PINK FLOYD - IS THERE ANYBODY OUT THERE? (2000, EMI Records)

Is there anybody out there? é a digressão do álbum The Wall entre 1980/1981, a última tournée que antecede o colapso da banda em 1985, num tribunal londrino, numa querela pelos louros das composições. É certo que por esta altura as óperas-rock tinham adquirido o seu carisma, muito graças às ideias de Pete Townshend e ao sucesso de Tommy e posteriormente de Quadrophenia, e a mítica dos Genesis, The Lamb Lies Down on Broadway.
Seria no final da década de 70 que um esboço de Roger Waters viria a romper como a mais promissora ópera-rock de sempre. A digressão foi curta, com apenas uns concertos em Los Angeles e Nova Iorque, com várias noites, o que completou a digressão americana. a digressão europeia culminou em Berlim e, finalmente, em Londres, Inglaterra, casa dos Pink Floyd. Foi em Earls Court que se deu a gravação desta digressão e onde o The Wall ao vivo foi tocado mais vezes. É com certeza o concerto mais arrojado de sempre, e uma ideia característica e, de facto, surpreendente. Nunca ninguém pensou num concerto, onde a peça principal seria uma banda a tocar atrás de um muro de pedra simulado. Este seria construído durante a primeira parte do concerto, o que cobnstituiria o primeiro integral do álbum The Wall, mais akgumas músicas inéditas, introduzidas por Roger Waters, para que a música acompanhasse toda a construcção do muro. É o caso de What shall we do now? que não faz parte do elenco de canções do álbum. Outro factor que é brilhantemente acrescentado ao álbum, o que o não torna uma cópia exacta de estúdio, é a improvisação que é dada aos músicos durante o concerto, o que significa que vemos, solos, secções acrescentadas, o que a meu ver, torna as músicas ainda mais belas. Prefiro ouvir Another Brick in The Wall Part. 2 com dois grandes solos de guitarra, tanto de Gilmour como do guitarrista convidado Snowy White (ex-Thin Lizzy) como Rick Wright apesar de não ser um virtuoso, consegue puxar as suas cpacidades, que já vimos em álbuns anteriores, ou mesmo Gilmour a esmerar-se nas suas favoritas Comfortably Numb e Run Like Hell, que estão bastante melhor que em estúdio. Para um áçbum ao vivo, o som teve de ser extremamente cuidado, e a nitidez é impressionante, isto porque se queria que The Wall Live fosse tão bom ou melhor que o The Wall em estúdio.
No entanto, só se pode contar mesmo com The Wall e o seu final triunfal com o tribunal a sentenciar a demolição do muro. Roger assume assim o megafone e ordena que «o muro venha de si abaixo». um oportunidade única para ver Waters tocando clarinete e Nick Mason tocando a guitarra Outside the Wall. Para mim é bem melhor que o álbum de estúdio. A entrada de Waters em Run Like Hell é fenomenal, this is for all the weak people in the audience..... This is for you, it's called Run Like Hell...». Brutal...
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:)
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