais vibrava o pessoal era os temas antigos. Assim que se viraram para o Ideal Crash toda audiência ficou ao rubro em músicas como «Instant Street», Roses ou mesmo Little Arithmetics. Até mesmo o grande tema ao vivo «Theme from a turnpike» encantou toda a gente. De facto esta música é um especial vivo, pois não vão encontrar aquele final delirante em qualquer álbum meus amigos. Só mesmo em bootlegs. Especial destque para o violinista/teclista Klaas Janzoons (o único que permanece juntamente com Barman desde a fundação da banda), a acompanhar com riffs piscadélicos as guitarradas eléctricas. E o baixista Alan Gaevert, com uma excelente prestação, eum grande groove do baixo, Até mesmo a voz do 2º guitarrista/vocalista Mauro Pawlowsky não é de menos, a esgalhar juntamente com baixo no grand finale de Theme From A Turnpike. Quanto a Tom Barman, diríamos que é um dos melhores frontman que se conhecem, até mesmo quando saca power chords da sua Fender Stratocaster a todo o momento.
Até agora ainda não falei da abertura, mas esta coube aos orgulhosamente, e ainda bem, portugueses Pontos Negros, que tiveram na plateia a presença de Zé Pedro dos Xutos & Pontapés, que fazia questão de assistir ao concerto com um sorriso esboçado permanentemente (será que ele fez plástica).
De resto, os dEUS são uma banda acarinhada pelo público português e fazem questão de permanecer assim. Amen to «Smoker's Reflect», uma balada muito bem conseguida que juntamente com «Nothing Really Ends» foram os grandes momentos calmos da noite.....

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

dEUS - Smoker's Reflect (Live)

Um pedaço daquilo que podemos esperar domingo. Uma das bandas mais acarinhadas pelo público português.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

AC DC - BLACK ICE (2008, COLUMBIA RECORDS)

2008 é definitivamente um ano de surpresas e de regressos em grande. Assim coomo em Setembro os Reis do Metal voltaram ao seu melhor tempo, também as lendas do Hard Rock, irromperam por fim o hiatus em que permaneciam desde Stiff Upper Lipp. Mas diria que os tempos os favorecem, a boa música. Muitos ouvidos argutpos estavam fartos das músicas fáceis, repetitivas e do comercialismo ranhoso que dominava as estações de rádio, e sobretudo a pobreza artísitca. E além do mais novos rebentos, mais cedo se apercebem de que as boas influências vêm do passado, e cabe-nos a nós dar um bom futuro ao rock. Já para não falar das reuniões que têm acontecido nos últimos tempos, m que até as bandas mais improváveis falam de reuniões.
Se há bandas que permanecem fiéis ao seu estilo são definitivamente os AC DC. Angus Young e o seu irmão Malcom continuam grandes máquinas de fazer riffs, e o primeiro de fazer solos. O mesmo se pode dizer da voz de Brian Johnson, aguda e esganiçada, que não parece ter envelhecido com a idade, especialmente em «Big Jack» You know it is only natural to get you off this track. Sim de facto verifica-se um regresso às raízes, e sobretudo ao culto da guitarra eléctrica, e talvez a moral da história seja de que algo nunca vinga por muito tempo, nenhum estilo que seja. Pelo menos em grande e em massa.
Rock N' Roll Train é um regresso em grande aos velhos tempos. Em tudo. Até naquela bateria simplória de Phil Rudd e no baixo humilde de Cliff Williams. E às baladas sexistas de Anything Goes. É o rock no mais puro sentido da palavra, com acordes agressivos e compassados pela tarola e o bongo e patos ligeiros. Não há cá lamechices, efeitos sonoros, e outras pintelhices. Skies on fire prova isso mesmo, e porque os AC DC estão por detrás de todas as bandas de rock que lhes se seguiram, despertando a adrenalina, e o Teen Spirit de todos nós de viver a vida no limite.
Além disso os AC DC nunca foram uma banda verdadeiramente decepcionante, porque se mantiveram fiéis ao seu estilo desde sempre. Claro que se torna muito dificíl inovar. Mas eles também não estão cá para isso, mas apenas para rasgar e partir tudo no final de mais um concerto. tirnado isso o álbum é nostálgico e talvez um pouco repetitivo. Principalmente aquela batida em Black Jack, que quase parece um Lado B de Rock N' Roll Train, e muito dificilmente se pode esperar um regresso de Back In Black, a não ser em edições especiais. Mas a par disso só os AC DC nos sabem mostrar o que é o verdadeiro Rock N' Roll, um som trepidante e eléctrico.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

