segunda-feira, 30 de junho de 2008

Foghat - Fool for the city


O processo de conhecimento que travei com esta banda foi caricato e pouco usual. E talvez, dessa menira consiga realçar um dos grandes aspectos das séries de TV, reforçam o nosso conhecimento musical. Já perto do início da 1ª temporada Dexter Morgan é citado por um advogado que o informa de que tem uma boa herança para receber constante do património do seu progenitor. Isto porque Dexter Morgan foi adoptado ainda muito pequeno, pelo que desconhecia a sua origem biológica. Assim ficámos a saber que o pai biológico de Dexter era um apaixonado por música da era dourada do rock anos 60-70. E enquanto passam pela maravilhosa colecção de vinis deparam-se com um som pujante que imediatamente colocam no gira-discos. Um riff de guitarra poderoso, imediatamente reconhecível, muito rock, e bastante bluesy. Findo o episódio decidi procurar o refrão, dado que as letras eram muito simples, contudo, bastante icónicas. Pensava eu ser It's all right/Take it easy, quando na verdade se revelou por ser Slowride/Take it Easy. Fui assim introduzido a uma grande banda britânica de blues rock - os Foghat. Formados no início da década de 70, os Foghat desenvolveram os passos que os Led Zeppelin introduziram, a fusão entre o blues e o hard rock.
Melhor introdução não poderia ter sido, com um vislumbre do melhor álbum da banda, lançado em 1975, com nome deFool for the City. O álbum é curto, com apenas 7 faixas, mas com uma predominância brutal das guitarras que lançam os riffs mais apelativos e vibrantes do rock, com solos característicos do blues. Apesar de britânicos, os Foghat soam-nos a uns californianos, ou mesmo uns floridianos, pano de fundo ideal para a série.
A abertura alegre de Fool for the City, nem nos faz entender que é blues o paradigma da banda, mas a adrenalina do rock que se encontra patente e a juventude evidente na ideia cosmopolita e nas saídas nocturnas «Going to the city... I'm leaving all behind» exactamente aquilo que os Foghat passaram quando atingiram o sucesso que lhes é reconhecido e a que Fool for the City ajudou. Também a ideia da geração de Woodstock, de juventude revoltada contra as gigantescas populações metropolitanas. Outro marco destes tempos são as músicas mexidas de amor como My babe, com um ritmo bem compassado, uma voz sensual e cheia de testerona, bem ao estilo de You shook me, ou heartbreaker dos Zeppelin, ou mesmo Kentucky Woman dos Purple. Alegre e característica daqueles tempos que só em Portugal começamos a viver recentemente: «I'm goin to see my babe...she's so fine/ I love to love my baby, love to love all the time», que na era dos anos 60 e 70 era perfeitamente comum num país como os E.U.A. ou mesmo em Inglaterra. Slowride é obviamente o ponto forte do álbum, e bem maior do que se esperava, com uma fixa que se prolonga ao longo de 8 minutos de puro rock and roll desde o riff de guitarra, a voz potente e esganiçada, o groove do baixo, e a batida poderosa da bateria, que a meio se torn numa brutal de Jam. As letras são acessórios de preenchimento. Eu diria que elas servem apenas para dar suporte à voz, porque o que se quer é uma voz estridente com letras simples, bem ao estilo blues, sem nada de erudito.
O blues é tão importante para os Foghat que eles afogam na quarta faix com uma grande malha bluesy de Terraplane Hill, com letras que nostransportam directamente para Jim Morrison e o seus Doors, embora a voz de Dave Peverett seja superior, em nada se iguala ao simbolismo do Rei Lagarto «Mr. Highwayman please don't block the road/I cry please, please don't do me wrong/ You've been driving my terraplane». O álbum termina em oposto ao que começou com a melancólica take it or leave it. Mas aqui é que as letras dos Foghat soam a poemas de tasca ou de coluna de imprensa côr-de-rosa. Como instrumentalistas, o seu forte centra-se na música e pouco nas letras, e é isso que se destaca de Fool For the City, com um baixista brutal, Nick Jameson, que se encarregou de substituir Tony Stevens, e a grande malha de seis cordas Rod Price. Apenas Roger Earl permanece da formação original, um homólogo de Ian Paice dos Purple.

