quarta-feira, 4 de novembro de 2009

SLAYER - WORLD PAINTED BLOOD (2009, SONY MUSIC)


«Man himself has become God, and laughs at his own destruction»

Os Slayer são daquelas bandas incansáveis, que de algum modo querem ser os protectores de um dos ramos do metal mais prezados e segmentados. Percusores do trash, os slayer continuam por cá como quem tem de facto algo a dizer, mas pelo contrário epá não têm. Tudo o que dizem não é nada de novo.
Começando pelas letras. Nem a tomada de posse de Barack Obama os fez ter uma atitude mais positiva pelo mundo fora, nem de outro modo seria expectável, ou poderiam ser considerados maricas. Não estes metaleiros estão de acordo com a existência de Bin Ladens e Ahmadinejads, para os rednecks pegarem nas suas caçadeiras, M-16 e bazookas, montados em apaches para destruir esta merda toda. Violência, mas à bons da fita. E venha de lá mais umas quantas guerras para a indústria de armamento não falir. Cheg-ase mesmo a dizer, se bem que com algum satirismo e ironia «Murder is My Future / Killing is my future» em Snuff.
Instrumentalmente as músicas soam sempre ao bom puro Trash. Não é por acaso que falamos de uma das bandas mais dogmáticas, a Santa Sé do metal. Daquelas que nunca comprometeu o seu som e as suas raízes. Com uma dupla veterana e invejável de dois guitarristas/solistas Jeff Hanneman/Kerry King, os Slayer continuam naquilo que é um dos pontos mais fortes da sua música o dueto de 6 cordas. Mas no que a coesão é bom, torna a irredutibilidade mau. A falta de versatilidade a uma banda torna-a menios aprazível e a ideia de que estamos a ouvir a mesma música vezes sem conta. Não podemos dizer que World Painted Blood ou Beauty Through Order tenham alguma diferença estruturalmente relevante, nem mesmo os solos de guitarra. Ou a batida de bateria de Dave Lomabardo - o rei da pedaleira dupla - em Hate Worldwide, tudo se passa com o mesmo vagar. Ao que parece um pequeno álbum de 39 minutos sucede-se a uma vertiginosa trepidação de uma grande música. Nem mesmo a variação de autorias repartida pelo trio Araya/Hanneman/King indica alguma variação. Como se todas estas mentes pensassem em uníssono.
Os Slayer devem ser encarados com respeito, como uma banda de referência dentro de um estilo específico, mas com o passar dos anos eles já têm muito pouco a oferecer, a não ser motivo para muita porrada no meio do moche, com argumentos para se dizer que «epá estes gajos tocam muito».
Ao contrário dos Metallica que foram capazes de criar malhas célebres tinham uma cultura musical muito mais intressante, tendo recursos para se reinventarem. O único tema deste álbum que se aproveita é mesmo «Human Strain».



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

ÁLBUNS CONCEPTUAIS#3: OPETH - GHOST REVERIES (2005, ROADRUNNER RECORDS)


