STORM CORROSION - DRAG ROPES
Para ouvir pedrado, mas acompanhado....
quinta-feira, 24 de maio de 2012
STORM CORROSION - STORM CORROSION (2012, ROADRUNNER)
A primeira vez que tive conhecimento deste projecto foi um anúncio recorrente na site da Amazon (do qual às vezes sou um consumidor perdido), ao qual reagi com bastante estranheza. Pensava eu que se tratava de mais uma banda do progressivo underground, mais uns Kaipa ou Arena para encher a planilha das minhas preferências.
À medida que escutamos vemos os traços comuns e psicóticos tão característicos nos King Crimson e Pink Floyd, e os ambientes pastorais de uns Genesis, Jethro Tull. A atitude revivalista e o regresso experimentalismo vive na mente destas forças criativas, sobretudo num sinal de respeito, e de um tributo em forma original. Aliás Heritage desempenhou bem essa função, e foi bem recebido.

Mas como insistiam muito de que ia de encontro às minhas preferências, decidi investigar. Foi com imensa surpresa de que a maior colaboração de bastidores da acutalidade, com dois dos maiores génios cirativos do género, chegaram-se á frente, sairam das mesas de mistura, e do seio dos seus grupos principais (Opeth e Porcupine Tree), e decidiram dar um passo em frente na sua relação já profunda de respeito, amizade e admiração mútua.
Interpelado sobre o projecto, Aekerfeldt mencionou de que esta colaboração já fora passada e preparada desde alguns anos a esta parte. Inclusive, Mike Portnoy foi pensado como 3º membro, mas depois de sucessivos compromissos por parte de Portnoy (que nesta altura estava mais interessado nos wannbe's Avenged Sevenfold) e a complexa e íntima relação artísitca entre Aekerfeldt e Wilson, deixou de parte essa possibilidade e decidiram os dois investigar sozinhos.
Wilson quando perguntado sobre a natureza deste projecto, prontamente o descreveu como se tratando do culminar de uma trilogia entre Heritage dos Opeth e Grace for Drowning de Wilson.
E aqui é certo vemos uma melodia e uma paisagem constante, fiél á visão de ambos os artistas, que apesar de próximas são distintas e ao mesmo tempo simbióticas.

Recorrendo a muito pouca percussão, e ausência de sons muito graves, o som de Storm Corrosion leva-nos numa viagem ao desconhecido humano. Esta face oculta psiocológica tão vívida nos Porcupine Tree, e dramatizada nos Opeth é aqui revisitada.
Storm Corrosion é um álbum introspectivo, e desengane-se quem busca riffs de Fear of a Blank Planet ou Blackwater Park. Drag Ropes e Storm Corrosion «les morceaux qui font debut, transmitem uma paisagem estranha, e muitas vez visitam os mais recônditos cantos da nossa mente.
Recorrendo-se apenas aos teclados e ás guitarras, e à forte conjugação vocal, tão típica dos Yes ou Gentle Giant, este duo maravilha vai montando um cenário de meditação e tantas vezes inquietação interior que se faz sentir.
Apenas em Hag, faixa muito característica de Wilson que em muito relembra faixas do seu Grace for Drowning, deixa entrar uma bateria distante e surda, ainda que num contratempo interessante, e num caos ordenado, como tantas vez se faz parecer numa métrica desordenada da corrente progressiva.
Para os mais cuidados fãs do género (eu...) é mais uma pérola para acrescentar à sua colecção, de preferência indiciaria Aekerfeldt, para se ouvir em Vynil e com uma ervazinha de lado. Sobretudo, em momentos de maior felicidade, como em Happy.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
MASTODON - THE HUNTER (2011, RELAPSE/ROADRUNNER RECORDS)
Depois de uma ruptura voluptuosa na cena musical de 2009, com o álbum conceptual Crack The Skye, vivamente aclamado pela crítica, metal e não só, os Mastodon hoje têm uma imensa multidão de gente que lhe tem os olhos vivamente postos em tudo aquilo que fazem. The Hunter comprova que os Mastodon não são uma banda desconhecida, ainda a esgravatar para sair do seu espaço. Já com um leque de excelentes discos, desde o seu pesado Remission de estreia, os Mastodon saíram definitivamente da onda Sludge.