PORTUGAL, THE MAN - CHURCH MOUTH (2007, FEARLESS RECORDS)
O trio, que agora virou quarteto, oriundo do Alaska nunca imaginaram quando escolher aleatoriamente, literalmente «do nada» ou «out of the blue» como eles provavelmente descreveriam, o impacto que têm e podem vir a ter na imagem global de um país. Sobretudo se se trata de um grupo talentoso, como os PORTUGAL, The Man são. O seu género pode ser descrito como um post-rock eclético, muito na linha que os Muse começam a incutir na cena musical. A voz em falsete e tons agudos, e uma guitarra ecoante e distorcida, mas com uma aproximação ligeira, e mais pop, com texturas bem mais suaves como se demonstra em «My Mind». Mas estranho quando ouvimos é mesmo o facto de o nome da banda nada tem que ver com a nossa caricata nação. Apenas demonstra dos membros um excelente conhecimento de geografia, ao contrário do seu funesto Presidente.
Talvez ainda subam mais na nossa consideração se ligarmos o título do álbum ao perído anti-clerical da I República. que bom seria Teófilo Braga, Bernardino Machado e o conspirador José Relvas cantarem a potente Church Mouth em plenos pulmões. Teriam certamente dificuldade em igualar o potencial vocal de John Gourley. Tirando isso, o trio Alaskiano desconhece por completo a nossa alma lusitana, em especial a nossa música. Aliás, Portugal, The Man tem um atitude eclética, e uma aproximação progressiva, muito a par dos Mars Volta.
Com um álbum muito new-rock, eu diria que os Portugal, The Man são um reflexo de novas tendências na música, em particular no rock. Nota-se o recurso a órgãos simples e bluesy, e uma guitarra melodiosa, com uma secção instrumental visível e significativa. É um rock que pode ser facilmente utilizado para pistas de dança, mesmo as mais lentas e melancólicas como o caso de Oh Lord, ou Dawn. De facto, Church Mouth foi a mudança de paradigma na banda, para bandonarem o cássico trio guitarra-baixo-bateria, para empregarem um teclista a tempo inteiro.
E por falar em blues-rock, temos um grande tema, com um órgão e guiarra mesmo ao género de Mattew Bellamy em Bellies Are Full. Nitidamente, o mais bem sacado do álbum. Se calhar com algumas influências de Goldfrapp, mas aquele ritmo e pujança apaga tudo.
Tirnado a bleza do nome, os Portugal The Man demonstram o novo rumo que se segue na história do rock, serão a par dos Wolfmother mais suaves, um dos melhores grupos a seguir durante este século, senão ouçam Children. Um apelo à América profunda.....provavelmente a Michael Jackson.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

ÁLBUNS MÍTICOS #1: THE BEATLES - THE WHITE ALBUM (1968, PARLOPHONE RECORDS)