Para os vrais connaisseurs, este não é um verdeiro álbum conceptual. Isto porque à última da hora Mikael Aekerfeldt decidiu inserir uma balada, sucinta para a média de duração das músicas dos Opeth - Isolation Years. Mas quem olha pelo exterior, acaba por se poder fazer uma intepretação conforme, e integrar a música no resto do álbum.
Ghost Reveries é um regresso ao verdadeiro som que os caracteriza. Basta ver a agressividade com que começa Ghost of Perdition, para entrarmos na turbulência do personagem principal, atormentado por ter morto a própria mãe.
Esta converte-se num fantasma que apesar de querer perdoar, e motivar o filho para uma nova vida, este está profundamente marcado pelo acto hediondo, que o leva a uma expiação profunda dos seus pecados daí a excelente balada Atonement.
Ghost Reveries foi assinalado como um dos melhores álbuns de Guitarra, orgulhosamente colocado no lugar 54 pela Guitar Wold e como um dos melhores álbuns de Metal Progressivo, na posição marcante de 17º.
O álbum não é muito diferente daquilo que poderíamos esperar de uma banda critaiva e com o seu estilo próprio como os Opeth. A diferença essencial marca-se pela a entrada do teclista Per Wirberg, que já vinha acompanhando a banda nas digressões de Deliverance e Damnation. E apesar de Opeth ser uma banda fortemente suportada pelas guitarras e voz, os teclados conseguem adaptar-se ao som negro e profundo, muitas vezes de uma maneira jazzística e inesperada. Mas do pontoi de vista instrumental, é a guitarra que manda e dita as regras. Com variações muito bem sacadas, e acordes pesados e harmónicos Ghost of Perdition ascende para os 10 minutos, com muitos solos intermeados, com alternância entre a famosa dupla já extinta Aekerfeldt/Lindgren, que carregaram os Opeth desde quase a sua fundação.
De uma maneira imperceptível somos transportados para Baying of The Hounds num cenário soturno e obscuro, o nosso personagem vê-se confrontado com a persguição pelo seu crime hediondo. Ao contrário do que se possa pensar, a variação do tom de voz de Aekerfeldt é importante para a narração da história que se quer contar. A ambivalência de tons vocais alterna entre a voz do espectro da mãe, já defunta, e o filho desesperado em sofrimento por a ter morto. É também nesta faiz que encontramos uma grande relevância da parte instrumental de toda a banda e mais uma vez das guitarras. Não se passa 2 minutos de música sem termos um solo de um dos guitarristas, ou em dupla, ou uns acordes muito bem sacados. Os telcados servem apenas para criar um ambiente onde o resto dos instrumentos se vai desenvolver, com excepção da abertura da compassada Beneath The Mire, onde os arranjos de órgão de Igreja parecem assumir alguma relevância.
Ghost Reveries foi também o último álbum a ter a dupla de secção rítmica sueco-argentina dos Martins Lopez e Mendez.  A partir desta altura, Martin Lopez foi recrutado para a selecção sueca, que já está farta das falta de eficácia de Ibrahimovic e decidiu aproveitar a nova vaga de sul-americanos no futebol. Obviamente, nunca se percebe porque os músicos abandonam as bandas em épocas tão promissoras.
Ghost Reveries é um álbum profundo, obscuro e longo, que requer dedicação e compreensão. Destaca-se ainda a transição para o isolamento em  Reverie/Harlequin Forrest, que num estilo muito Sabbathiano , tem Reverie como uma pequena faixa introdutória. Uma grande homenagem à Deusa do Rocke do Metal, a Guitarra Eléctrica.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

WOLFMOTHER - NEW MOON RISING

Aqui está um bom tema do novo álbum e nem sequer é dos melhores. Esperem para ouvir este grande regresso.

ÁLBUM DE RECORDAÇÕES #1: THE BEATLES - THE WHITE ALBUM (1968, PARLOPHONE RECORDS)


A capa branca, imaculada, simplória e humilde dá ideia de uma atmosfera pacífica. De facto paz era o que mais se desejava nesta altura, pois ela existia mas de fahada, sobre um pano de necessidade e hipocrisia política. Como muitas letras das músicas dos Beatles que predominam em The White Album carregadas de ironia. Não só como retrato social, como também aquilo que lentemente se começava a passar entre os Fab Four, pelo menos segundo dizem. Sarcasmo é a melhor descrição deste álbum. Sarcasmo e paradoxo.
Após Sgt. Peppers, os Beatles aproveitaram um pouco de dinehiro e fama para fazerem um retiro inidividual e colectivo (corrijam-me se estou errado, pois a história dos Beatles não é o meu forte) para o extremo oriente. Nesta altura, o retiro fisíco, implicava um retiro espiritual ainda maior. È no espírito de drgoas alucinogénicas, e graças a uma boa dose de «cavalo», que John Lennon se apercebeu do lado negro da heroína, que incute uma procura ardente, e urgente de felicidade, daí Happiness is a Warm Gun.
Estavamos no auge dos valores Hippies, cultura que os Beatles muito ajudaram a estender, e uma certa procura de valores de igualdade, e desprezo pelos bens materiais, e amor à natureza, fez que se criasse um culto em volta das sociedades socialistas, principalmente a sociedade soviética. Neste contexto de ironia e de restrição do individualismo que os Beatles escrevem «Back in USSR», onde nunca, que eu saiba chegaram a acturar.
The White Album tem uma aproximação criativa claramente distinta dos anteriores. Este é claramente uma compilação de boas canções, que se alinham aleatoriamente, sem respeitar um propósito. Provavcelmente reflectindo o curso da banda, que s encontrava à deriva, De facto, White Album não foi tão bem recebido pelo público quanto os anteriores, e também por ser o primeiro duplo álbum da carreira dos Beatles, com canções maiores, caracterísitcas que os afastavam ligeiramente da pop. Se calhar pela mudança de rumo dos eventos. Para mim tem as composições mais interessantes dos Beatles. While my Guitar Gently Weeps, é daquelas baladas que fizeram nome à guitarra, e a tornaram um instrumento icónico. Além de dqueles êxitos, que todos nos lembramos como Ob-la-di Ob-la-da, Blackbird ou Don't Pass me By. Para mim, as que ficam são os tesouros escondidos, como as irreverentes Revolution1 r 9, ou I'm So Tired, e a psicadélica Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey. Dedicada ao Sr. Stalone «Rocky Racoon», quando venceu o Tenente do Exécito Vermelho no ringue. Não há ninguém que componha tão bem quanto os Fab Four....