domingo, 29 de junho de 2008

Foi merecido


Nestas competições os jogos têm de ser disputados com entradas a matar. Foi assim que Fernando Torres resolveu o dilema espanhol e sagrou a Espanha bicampeã europeia. Concordo, foi um vitória inteiramente justa. 9 vitórias, 1 empate e 2 derrotas na fase de qualificação e apenas vitórias no campeonato, para além de que não sofreu qualquer golo nas eliminatórias e ganharam a uma selecção que tem um dos melhores palmarés do mundo. Parabéns coños, que o Rafa Nadal deve estar a dar pulos mais o Almagro e o Verdasco em Wimbledon.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Esta gente só pode bater mal....

Se é por esta merda, bem que podiam ficar em casa. Estas pitas otárias não aprendem à primeira vez e até se dão ao luxo de vir dizer disparates para a televisão, e armar-se em histéricas. Será a razão a chamar-me ou é arrogância de ser mais velho. Seria eu capaz de fazer isto pelas minhas bandas. Não me conheço assim tão bem, mas parece-me que não. O qu é mais grave é que hoje alimenta-se estas locuras, dormir ao relento que nem um mendigo, para ver uma cambada de putos palhaços, e ainda por cima andrógenos... Fica aqui a primeira vez para se lembrarem dos desgostos, mas como é costume as mulheres demoram a aprender, especialmente as mais novas.

Mike Oldfield - Islands


Este é um dos álbuns mais vívido da minha infância, quando o futuro era promissor, risonho e havia espaço e tempo para o lazer. Nessa altura fazia-se arumações ao fim-de-semana, arejava-se a casa e o meu pai ouvia Mike Oldfield aos sábados e domingos de manhã, ao passo que na rua estava um acolhedor dia solarengo. Também por essa altura junto ao seu trabalho havia uma loja que vendia cassettes de promoção dos artistas. Lembro-me de ver as viagens surrealistas e visualmente elaboradas do Senhor Progressivo. Uma das cassettes era da promoção do álbum Islands, um dos marcos dos restícios do rock progressivo, que atravessou a icónica década de 80. Cada vez menos rock e mais electrónico, com guitarras intensas de efeitos e sintetizadores basatnte característicos, Mike Oldfield teve de se adaptar à mudança dos tempos mar perservando-se tal como os Yes, fugindo assim a mudanças radicais em bandas como os Genesis. As longas composições não se perderam e já como havaia acontecido em Crisis, Islands abre com com The Wind Chimes uma viagem à volta do mundo, e pelas quatro estações. Mais parece uma viagem do Pai Natal enquanto percorre o mundo distribuindo os seus presentes.Não dá ideia de ser uma música coerente, mas várias compisções agregadas, com melodias asiáticas a permear e algumas mais ambientais sobretudo a abertura e o encerramento. Contudo, Oldfield dá dinâmica à música, impedindo-a de se tornar entediante. E tal como é característico num artista progressivo, Oldfield encerra o álbum com pequenas composições, similar a Atom Heart Mother ou Meddle dos Floyd, no qual se destaca as minhas predilectas Flying Start e Magic Point. A primeira é típicamente europeia, eu dira mesmo mediterrânea, uma ovação à vida boémia, com um toque britâncio muito próprio. Uma melodia, tragi-cómica, alegre e soturna ao mesmo tempo. Oldfield sempre conseguiu escolher e trabalhar com os melhores vocalistas do seu tempo e adequá-los à música que quer compôr. A que se segue North Point não foge à ideia, e mantém a nostalgia evidente em quase todo o álbum. Mas a técnica de Oldfield apenas se deslumbra na mais roqueira Maic Touch. E aqui reside um dos verdadeiros talentos de Oldfield, que apesar do ecletismo e recurso a variados instrumentos não deixa de ser um virtuoso do eléctrico de seis cordas, um verdadeiro midas. a par de Crisis um dos discos progressivos mais bem sucedidos dos anos 80 que fez preservar o estilo e conseguir atravessá-lo por este período difícil devolvendo-o a gerações mais recentes, que carregam agora o legado deste grande senhor.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Superstições