A capa branca, imaculada, simplória e humilde dá ideia de uma atmosfera pacífica. De facto paz era o que mais se desejava nesta altura, pois ela existia mas de fahada, sobre um pano de necessidade e hipocrisia política. Como muitas letras das músicas dos Beatles que predominam em The White Album carregadas de ironia. Não só como retrato social, como também aquilo que lentemente se começava a passar entre os Fab Four, pelo menos segundo dizem. Sarcasmo é a melhor descrição deste álbum. Sarcasmo e paradoxo.
Após Sgt. Peppers, os Beatles aproveitaram um pouco de dinehiro e fama para fazerem um retiro inidividual e colectivo (corrijam-me se estou errado, pois a história dos Beatles não é o meu forte) para o extremo oriente. Nesta altura, o retiro fisíco, implicava um retiro espiritual ainda maior. È no espírito de drgoas alucinogénicas, e graças a uma boa dose de «cavalo», que John Lennon se apercebeu do lado negro da heroína, que incute uma procura ardente, e urgente de felicidade, daí Happiness is a Warm Gun.
Estavamos no auge dos valores Hippies, cultura que os Beatles muito ajudaram a estender, e uma certa procura de valores de igualdade, e desprezo pelos bens materiais, e amor à natureza, fez que se criasse um culto em volta das sociedades socialistas, principalmente a sociedade soviética. Neste contexto de ironia e de restrição do individualismo que os Beatles escrevem «Back in USSR», onde nunca, que eu saiba chegaram a acturar.
The White Album tem uma aproximação criativa claramente distinta dos anteriores. Este é claramente uma compilação de boas canções, que se alinham aleatoriamente, sem respeitar um propósito. Provavcelmente reflectindo o curso da banda, que s encontrava à deriva, De facto, White Album não foi tão bem recebido pelo público quanto os anteriores, e também por ser o primeiro duplo álbum da carreira dos Beatles, com canções maiores, caracterísitcas que os afastavam ligeiramente da pop. Se calhar pela mudança de rumo dos eventos. Para mim tem as composições mais interessantes dos Beatles. While my Guitar Gently Weeps, é daquelas baladas que fizeram nome à guitarra, e a tornaram um instrumento icónico. Além de dqueles êxitos, que todos nos lembramos como Ob-la-di Ob-la-da, Blackbird ou Don't Pass me By. Para mim, as que ficam são os tesouros escondidos, como as irreverentes Revolution1 r 9, ou I'm So Tired, e a psicadélica Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey. Dedicada ao Sr. Stalone «Rocky Racoon», quando venceu o Tenente do Exécito Vermelho no ringue. Não há ninguém que componha tão bem quanto os Fab Four....

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

DREAM THEATER - CHAOS IN MOTION 2007-2008 CD/DVD (2008 ROADRUNNER RECORDS)


Como eles próprios reconhecem e gostam de o fazer, os dream Theater são uma «live band» e não custa muito perceber porquê contando que este pack especial é o já o 4º DVD oficial ao vivo com a última e mais poderosa formação da banda, sem contar com os 3 bootlegs oficiais da banda, publicados pela Ytse Jam Records, a editora de Mike Portnoy e John Petrucci. Obviamente depois de terem rompido com o gigante da Atlantic Records, a influente magnata do mundo do metal RoadRunner Records queria como os americanos costumam dizer «a piece of the action» e não foram por menos lançando duas edições especiais desta poderosa digressão. Mas ao contrário de edições anteriores, desta vez a RoadRunner preferiu fazer um DVD que cobrisse toda a digressão que foi Chaos in Motion, para promover o já bem aclamado álbum de estúdio, Systematic Chaos. Esta opção reflecte-se um pouco na qualidade visual, mas nunca auditiva de alguns concertos.
E por se tratar de uma digressão global, o alinhamento divide-se por três grandes continentes, com uma grande fatia filmada em Roterdão, em especial para In the Presence of Enemies, que os Dream Theater fizeram questão de tocá-la toda de uma só vez, como todos os seus imponentes épicos. Roterdão dfoi escolhida para fazer a cobertura de grande parte do alinhamento que segue em Chaos In Motion. Fica também registado para a eternidade a cobertura de praticamente todo o álbum, que apenas à excepção de Repentance que não foi tocada, ou pelo menos gravada ainda ao vivo. Claro, também, os Dream Theater aliam-se já ao colectivo de bandas de Rock/metal progressivo, que assinalam uma intro clássica a cargo de Richard Strauss por Also Sprach Zaratustra. Sendo que também se nota alguma preferência por assinalar aniversários por parte dos Dream Theater, pelo que esta digressão era a comemorativa dos 15 anos do lançamento do clássico Images & Words. Desta feita Take Tje Time está no alinhamento para assinalar este marco.
Também se conta com versões inéditas ao vivo, a par de Instrumedley em Live at the Budokan, temos em Chaos in Motion o Schmedley Wilcox, com versões cantadas, de Trial of Tears, Finally Free, Learning To Live, In The Name of God e Octavarium. Aliás este DVD não contou com nenhuma faixa exclusibamente instrumental, apenas as intros de In the Presence of Enemies, e Schmedley Wilcox. Com esta reportório os Dream Theater, demarcam-se definitvamente no mercado audiovisual onde dominam com melhor material ao vivo.
Mas não se cingem apenasa actuações, dado a sua poderosa legião de fãs, prepararam um documentário de 90 minutos sobre os bastidores da tourné e ainda os telediscos dos singles de Systematic Chaos. Para além disso o alinhamento cobre todos os álbuns do Dream Theater à esxcepção de when Dream and Day Unite. Imperdível para os fãs da banda e de tecnicismos.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008