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ÁLBUNS MÍTICOS #5: KING CRIMSON - IN THE COURT OF THE CRIMSON KING (1969, ATLANTIC RECORDS)


Fazer reedições dos álbuns tem-se revelado uma mina d'ouro para todas as editoras discográficas. Visto que combater a pirataria está a tornar-se uma luta contra o vento, vale a pena apostar naquilo que não se consegue no mundo virtual, um produto para os fãs. Isto pode parecer um pouco uma rábula idêntica ao do «rei vai nu». Só que temos de admitir que causa alguma diferença desfolhar os livros escritos por gajos que nunca ouvimos falar, que conheceram a banda nos bastidores de não sei onde. Mas qué que isso interessa? Para o gajo verdadeiramente anti-consumista, as páginas do livro passeiam-se pela tela do ecrã, ou se estiverem apenas interessados na música, borrifam-se naquilo que supostamente peritos têm a dizer sobre o assunto.
Isto tudo para dizer que, chegou finalmente o 40º aniversário daquele que foi, é e continuará a ser uma obra única da música contemporânea. Mais, abriu as portas a um género ainda hoje indefinível,  místico e objecto de culto contínuo.
O disco de estreia de qautro jovens britânicos, muito sui generis, foi assim que uma lâmpada mágica. A primeira um recurso forte a um imaginário, a capacidade da música de pintar e transportar o ouvintes para osutros universos. Começamos com o cenário futurista de 21st Century Schizoid Man. Ainda hoje é muito discutido a naturexza desta música, a primeira do mundo no gérnero fusão. Já se assitisa ao experimentalsimo, sobretudo no psicadélico, mas o jazz género já erudito na altura e amadurecido com o rock tradicional e já a tornar-se mais áspero e pesado. Ao som de um baixista ainda deconhecido, que haveira tornar-se num dos porta-vozes de todo este movimento entoava «Cat's foot Iron Claw / Neuro-surgeons scream for more / At paranoia's poison door / 21stCentury Schizoid Man». Isto nem sacado de uma Quinta Dimensão com a mente endrominada de acidos. Depois logo para a paranóia instrumental, que se notava que estávamos perante excelenmtes executnates musicais, com enorme rigor técncio cheios de LSD. A afinação de guitarra caracterísitca de Robert Fripp demandava desde lgo um estilo próprio de tocar guitarra que havia dde ser transportado para todos as outras grandes bandas por exemplo os Yes nas mãos de Howe ou para Steve Hackett dos Genesis. A secção instrumental de 21st Century Schizoid man é muitíssimo parecida com por exemplo Heart of the Sunrise dos Yes. O baixo sonante, com um groove marcado e bastante preenchedor, seria outro dos requisitos de qualquer banda progressiva, ou uma bateria permanentemente em contratempo, com vairações de ritmo tótil rápidas.
Moonchild é o épico de que todas as bandas do género se devem dedicar. Longas composições com a forte influência dao folclore, principalmente o britâncio, que os Pink Floyd já tinham lançado e aprofundaram por exemplo em Umagumma, ou mesmo os Jethro Tull e os Genesis elevaram-na mais ainda durante toda Era Gabriel e mais alguns álbuns posteriores. Pelo meio tem a longa sequência de silêncio e devaneio de topos épicos. Foi assim o paradigma, o molde de todos os grandes épicos do género e faz eco ainda hoje. A estrutura é tal e qual esta. Abertura com letras iniciais, depois longo percurso instrumental até ao regresso das vozes no final.
I Talk To The Wind é a melopeia a viagem pelo mundo clássico, onde a guitarra de Fripp é fundamental para criar o ambiente que será aperfeiçoado pela flauta transversal. E Epitaph também, a presença do vanguardismo com uma forte influência nas raízes tradicioanis. Melhor exemplo disso seria o eterno clássico, que não por acaso Stephen King havia de transpo para o cenário literário e quem sabe dentro em vreve cinematográfico The Court of The Crimson King, o verdadeiro rei mau como as cobras. Quem houve de imediato esta faixa percebe porque é o clássico dos clássicos. O seu arpejo de guitarra, as letras profundas, os coros profundos e arrpiantes, o mellotron acutilante e a bateria sempre bem ritmada que dá uma composição célere à música. Triandoa parte da bateria e do solo de flauta transversal, parece bastante linear, mas é bem complexa, bem intrexicada no culto medieval.
Todas as músicas são a história da definição de um género e para afizar como um quadro bem visível, pois a capa é por mérito próprio um objecto de arte e excelente indicativo do conteúdo do álbum. Uma bíblia do rock progressivo e de todos aqueles que amam música inspiradora.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

