FOCUS - IN AND OUT OF FOCUS (1970, IRS RECORDS)

A cultura de drogas floresceu numa banda progressiva dos anos 60, a caminhar para os 70. Vamos ser sinceros, todos os factores jogam a favor deles. Menos a celebridade.
Provavelmente ainda serão mais uma crónica do meu camarada André na sua rubrica ilustres desconhecidos. Tal como tantos outros, merecem que o seu mérito seja reconhecido.
A Holanda sempre teve grandes contactos com o que se passava na Grã-Bretanha, e enquanto França e os seus Gong e os Germânicos divididos retardavam em receber as influências da «Nouvelle Vague» nova vaga. A união das duas casas reais aquando de Guilherme D'Orange deu os seus frutos, ainda que 300 anos depois. Versados particularmente em composições dos emerson, Lake & Palmer e Electric Light Orchestra, Yes, e composições antigas dos Genesis e Pink Floyd, o álbum de 1969 reflecte bem aquele perfil pastoral nas músicas uma simplicidade que hoje facilmente seria agrupados aos Fleet Foxes.
O título homónimo instrumentsal mostra bem a orientação do grupo. Mas se o espírtio Floydiano e Yessiano estam presentes na abertura, a alegria inocente mostram bem a atitude beatle muito em voga, e se alastrou como uma epidemia, por todo o movimento rock. Um piano simples e bucólico que se identifica rápidamente com o método de Wakeman nos Strawbs, pelno perído pré-Yes. As letras mergulham em definitivo nas preocupações hippie, sobretudo espirituais e transcendentes.
Quase em estilo de Sinfonia, o próximo andamento mantém o espírito alegre, muito influenciado pelos Beatles, mas com teclados bastante mais apurados. Mas ses as causas metafísicas estavam presentes em Black Beauty com Love Without Fear, muda-se para o psicadelismo bem ao estilo dos Cream, com a psycocilibina a bater forte «I wish you were a cow...» ou «Children I love you [...] You are not for sale». O frenesim eléctrico, e a flauta transversal à Ian Anderson repercutem-se nos teclados de Thijs van Leer em Anonymous o maior feito musical do grupo, pelo menos em termo de celebridade. A paixão pelos intrumentos, e o virtuosismo musical cehga-se até ao baixo de Martijn Dresden que não é indiferente às tecnicas de John Entwistle dos The Who. A guitarra é a última a ser negligenciada, até porque Jimi hendrix fez o favor de disseminar a cultura da própria transformando-a no elemento de culto que ela é hoje. Mas ao contrário de outras bandas de rock progressivo Jan Akkerman nivelou-a ao nível de outros instrumentos, fazendo de Anonymous um espaço para os solos de todos instrumentos, incluindo a bateria de Hans Cleuver.
Mas não é por aqui que culmina as referências aos Jethro Tull de Ian Anderson, ou a atitude medievelesca dos King Crimson. Indiscretamente House of The King é quase que um tributo ao feito histórico da banda de Robert Fripp e Greg Lake, só que com uma experiência escolástica que estes não tiveram no seu primeiro álbum.
Apesar de não terem uma produção discográfica inensa, o álbum está bem rpoduzido e com uma sonoridade técncia intensa e com uma qualidade excelente. Infelizmente, poucas são as bandas que chegam ao estrelato internacional sem se renderem ao inglês como forma de expressão. Grande parte da cultura anglo-saxónica está lá presente, ainda que eles sejam do páis das túlipas e dos tamancos.
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