PORCUPINE TREE - 7 DE OUTUBRO DE 2008 INCRÍVEL ALMADENSE, ALMADA


Depois de alguns anos ausentes de terras lusas (a última e primeira vez tinha sido em 2002 no Festival Vilar de Mouros), o Quarteto Britânico fez questão de marcar duas datas para vir agradar ao já competente e acolhedor público português. Depois de se ver a sala de sepectáculos, anitga e célebre, mas lomge de capz de receber uma banda como os Tree actualmente, com uma péssima acúsitca face aos padrões de hoje, a recepção foi um pouco humilde. Mas talvez fosse uma experiência e Steven Wilson fez questão de frisar esse ponto.
A 1ª parte coube aos ainda incipentes e neo-progressivos Pure Reason Revolution. Apesar de parecerem promissores, preocupam-se mais com o aspecto visual, do que a maturidade artística e uma queda fatal para os sons electrónicos, que tentam à força incorporar na electrónica. Contudo, fizeram uma 1ª parte ainda bastante extensa, e receptiva, mesmo que um pouco tímidos, receberam os aplausos das primeiras filas da plateia. Mas o melhor estava para vir.
A abertura ficou a cargo da instrumental Wedding Nails, que logo puxou aos fãs mais agressivos.
Certamente In absentia seria o álbum mais visitado naquela noite, sendo o álbum que os catapultou do movimento underground, para as audiências mais receptivas. Seguiram-se um bom leque de músicas até Wilson se dirigir ao público abertamente, para além dos corriqueiros «Obrigadô!», e conversar connosco de uma maneira criativa e interessante. E desde cedo pediu, adiantadamente, desculpa por não tocar os êxitos que esperávamos. Mas aos invés disso fomos fgalardoados com músicas inéditas, tanto em estúdio como ao vivo. Lamenta-se certamente a fraca presença do álbum Deadwing, que possui material muito forte ao vivo, como Shallow e Arriving Somewhere But Not Here, ou até mesmo Deadwing. Invés disso tivémos Open Car e a terminar a simpática divindade Halo.
Tratava-se, todavia, da mini-digressão de Fear of a Blank Planet pelo ue os Tree não poderiam passá-lo em branco. Seguiu-se a brilhante e épica Anestethize com um excelente suporte visual, como é habitual nas bandas progressivas, Sleep Together e Way out of Here a terminar para o encore. Seria, no entanto, In absentia o rei da noite, com a brutal Nlackest Eyes, que é excelente como abertura, mas cumpriu o seu papel no meio do reportório, Prodigal e 3 onde Colin Edwin demonstrou a sua competência no domínio das 4 cordas, ou a inédita Half-light. Os Tree serivram muito bem os seus propósitos com duas horas recheadas de músicas, sabendo gerir o fulgor do público com uma excelente panóplia de músicas calmas, agressivas e esquizofrénicas.
O esforço vocal de Wilson é soberbo, visto a sua voz ser quase discursiva, fácil de reproduzir em palco. Destca-se no entanto a extrema competência, do guitarrista/vocalista que os acompanha em todas as digressões de John Wesley, que esteve à altura do solo de Alex Lifeson em Anesthetize. Pena não termos visto um solo de Gavin Harrison à la Neil Peart, mas talvez isso não tenha acontecido por Wilson insistir num percurso pela carreira da banda. Com um espectáculo assim, só podem estardeterminados em voltar, e nós também.....