WOLFMOTHER - COSMIC EGG (2009, MODULAR)

Quando ficaram conhecidos dos Grande Público (isto porque andaram anos mno anonimato do círculo de bares fazendo jams loucas) os australianos Wolfmother de Andrew Stockdale assumiram-se como uma grande esperança do rock. Não só dele mas de todo o espaço da música pesada. Fortemente inspirados no rock clássico, seguindo os passos de uns Led Zeppelin, ou uns Deep Purple, a música reinventava-se, resfrescava-se com um «voltar às raízes» ou à idade de ouro do rock.
Mas cedo se esperava que tudo viesse por aí abaixo. Três anos sem editar, dois comparsas - Chris Ross e Myles Heskett - a depedirem-se daquilo que era um grupo desde os tempos de juventude. Supreendentemente, Andrew revelou que até estava liviado por vê-los sair porta fora. Agarrou-se aquilo que tinha, uma soberba criatividade e um ouvido muito atento. Foi para casa e ouviu muito. Enquanto o tempo passava arranjou novos compinchas, uns velhos e outros novos conhecidos, caso da guitarra suplente - Aidan Nemeth.
Este álbum não é para meos. Valeiu a pena brilhar, para logo a seguir reverberar nascido das cinzas.
California Queen é um tema mesmo reservadpo ao rock and roll. Cedo percebemos que os novos recrutas não se ficam atrás dos anteriores executantes. Criam tanto espaço e conforto que conferem a Andy mais liberdade par aas suas extravagâncias. Grand emalha de baixo dá lugar a um riff bem à Qotsa para fazer a deixa a Andy para a verdadeira voz espiritual. Puro rock n' roll. Gravado na Califórnia sob o comando de Alan Moulder, um verdadeiro homem do leme.
O álbum não para. Partimos de imediato para New Moon Rising. Um riff mais compassado, mas brutal. Aqui as luzes vão para a mpva secção rítmica renascida em Ian Peres e o seu velho amigo Dave Atkins. Desta vez Adrew não deixa solos de guitarra pelo acaso, sempre com um estilo muito clássico, mas bem sacados. Tudo como dita as regras do revivalismo.
White Feather é mais um desses grandes exemplos, com um riff bem à Jimmy Page e uma voz cativante que combina um rebelde moderno de Ian Gillan com Robert Plant. Stock dale não é apenas bom compositor como um competente letrista, conseguindo fazer um tema de momentos mundanos ou regulares, que esconde muitas vezes uma ironia mordaz.
Mas isso não limita o seu ponto de vista, alargado e abrangente da música. A re-experimentalização chega até às aulas de Yoga, onde descobriu a posição do Ovo Cósmico, nome que lhe pareceu sugestivo. Quando perguntado pelos seus amigos sobre qual seria o nome da música que estavam a ensaiar, Andrew escolheu aquele.
MAs não é só aos clássicos que Andrew vai buscar influências. Sundial, parece umamalha retirada de uma Gibson de Tom Morello, com um solo distrocido, anti-guitarra tão típico deste.
Em suma Cosmic Egg é uma compilação de grandes músicas novas que mostra que estes mentes-abertas continuam no caminho certo, sem dar mostras dele se afastarem.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PROGRESSIVE NATION 2009 PAV. ROSA MOTA, PORTO 22/10/09

