TOMMY DE KEN RUSSEL (1975, INDEPENDENTE)

Com muita surpresa, algums destas obras foram adaptadas ao cinema, sendo Tommy a pioneira. Só que com pouca surpresa, iria adaptar-se a um musical. De outra maneira também não poderia ser, uma vez que é o álbum, são as músicas que contam toda a história, que como vamos ver ajudam ainda mais a perceber os destinos do personagens. Quem conseguiu compreender The Wall na sua plenitude sem ter visto o filme.
Muitos futuros músicos oljariam para estes discos como obras soberbas, e deixariam a base, o «tapete» para posteriores obras.
Ken Russell era nesta altura um realizador experimentalista, como tantos que saiam dos mais recentes cursos das Escolas de Arte. a pensar sobre os filmes avassaladores e majestosos de Kubrick, como nas técnicas e nos recursos técncicos mais recentes.
Só que este filme tem um senão. Mais um engano premeditado. Quem conhece Tommy sabe que a história não se sucede depois da 2ª Grande Guerra, mas vários anos antes dela. De facto, sucede-se a seguir à 1ª Grande Guerra. Provavelmente terá sido propositado por parte de Townshend, que acaba por frisar um período bastante mais fulcral para a própria Grã-Bretanha, como também para as gerações de músicos (e não só) de Townshend. Desta feita, tommy é estranhamente similar a The Wall (ou o contrário) em, período e grande parte dos problemas da adolescência. Tal como Pink, tommy crescera sem pai que também era piloto da RAF.
Tal como Pink, Tommy isola-se do mundo exterior, desligando os seus sentidos (ao passo que Pink cria um muro mental), só que com uma maldição lançada pela sua mãe e padrasto. Nesta última parte reside a diferença entre as duas obras.

Mãe de Tommy dá a luz a uma crinça orfã e tenta desesperadamente dar um pai a uma crinaça. Aqui vemos o drama social de toda a geração do pós-guerra, em que muitos não teriam uma figura masculina. Talvez essa liberdade doméstica desse azo a uma maior expressão liberal precoce nos jovens e ao surgimento da Geração Hippie.
O filme segue em larga medida a estrutura do álbum. Com os actores a cantar em pleno as músicas e melhor, com grandes músicos a participarem nelas e a adaptarem-na. TinaTurner é Acid Queen uma das tentativas para a cura dos males, que acaba por ser pior que o soneto. Elton John é o Pinball Wizard e Keith Moon, é de forma impressionante, Uncle Ernie. Destaca-se a participação de Eric Clapton em Eyesight to the Blind e de Jack Nicholson como médico de Tommy. Como seria de esperar cabe a Roger Daltrey o papel de Tommy. Aqui dá para ver o companheirismo dos Who. Ao contrário dos Floyd nunca houve querelas para quem queria assumir esse protagonismo, nm razões para ninguém se sentir atraiçoado. Muitas vezes nas bandas o dinheiro e os créditos levam a melhor.
Oliver Reed também se estreia aqui com um papel marcante. Sempre marcado como actor secundário em Hollywood, muitos de nós só o voltaríamos a ouvi em sonante no Gladiador de Ridley Scott como Proximo.
Townshend escreveria outra Opera Rock, só que desta feita seria adaptada a filme sem musical, com um guião para além das letras do álbum.
1 comentário:
Hello My friend
Cheguei agora de férias. Relativamente ao filme Tommy achei-o muito mau´. Nunca sobeviveu bem à passagem do tempo. Ao contrário do disco que continua a ser dos meus favoritos.
Um Abraço
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