Hunter corrompe com os laços antigos de Leviathan ou Blood Mountain, deixando os álbuns temáticos e conceptuais que os caracterizaram durante um tempo. Huinter é um aglomerado de músicas, sem um fio condutor aparente. Embora haja aqui algo de «infantil» no álbum, como faz lembrar o baterista Brann Dailor (que neste álbum tem um crescente participação activa).
Mas não é só no desenho, aproximação incial que eles diferem. As influências de bandas como Melvins ou Neurosis, que tanto os ajudaram a caracteirzar em conjunto com Baronness ou Burst, como um dos melhores exemplos do sludge/stoner metal. Alguns restícios ainda são visíveis nas afinações das guitarras, ou em rasgos quase que punks de Blasteroid, ou o riff heavy de Black Tongue.
Mas os arranjos vocais de Curl of the Burl marcam uma aproximação ao companheiro de Colony of Birchmen, Josh Homme e so seus QOTSA. Quem fala nestes, bem pode referir a (quase beattleana) The Octopus Has no Friends (companheiro de Brent nas suas mocas profundas).
E não é só na titude e vozes que se vê a corrente da mudança, ao nível dos instrumentos os teclados, ainda que nenhum membro se dedique a eles defintivamente, são presença constante. E a revisitação de paisagens, equílibrio melódico da própria distorção, dão uma ideia de caos ordenado. Mesmo as vozes profundas de Troy, são transparentes em estúdio para dar um ar cristalino e audível, e sobretudo, bem mais perceptível, do que aquilo que ouvíamos em Remission.
E não é só com QOTSA que Josh Homme contribui para estes Mastodon. Nota-se uma vívida influência dos seus lendários Kyuss, com uma grande malha em Dry Bone Valley, ou um apelo à inocência barrettiana em The Creature Valley. The Hunter é o acompanhamento evolutivo deste brilhante quarteto, em que se esperava um regresso às origens, mas acabou por se revelar um excelente equilíbrio artístico, e uma bastante boa colecção de canções. Como diz Brann Dailor »nós não gostamos de ser rotulados a um etilo». Aqui estão os Mastodon, definitivamente progressivos.

Hunter corrompe com os laços antigos de Leviathan ou Blood Mountain, deixando os álbuns temáticos e conceptuais que os caracterizaram durante um tempo. Huinter é um aglomerado de músicas, sem um fio condutor aparente. Embora haja aqui algo de «infantil» no álbum, como faz lembrar o baterista Brann Dailor (que neste álbum tem um crescente participação activa).
Mas não é só no desenho, aproximação incial que eles diferem. As influências de bandas como Melvins ou Neurosis, que tanto os ajudaram a caracteirzar em conjunto com Baronness ou Burst, como um dos melhores exemplos do sludge/stoner metal. Alguns restícios ainda são visíveis nas afinações das guitarras, ou em rasgos quase que punks de Blasteroid, ou o riff heavy de Black Tongue.
Mas os arranjos vocais de Curl of the Burl marcam uma aproximação ao companheiro de Colony of Birchmen, Josh Homme e so seus QOTSA. Quem fala nestes, bem pode referir a (quase beattleana) The Octopus Has no Friends (companheiro de Brent nas suas mocas profundas).
E não é só na titude e vozes que se vê a corrente da mudança, ao nível dos instrumentos os teclados, ainda que nenhum membro se dedique a eles defintivamente, são presença constante. E a revisitação de paisagens, equílibrio melódico da própria distorção, dão uma ideia de caos ordenado. Mesmo as vozes profundas de Troy, são transparentes em estúdio para dar um ar cristalino e audível, e sobretudo, bem mais perceptível, do que aquilo que ouvíamos em Remission.