Isto de partir para digressãoes é que dá dinheiro. Já lá vão os tempos em que víamos as bandas actuar por cá de 2 em 2 ou de 3 em 3 anos. Agora é fazer das digressões o ganha-pão, e ainda bem. Com algum custo lá se partiu para o Porto para ver um par de bandas bem amadas. Depois de uma longa viagem e muito stress acabou por se encontrar o muito esperado Palácio de Cristal, junto à Reitoria da Universidade Porto.
Assim que entrámos uma forte decepção, aquele que iria parecer um forte festival para as bandas do género progressivo, revelou-se um concerto diminuto com duas grandes bandas e mais duas de abertura. Para além de que não foi divulgado nenhum horário oficial com a entrada e período de actuação das bandas. Para os mais crentes isto seria uma venue para acabar bem para lá das 2 da manhã. Pensávamos nós.
Perguntei a um espanhol, que nem sequer se dignou a responder em português que banda estava a tocar. O infeliz pensava mesmo que lhe ia responder naquela língua de merda, mas acabei por saber que estava a tocar Opeth. Não acreditei e quis ir verificar. Acabou por se confirmar uma das maioresa f**as da minha vida. Aquela banda que queria ir mesmo ver já esyava actuar e  já com 35% do reportório preenchido com Heir Apparent e a majestos Harlequin/Reverie Forrest a fazwerem parte do Pretérito, Mas que merda. Lotus Eater já bailava e eu a pensar que isto já estaria perto do fim. A minha hora e três quartos de Opeth mais as duas e tal de Dream eram um sonho já passado para quem tinha feito um grande esforço para aqui chegar.

Mas depois os Opeth tocaram uma faiza daquele que é uma das faixas de um dos seus melhores álbuns, Windowpane de Damnation, um álbum inteiramente calmo. Deu para entrar no espírito até vir uma das favoritas directamente do auge da dupla Aekerfeldt/Lindgren, Deliverance tema homónimo do álbum. Poder-se-ia dizer que eram tanto aguardado uns quantos outros e havia muitos bons meninos que pagaram €30 só para ver Opeth. Mas como o último álbum é que dita as regras despediram-se com a fenomenal e épica Hex Omega de Watershed.
Apesar de os membros se esforçarem para produzir um bom som, quem estivesse no limiar da plateia, ouvia a batia de bateria típica de uma sala de eco e uns teclados quase ausentes.
Felizmente ultrapassou-se assim que começou Dream. A Nightmare to Remeber começou como tema de abertura. Começou com muita força e sem grandes agitações com o som da guitarr, bateria e voz a sentirem-se com pujança. Aqui viu-se também a crescente intervenção de Portnoy nos vocais que acabou por ser péssima. O gajo não tem nenhuma colocaçõa de voz decente, e sempre que o faz tem o LaBrie na sua dianteira. Mas ele queria a atitude metal no fim do pesadelo, mas acabou por ser ele a ficar em maus lençóis. Mais vale aguentar a vozinha de «anjo caído maricas» do LaBrie, que é assim mas é uma boa voz.
A seguir era hora de ir aos clássico e Petrucci não faz por menos com a sua guitarra de 7 cordas a tocar 3 músicas de seguida. A densa Mirror com um dueto competente entre mais uma vez Portnoy e LaBrie, só que aqui bem treinado. Para de seguida vir a hard rock Lie.
Já seria de suspeitar o curto concerto assim que Rudess dá lugar ao seu solo de teclados (muita gente que conhece Drea ao vivo já ia pensando isto não vai durar muito). Passando no ecrãzinho, Rudess lá vai fazendo a sua magia pondo até mais tarde o tradicional chapéu de mago, mais o seu boneco no octokeyboard. Prophets of War é a música de regresso seguida de Wither - o habitual momento das curtas. Logo a seguir, e não fosem eles uma banda com uma boa parte de instrumentalidade, Dance of Eternity, com mais uma vez Petrucci a revisitar a sua boa 7 cordas.
Só para o fim é que vinha o melhor alinhamento de todos os concertos que já vi de Dream, Sacrificed Sons e In The Name of God. O primeiro, para mim o melhor tema de Octavarium com The Root of All Evil. Aqui apelaram a um já patético patriotisnmo americano lamechas, com os já agastados bons e maus da fita. Não faz mal porque nós gostamos das músicas e letras. Para continuar com a religião partiram para o negro Train of Thought que é o a depictação do mal do fanatismo. Curioso eles terem tocado os temas conjuntamente porque, de facto, eles interligam-se.
La foram para a pausa e regressaram com o melhor tema de Black Clouds & Silver Linings. Um Pavilhão bem recgheado preparou-se para ouvir um bem agurdado épico com um final estonteante. É a verdadeira sucessora de Stairway to Heaven, com um toque de David Gilmour. Fenomenal guitarra, teclado a criar o ambiente perfeito que a voz murmurante termina em êxtase. Foi por pouco tempo, mas as músicas que escolheram para tocar ultrapassam tudo.