MARILLION - THE HAPPINESS IS THE ROAD (2008, INTACT RECORDS)

A música, contudo, continua marcadamente própria e bem ao estilo da fase Hogarth. A sua voz limpa, nítidfa e bastante mleancólica, pinta quadros etéreos e paisagens envolventes. Diria mesmo que os Marillion hoje, aproximam-se de um post-rock ambientalista e soberbo, inspi
rado nos Sigur Rós e nos Pink Floyd de Division Bell (principalmente nos teclados de Wright).

O título sugere isso mesmo espaço e reflexão. E o fortes teclados de Mark Kelly frisam essa ideia, sobrepondo-se lentamente à guitarra lírica de Steve Rothery, o ancião do grupo. O pendor artísitco e erudito musical reflecte-se logo no tema de abertura, com o tom angélico de Hogarth e o piano angélico de Kelly.
Os temas evoluem em volta de um tema central e a banda fez por tornar o conmceito em volta de uma viagem ao centro do eu, do próprio ser humano. Por isso fazem-se ao caminho, num tema introspectivo, mas bem compassado em This Train is my Life, e assim por diante os temas vão oscilando pelos carris, com um equilíbrio notável, mas num compasso pouco versátil. O baixo de Trewavas continua a ser importante, pois a sua atitude melódica encaixa-se perfeitamente no conjunto e oferece um óptimo suporte, para os devaneios supremos da guoitarra de Rothery que continua a ter como ídolo, sem qualuqer dúvida, os blues progressivos de David Gilmour. Happiness is on the Road é o tema central, o épico que se destca em todas os álbuns do movimento progressivo e, por isso, o álbum homónimo tinha de ter o mesmo nome. Destca desde logo o ponto que é fulcral em todo o álbum, a voz de Hogarth, que por ser também ele teclista, demontra a influência na paisagem etérea que transpira em todo o álbum. Só mas tarde no andamento se segue a guitarra, como uma sereia encantadora, dá mote para a secção rítmica entrar.
Frequentemente a falar na primeira pessoa, Hogarth supera a fraqueza que outros voalistas costumam afectar na sua idade, e melhora de álbum para álbum. As letras, de uma franqueza e inspiração inspiradoras, mas ao memso tempo comum cunho amargo, relectem uma esperança que se encontra em todos nós para lutarmos para encontrar a nossa própria felicidade. É só fazermo-nos à estrada.....
1 comentário:
Estes Marillion continuam-me sem dizer muito! Ainda não é desta que temos um clássico ao nível de "Misplaced Childhood".
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