E não é só com QOTSA que Josh Homme contribui para estes Mastodon. Nota-se uma vívida influência dos seus lendários Kyuss, com uma grande malha em Dry Bone Valley, ou um apelo à inocência barrettiana em The Creature Valley. The Hunter é o acompanhamento evolutivo deste brilhante quarteto, em que se esperava um regresso às origens, mas acabou por se revelar um excelente equilíbrio artístico, e uma bastante boa colecção de canções. Como diz Brann Dailor »nós não gostamos de ser rotulados a um etilo». Aqui estão os Mastodon, definitivamente progressivos.
domingo, 9 de outubro de 2011
OPETH - HERITAGE (2011, ROADRUNNER RECORDS)
Numa entrevista a uma célebre revista de Heavy Metal, Mikael Aekerfeldt, inconstestável líder da banda mais proeminente e promissora do movimento progressivo actual, dizia que finalmente se tinha libertado das «correntes do metal». E não é para mais, com um ar sereno e translúcido, com uma camisola dos Jethro Tull, não podíamos negar que, de facto, para Mikael Aekerfeldt e para os restantes Opeth, muita coisa mudara. Não que tenha voltado as costas ao Death Metal, que tanto faz parte da sua personalidade. Mas para quem ouviu Opeth desde sempre, a paizão pelas longas composições, as variações de tempo (e vocais), os arranjos jazzistíscos, não pode negar que a corrente, a veia progressiva, sempre esteve lá. Quem não ouve Heritage, não compreende Damnation ou qualquer outro álbum dos Opeth
Com Heritage, Aekerfeldt não só assume o papel de líder como volta a trabalhar com Steven Wilson, orgulhosamente. O guru do movimento pós-progressivo, que já desempenhara um papel importante na história dos Opeth, teve uma participação principal na remistura de Heritage. Nome este que não é casual.
Apesar de parecer quase que uma inspiração natural, Heritage demorou a ser transcrito para as linhas de pauta,e aquilo que poderia ser apenas mais um álbum dos Opeth, tornou-se um excelente tributo àquilo que o legado do rock dos anos 70 deixou no jovem Aekerfeldt.
Heritage começa com um piano suave, o único contributo do novo teclista Joakim Svalberg para este álbum, já que Per Wiberg foi responsável por revitalizar os hammond organ, os minimog, e os mellotron bem ao estilo de Jon Lord e Rick Wakeman, que tanto ecoaram na mente de Aekerfeldt.
Devil's Ochard foi o tema do álbum, e a sua atitude é difrente, e reflecte uma tendência moderna para o revivalismo e a redescoberta do experimentalismo que tanto rechearam e recheiam os concertos de bandas reunidas e de tributo por esse mundo fora.
Mas, para mim I Feel The Dark é o tema de eleição. Com uma malha muito prog, muito folk, a lembrar Jethro Tull e Fairport Convention, traz também as memórias de temas como Benighted ou Face of Melinda, do já ido Still Life.
Quando questionado sobre os seus célebres «Goar», Aekerfeldt não esconde esse elemento como sendo característico da sua performance, mas ele não quis esse acto para Heritage. Algo que a banda aceitou profundamente. Apesar de mudanças substanciais, certas coisas não mudaram, como a sua persistência em compor isoladamente, e apresentar posteriormente os temas para a banda em arranjo. Essa valeu-lhe um tributo de Slither, balada muito «Rainbow» em homenagem a Ronnie James Dio que faleceu em Junho de 2010.
Mas as semelhanças com o passado não acabam por aqui. Em Famine, a entrada caótica não é desconhecida para todos aqueles que sofrem de progressivite. A famosa faixa Silent Sorrow on Empty Boats, do lendário The Lamb Lies Down on Broadway é representativa disso mesmo. Até o próprio recurso à flauta transversal. Heritage não chega a compor a totalidade do espaço do álbum, mas os seus arranjos especiais, a escolha dos níveis de gravação, tudo é pensado ao pormenor, até beber da árvore da vida - uma capa que foge ao tradicional simbolismo gótico - é inovador e mercedor da nossa melhor atenção. Um disco que ficará para a história, um tributo sobre forma de originais. E, de facto, influências, quem as não tem?