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

PORCUPINE TREE - DEADWING (2005, LAVA Records)

Os Porcupine Tree não seriam hoje rotulados na cena metal se não fosse este álbum. Embora In absentia desse alguns passos para um ambiente menos experimentalista que caracterizou grande parte da carreira dos Tree até à entrada de Gavin Harrison, Deadwing junta os Porcupine Tree os já quase mainstream Dream Theater. se pudéssemos ecolher os álbuns mais importantes na carreira dos Porcupine Tree, nos idílicos Grandes 5 (Big 3 como determinados jornalistas ingleses gostam de apelidar), Deadwing permearia os álbuns. Deadwing é um álbum bsatnet apelativo e concentra as grandes características da banda que fazem deles um dos marcos do Metal Progressivo.
E para se fazerem rogar o álbum abre com uma grande composição, onde o perfil vocal de Wilson se mantém, com uma voz de filósofo pacífico, calmo e tranquilo, mas a música reflecte tudo menos isso. O destaque vai naturalmente para a guitarra, campo onde Wilson melhorou bstante, talvez mas ainda do que a voz, e bem sabemos como por vezes é dificíl um vocalista superar-se na guitarra, mas isso deve-se a uma posta mais fraca nos elementos vocais, talvez por Wilson se destcar por uma voz tão característica e o pendor das letras, que alastram um pessimismo e reflectem sobre o profundo vazio da mente, disfarçam um pouco os seus escassos, mas bons atributos vocais. Com certeza os recursos técnicos de Wilson melhoraram e muito... Deadwing é composta por dois solos de guitarras, três riffs principais bem sacados, e um extensa secção instrumental, e a esquizofrenia habitual no coro de vozes.
Melhor seria de esperar da simplicidade, quase nu-metal de Shallow, que só poderia ser o céu para bandas como os Deftones, os Tree elaboram-na com facilidade e distinção, para além do solo esquizofrénico e a integração plena dos teclados de Barbieri. O mesmo se pode dizer de Open Car, que segue o percurso de Wedding nails no álbum anterior, infelizmente não se converteu num instrumental, mas ainda bem que o não fizeram porque, as épicas que faltaram em In Absentia completam Deadwing. E a viagem ao interior da mente revê-se em Arriving Somewhere but not here, canção que deu nome ao DVD da digressão em 2006.
Mas nem só de riffs e ambientes pesados vivem os Tree, aliás as baladas e as músicas introspectivas quase num ambiente lounge, influência que os Tree retiram dos Pink Floyd, encontram-se em faixxas como Lazarus, que por sua vez constituiu single, e etérea Glass Arm Shattering, homóloga da Sound of Muzak de In Absentia. Em termos de estrutura, Deadwing persegue o seu antecessor, mas ultrapassa e de que maneira, e demonstra mais uma vez por que os Tree são das melhores bandas inglesas da actualidade e porque permanecem ainda um pouco desconhecidos

sábado, 4 de outubro de 2008

XAVIER RUDD - DARK SHADES OF BLUE (2008, AMG Records)


Dark Shades of Blue será lembrado como uma obra-prima do australino e surfista Xavier Rudd. Depois de andar a impulsionar e a promover a sua música nas primeiras partes dos músicos surfistas Donovan Frankenreiter que também por sua vez eram um discípulo de Jack Johnson, que por usa vez foi descoberto por Ben Harper, tal como à história dos peixes que se comem comem uns aos outros.
Xavier Rudd consegue definitvamente e num ano com tão boas produções musicais demarcar-se por não só uma autonomia pessoal como artísitca, superando todos os trbalhos dos colegas, não só em abiente sonoro como em mestria musical. Rudd é um canta-autor por excelência e o seu trabalho como instrumentista é soberbo.
Mas não só estes aspectos que demarcam Rudd, a sua visão negativa e apocalítpica not-se no tom melancólico que percorre todo o àlbum, bastante carregado e negro para um autor mais foclórico e acústico que caratceriza os género do seu amigo Donavon Frankenreiter.
O nível instrumental é excelente e muito completo e eclético, com algumas composições extensas e Rudd a demonstrar bastantes recursos técnicos não só na sua companheira guitarra com recurso a slides e mestria no pedal wah-wah e riifs muito bem sacados, como se ouve na instrumental Up in Flames, e Uncle. Também nos dijeridoos em Up in Flames e a com uma excelente composição na secção ritmíca em Hope You'll Stay a apelar às sonoridades notórias a apelar às influências aborígenas. O álbum é também composto por belas baladas, com uma entrega pessoal enorme ao seu trabalho, aproveitando-o como veículo para transmitir as suas ideias e convicções. Certamente um trabalho que merece toda a nossa atenção, e a desprender-se definitvamente dos seus companheiros, e a recriar o seu estilo. Como a Blitz certamente assegura, «Há quem fale de Jack Johnson ou Ben Harper antes de pôr um disco de Xavier Rudd a tocar [...] mas desfaçam-se desde já as comparações....»