Ontem um gato negro atreveu-se a atravessar a estrada enquanto eu conduzia. De repente, veio a mim um receio inesperado, um rasgo de misticismo e superticisiosismo que me atacava a razão e desafiava os princípios da causalidade e conseuquência. E se afinal levar 7 anos de azar? Não faz sentido...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Sigur Rós - Með suð í eyrum við spilum endalaust



"With a Buzz in Our Ears We Play Endlessly", é esta atitude dos nobres vikings perante a música, e apesar de volta em 94 três amigos em Reiquejavique formaram a banda, pouco dela saberem e conhecerem, tornaram-se eruditos na música paisagística, não conseguindo abandonar o experimentalismo incessante e a descoberta reveladora que dela advém. Para além disso o Sigur Rós são das bandas mais orgulhosas da sua nacionalidade. Os seus temas em islandês são encantadores, apesar de não percebermos coisa alguma do que cantam, não deixamos de nos encantar de alguma maneira. Outro encanto dos Sigur Rós é a sua tendência para l0ongas composições, algo com que estou bastante familiar. Este álbum não é diferente, mas a sua atitude é bastante diferente, bastante mais jovial e alegre. A proximidade da música é simples e inocente, como costuma ser característica dos Sigur Rós. A inocência perdida e campestre presente desde sempre e em particular desde o álbum homónimo de 2002, é nítida nas suas vozes agudas, particularmente a de Jónsi denotam às vezes uma certa infelicidade instropectiva.
Contudo, Með suð í eyrum við spilum endalaust parece transparecer um pouco mais de optimismo e até, talvez, alguma leveza de espírito. A capa é símbolo de isso mesmo. Gobbeldigook começa num ritmo bastante compaçaso e acelarado, nas habituais vozes suaves de Jónsi. Ritmo que não abranda em Inní Mér Syngur Vitleysingur (Within me a lunatic sings), se bem que com um toque de piano bastante mais livído, fazendo realçar alguma pureza de espírito. Essa é a força dos Sigur Rós, transporar-nos para determinado sítio, para um local bucólico, e essa é geralmente a paisagem que transmitem na sua música. O facto de não entendermos o que dizem faz com que nos concentremos, sobretudo, na sua mensagem, e em toda a sua simplicidade são um projecto cheio de audácia. Porque aquilo que os Sigur rós acabam por nos transmitir são o que de facto eles realmente são islandeses, e essa a mensagem que comporta toda a sua música, caso é de Fljótavik e Straumnes, que se tratam nada mais, nada menos do que localizações da prórpia islândia, pelo que não deixa de ser um projecto artensanal, regionalista, mas nem por isso menos nobre, ou menos belo do ponto de vista estético. Através deles acedemos a essa natureza à qual muitos somos desafortunados por desconhecer.
Outro aspecto a realçar é algum melhoramento técnico. Vemos neste álbum algum amudericemnto por parte dos músicos, que agora se habituamram mais aos instrumentos, mas nem por isso abandonaram o experimentalismo que lhes é característico. Nota-se também alguma abertura por parte dos Sigur Rós a temas estrangeiros, caso de Festival, um dos temas mais longos e All Alright. Sem dúvida que as vozes e os teclados têm uma posição preponmderante na composiçã da música, e o piano é um forte elemento paisagístico dos Sigur Rós, que cedem um pouco, cada vez mais a essa cultura universalista que é a múica.

domingo, 22 de junho de 2008

Regresso dos Vikings

Os Sigur Rós regressam dia 11 de Novembro, desta feita ao Campo Pequeno, que é só a sala que permeia o Coliseu e o Pavilhão atlântico em termos de volume de assistência. Desta vez quero assistir à nobreza Viking, Só espero que não seja caro.