Com Heritage, Aekerfeldt não só assume o papel de líder como volta a trabalhar com Steven Wilson, orgulhosamente. O guru do movimento pós-progressivo, que já desempenhara um papel importante na história dos Opeth, teve uma participação principal na remistura de Heritage. Nome este que não é casual.
Apesar de parecer quase que uma inspiração natural, Heritage demorou a ser transcrito para as linhas de pauta,e aquilo que poderia ser apenas mais um álbum dos Opeth, tornou-se um excelente tributo àquilo que o legado do rock dos anos 70 deixou no jovem Aekerfeldt.
Heritage começa com um piano suave, o único contributo do novo teclista Joakim Svalberg para este álbum, já que Per Wiberg foi responsável por revitalizar os hammond organ, os minimog, e os mellotron bem ao estilo de Jon Lord e Rick Wakeman, que tanto ecoaram na mente de Aekerfeldt.
Devil's Ochard foi o tema do álbum, e a sua atitude é difrente, e reflecte uma tendência moderna para o revivalismo e a redescoberta do experimentalismo que tanto rechearam e recheiam os concertos de bandas reunidas e de tributo por esse mundo fora.
Mas, para mim I Feel The Dark é o tema de eleição. Com uma malha muito prog, muito folk, a lembrar Jethro Tull e Fairport Convention, traz também as memórias de temas como Benighted ou Face of Melinda, do já ido Still Life.
Quando questionado sobre os seus célebres «Goar», Aekerfeldt não esconde esse elemento como sendo característico da sua performance, mas ele não quis esse acto para Heritage. Algo que a banda aceitou profundamente. Apesar de mudanças substanciais, certas coisas não mudaram, como a sua persistência em compor isoladamente, e apresentar posteriormente os temas para a banda em arranjo. Essa valeu-lhe um tributo de Slither, balada muito «Rainbow» em homenagem a Ronnie James Dio que faleceu em Junho de 2010.
Mas as semelhanças com o passado não acabam por aqui. Em Famine, a entrada caótica não é desconhecida para todos aqueles que sofrem de progressivite. A famosa faixa Silent Sorrow on Empty Boats, do lendário The Lamb Lies Down on Broadway é representativa disso mesmo. Até o próprio recurso à flauta transversal. Heritage não chega a compor a totalidade do espaço do álbum, mas os seus arranjos especiais, a escolha dos níveis de gravação, tudo é pensado ao pormenor, até beber da árvore da vida - uma capa que foge ao tradicional simbolismo gótico - é inovador e mercedor da nossa melhor atenção. Um disco que ficará para a história, um tributo sobre forma de originais. E, de facto, influências, quem as não tem?
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
SYMPHONY X - ICONOCLAST (2011, NUCLEARBLAST)
Durante décadas o género progressivo viveu submergido nas mentes dos meninos copos de leite, dos tótós dos computadores que se atreviam a ouvir música para além dos pixels e dos chips, e alguns metaleiros mais maduros e eruditos da vertente Maiden.
Hoje, o metal progressivo é uma autêntica fénix renascida, fazendo parte de um grupo, um movimento bem mais diverso e completo, em que o experimentalismo, as viagens e todo o substrato da abertura e liberdade de espírito do progressivo dos anos 70, mas com uma roupagem bem diferente.
Os Symphony X, apagados um pouco pelo nome e o domínio dos Dream Theater nesta matéria, surgem em segundo plano, mas completamente injustiçados. Sobretudo, pela superioridade vocal de Russell Allen que é bem capaz de ser uma voz respeitada apenas pelos mais conhecedores e eruditos. Desde o tempo de V: the New Mythology que os Symphony X são um colectivo digno de referência. O seu core Michael Romeo (também poderia ser conhecido por Yngwie Malmsteen II) e Michael Pinnello que andam nestas andanças há bastante tempo.