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Slipknot - Pshycosocial

Aqui está o 1º tema extraído de All hope Is Gone. Divirtam-se mas não f**am tudo...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

FLIGHT OF THE CONCHORDS - FLIGHT OF THE CONCHORDS (2008, SubPop Records)
Jemaine Clement e Bret McKenzie também conhecidos por HipHopopopatamus e Rhymenocerous são os Flight of the Conchords o 4º duo folk mais célebre da Nova Zelândia. curioso que ninguém conhece os 3 primeiros.
Os Flight of the Conchords têm uma atitude em relação à música próximo dos Spinal Tap, ou dos ex-Monty Python The Rutles, usando-a como veículo de humor. De facto, a comédia pode ser já considerada um género musical.
O álbum homónimo lançado este ano contém as melhores músicas da primeira série transmitida pela HBO em 2007, que produziu a série por eles criada. algumas músicas foram ligeiramente adaptadas, pela falta do suporte visual.
encontramos músicas já velhas conhecidas como Bowie, Inner City Pressure, Ladies of the World.
Algumas ficaram de fora, com muita pena, sendo integradas apenas na banda sonora da série entre as quais If You're Into ou Sally, I Love you.
Tendo uma visão da música como veículo de humor, muitas músicas são caricaturas de artistas ou estilos musicais. Talvez por isso o disco em si seja bastante eclético com enveredação pelo HipHop de RunDMC em Rhymenocerous vs. HipHopopotamus ou em Mutha'huckas mais ao estilo de Beastie Boys. Até mesmo a pop electrónica ao estilo de Pet shop Boys não é deixada de fora em Inner City Pressure. Mesmo assim os Flight of the Conchords conseguem manter a originalidade e manter-se bastante criativos, e sempre com uma boa dose de humor. É dificíl ignorarmos o reggaeton ao estilo Sean Paul em Boom Boom, ou o glam-rock de David Bowie, e as letras asustadoramente hilariantes «Bowie is in space?/What you doin' ut there man?/Is it cold in space Bowie? Do your nipples get pointy Bowie? Do you use your nipples as telescopic anthena to bring data back to earth? do you smoke astro turf bowie? that's pretty freaky bowie.»
O duo demonstra os seus genes criativos em todas as faixas, apenas com um baixo e uma guitarra, recorrendo escassamente a uma bateria e alguns saxofones e teclados. Humans are Dead é uma faixa de morrer a rir sobre um futuro não tão brilhante, e o seu humor é muitas vezes dificíl de explicar pois goza com géneros musicais, ou mesmo artistas e é intuitivo e muitas vezes sem nexo, tipicamente anglo-saxónico. A baladinha melosa com excesso de realismo amoroso é genial em the Most Beautiful girl (in the room), «Looking around the room/I can tell that you are the most beautiful girl in the room [....] You're so beautiful/Like a high class prostitute». Ou até a música machista de engate estilo Shaggy está presente em Business Time. São demais, e melhor ainda é vê-los na série, onde os videoclips matam-nos a rir.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Viagem aos anos 80#1 - Rick Astley


Lembram-se dauqleas músicas que ficam assustadoramente na cabeça e nunca nos conseguimos lembrar do intérprete. Ora aqui está um desses casos..... Merda dos anos 80, fo**-se