E se Petrucci, é bastante reverenciado pela maneira como funde David Gilmour, Steve Howe e Kirk Hammett numa performance à Pagannini das 6 ou 7 cordas, Romeo é um Ritchie Blackmore a um Eddie Van Allen + Nuno Bettencourt dos tempos modernos, mas uma granda pujança para o Power Metal, o que significa mais guitarras, e grandes riffs.
A inspiração de Romeo é fenomenal e a intensidade da guitarra é feroz. E apesar da corrente mais gressiva e metaleira, os Symphony X não se esqueceram de onde vêm e que presença querem fazer no panorama do progressivo. Iconoclast mostra bem a compnente instrumental, mas também o poder do power metal. Jutando-se a uns Manowar e umas letras bem Heavy Metal, Russell Allen demonstra porque é um vocalista digno de respeito e admiração.
E isto é só a ponta do Iceberg. Se, o classicismo está presente em The End of Innocence, a atitude trash vem em Dehumanized ou Bastards of the Machine. Mesmo assim o lirismo vocal à metaleiro, digno de um Ronnie James Dio não deixa de estar presente Children of a Faceless God. Com uma abragência vocal, não admira que o instrumentalismo não seja tão evidente como noutros actos, leia-se Dream Theater. Facilmente se percebe porque Portnoy tinha ansias de juntar Allen ao seu pelotão.
E apesar de muito presentes no power metal, os X arriscaram um duplo álbum, se bem que pecam na falta de conceptualismo muito característico das bandas progressivas e que o X já atingiram em The Odissey. Mas a corrente mitológica, digna de uma banda sonora de um God of War volta em Prometheus (I am Alive). Mas apesar de esmagadora prestação de Romeo, este não rouba lugar ao seu companheiro de armas Pinella, que bem demonstra a sua vertente escolástica em When All Is Lost, ou concorre com Ruddess em solos de teclados.
No meio disto aparecem rullo e Lepond, uma secção rítmica com pouca presença, mas apenas porque o fumo que vem dos instrumentos melódicos não nos permitem escutá-los com melhor atenção.
Lepond dispara um grande groove em Dehumanized e a pedaleira dobrada de Rullo não pode ser negligenciada. é claro que para uma bateria progressiva está pouco eclética, mas isto é porwer metal progressivo baby, é sempre a rasgar. E prometem estoirar com o Almadens já em Outubro próximo.
Durante décadas o género progressivo viveu submergido nas mentes dos meninos copos de leite, dos tótós dos computadores que se atreviam a ouvir música para além dos pixels e dos chips, e alguns metaleiros mais maduros e eruditos da vertente Maiden.
Hoje, o metal progressivo é uma autêntica fénix renascida, fazendo parte de um grupo, um movimento bem mais diverso e completo, em que o experimentalismo, as viagens e todo o substrato da abertura e liberdade de espírito do progressivo dos anos 70, mas com uma roupagem bem diferente.
Os Symphony X, apagados um pouco pelo nome e o domínio dos Dream Theater nesta matéria, surgem em segundo plano, mas completamente injustiçados. Sobretudo, pela superioridade vocal de Russell Allen que é bem capaz de ser uma voz respeitada apenas pelos mais conhecedores e eruditos. Desde o tempo de V: the New Mythology que os Symphony X são um colectivo digno de referência. O seu core Michael Romeo (também poderia ser conhecido por Yngwie Malmsteen II) e Michael Pinnello que andam nestas andanças há bastante tempo.
E se Petrucci, é bastante reverenciado pela maneira como funde David Gilmour, Steve Howe e Kirk Hammett numa performance à Pagannini das 6 ou 7 cordas, Romeo é um Ritchie Blackmore a um Eddie Van Allen + Nuno Bettencourt dos tempos modernos, mas uma granda pujança para o Power Metal, o que significa mais guitarras, e grandes riffs.
A inspiração de Romeo é fenomenal e a intensidade da guitarra é feroz. E apesar da corrente mais gressiva e metaleira, os Symphony X não se esqueceram de onde vêm e que presença querem fazer no panorama do progressivo. Iconoclast mostra bem a compnente instrumental, mas também o poder do power metal. Jutando-se a uns Manowar e umas letras bem Heavy Metal, Russell Allen demonstra porque é um vocalista digno de respeito e admiração.

E apesar de muito presentes no power metal, os X arriscaram um duplo álbum, se bem que pecam na falta de conceptualismo muito característico das bandas progressivas e que o X já atingiram em The Odissey. Mas a corrente mitológica, digna de uma banda sonora de um God of War volta em Prometheus (I am Alive). Mas apesar de esmagadora prestação de Romeo, este não rouba lugar ao seu companheiro de armas Pinella, que bem demonstra a sua vertente escolástica em When All Is Lost, ou concorre com Ruddess em solos de teclados.
No meio disto aparecem rullo e Lepond, uma secção rítmica com pouca presença, mas apenas porque o fumo que vem dos instrumentos melódicos não nos permitem escutá-los com melhor atenção.
Lepond dispara um grande groove em Dehumanized e a pedaleira dobrada de Rullo não pode ser negligenciada. é claro que para uma bateria progressiva está pouco eclética, mas isto é porwer metal progressivo baby, é sempre a rasgar. E prometem estoirar com o Almadens já em Outubro próximo.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
DREAM THEATER - A DRAMATIC TURN OF EVENTS (2009 ROADRUNNER RECORDS)
Deus escreve direito por linhas toras, ou então somos todos resultado de uma pura ironia, ou vítmimas de uma grande brincadeira de mau gosto.
Talvez sejamos nós como os palhaço equilibrista a atrvaessar o céu, e quando estamos a passar pelo teste de Abraão um avião rompe as nuvens em nosso salvamento. Um milagre?
O ser humano vive desesperado para ligar pontos de uma constelação e por isso temos de estabalecer relações entre marcas equidistantes ou não.
Mike Portnoy, o frontman que se senta num lugar mais improvável no palco, detrás do set de bateria, deixou a equipa galática do género progressivo ao seu destino, rumando para outros destinos deixando LaBrie, Petrucci, Ruddess e Myung para carregar a cruz.
Batidos, mas não vencidos, os génios minhocas decidiram continuar a cruzada e exteriorizar aquela vontade incontrolável de escrever, escrever, e escrever mais músicas. O que esperar destas máquinas? Bem aparentemente, o nome sobrevive e marca continua apesar de ícone abandonar o navio.
A filosfia continua bem própria, apesar de Portnoy ser um elmento fundamental, ele era mais um manager, do que um grande contribuinte da parte de composição. Todavia, a secção rítimica passava por ele. A seguir à percussão, o maior contributo de criação de Portnoy vinha nas letras, juntamente com Petrucci.
E nas reflexões, e no espírito crítico e atento de Petrucci que começa esta aventura. Mergulhados na crise financeira, as letras de petrucci expõem-nos e continuam a marca de tantas letras profundas a que os Drema Theater já nos habituaram - Voices, Great Debate, a Rite of Passage, entre outras. On the Backs of Angels não é excepção.
Mas a diferença de aproximação não passa indiferente. Logo de imediato notamos o contraste tanto na passividade da acção, o tom melancólico e a atitude mais lírica. Parece que a vertente mais metaleira deu lugar a uns Dream revezados nos sesu ídolos Yes, Pink Floyd ou Genesis. Bastane mais paisagísitocs, com arranjos jazzísticos, seja em Lost not Forgotten, ou na balada introspectiva de This is The Life.
esperava-se, e confirma-se um ascendente de Ruddess sobre a banda, e mais uma estreita colaboração com Petrucci. Apesar de apelativo e interessentate, temo que A Dramatic Turn of Events, se transforme na Dramatic Change of Guidance, podendo comprometer o reconhecimento que a banda tem tido recentemente, e se torne nos Dixie Dregs pós-modernos. Isto porquê? Porque apesar de ter a sua qualidade, músicas como Outcry, ou Breaking All Illusions (escrita pelo regressado poeta das cinzas Myung), e muito menos a «queda comercial» de Beneath the Surface, não demonstram a coerência e a estrutura de uma Honor Thy Father ou até mesmo uma In the Presence of Enemies, que são já clássicos do metal progressivo. Apesar de Bridges in The Sky darem o seu cunho positivo, nota-se que a bateria está muito apagada, quase como os álbuns de Opeth do princípio de década. E muito menos LaBrie tem o seu potencial vocal de outras eras.
Apesar de estranhar, e depois entranhar aos fãs, muitas legiões que vinham acompanhando Dream poderam perder o «momentum». E afastar-se.....
Deus escreve direito por linhas toras, ou então somos todos resultado de uma pura ironia, ou vítmimas de uma grande brincadeira de mau gosto.
Talvez sejamos nós como os palhaço equilibrista a atrvaessar o céu, e quando estamos a passar pelo teste de Abraão um avião rompe as nuvens em nosso salvamento. Um milagre?
O ser humano vive desesperado para ligar pontos de uma constelação e por isso temos de estabalecer relações entre marcas equidistantes ou não.
Mike Portnoy, o frontman que se senta num lugar mais improvável no palco, detrás do set de bateria, deixou a equipa galática do género progressivo ao seu destino, rumando para outros destinos deixando LaBrie, Petrucci, Ruddess e Myung para carregar a cruz.
Batidos, mas não vencidos, os génios minhocas decidiram continuar a cruzada e exteriorizar aquela vontade incontrolável de escrever, escrever, e escrever mais músicas. O que esperar destas máquinas? Bem aparentemente, o nome sobrevive e marca continua apesar de ícone abandonar o navio.
A filosfia continua bem própria, apesar de Portnoy ser um elmento fundamental, ele era mais um manager, do que um grande contribuinte da parte de composição. Todavia, a secção rítimica passava por ele. A seguir à percussão, o maior contributo de criação de Portnoy vinha nas letras, juntamente com Petrucci.
E nas reflexões, e no espírito crítico e atento de Petrucci que começa esta aventura. Mergulhados na crise financeira, as letras de petrucci expõem-nos e continuam a marca de tantas letras profundas a que os Drema Theater já nos habituaram - Voices, Great Debate, a Rite of Passage, entre outras. On the Backs of Angels não é excepção.
Mas a diferença de aproximação não passa indiferente. Logo de imediato notamos o contraste tanto na passividade da acção, o tom melancólico e a atitude mais lírica. Parece que a vertente mais metaleira deu lugar a uns Dream revezados nos sesu ídolos Yes, Pink Floyd ou Genesis. Bastane mais paisagísitocs, com arranjos jazzísticos, seja em Lost not Forgotten, ou na balada introspectiva de This is The Life.
esperava-se, e confirma-se um ascendente de Ruddess sobre a banda, e mais uma estreita colaboração com Petrucci. Apesar de apelativo e interessentate, temo que A Dramatic Turn of Events, se transforme na Dramatic Change of Guidance, podendo comprometer o reconhecimento que a banda tem tido recentemente, e se torne nos Dixie Dregs pós-modernos. Isto porquê? Porque apesar de ter a sua qualidade, músicas como Outcry, ou Breaking All Illusions (escrita pelo regressado poeta das cinzas Myung), e muito menos a «queda comercial» de Beneath the Surface, não demonstram a coerência e a estrutura de uma Honor Thy Father ou até mesmo uma In the Presence of Enemies, que são já clássicos do metal progressivo. Apesar de Bridges in The Sky darem o seu cunho positivo, nota-se que a bateria está muito apagada, quase como os álbuns de Opeth do princípio de década. E muito menos LaBrie tem o seu potencial vocal de outras eras.
Apesar de estranhar, e depois entranhar aos fãs, muitas legiões que vinham acompanhando Dream poderam perder o «momentum». E afastar-se.....
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