PRODIGY - INVADERS MUST DIE (2009, TAKE ME TO THE HOSPITAL RECORDS)

Toda a inspiração adormecida ao longo de todo este tempo, as batidas perfuradas, a atitude mutada, as misturas adormecidas voltaram à vida nesta provocação nacionalista, a roçar a extrema-direita (ou esquerda, dependendo da prespectiva). Não se negue, os Prodigy sempre foram umabanda com uma atitude violenta nas suas músicas, quase hino de claque hooligan a rebentar um estádio em dia de duelo. Invaders Must Die faz jus a essa ideia. Prece a banda sonora de um motim, de uma rixa sangrenta, com momentos psicadélicos e a puxar o estilo que fundaram - o big beat - ao progressivo, com experimentalismo e introdução incrementada de instrumentos mais rock.
Já não é a primeira vez que me falam do regionalismo europeísta britânico, que apenas os europeístas burocratas se negam a ver. Europa é uma manta de retalhos, e está determinada a selo. Os Britânciso referem-se então ao resto dos europeus como continentais, enquanto os alemães ainda se apelidam de raça superior.
Esta invocação é tudo menos uma metáfora urbana. A mensagem polítco-social dos Prodigy é explicíta, ou não fosse Keith Flint uma mascote do moviemtno hooligan pós-punk. Os Prodigy são do soho, da testerona pulvilhada dos pub britânciso que inventaram e reinventaram o seu próprio estilo de música, pela mesa de mistura de Liam Howlett. Não me admire que um dia um maluco demande a consegração de cavaleiros destes três arruaceiros.
Infelizmente eu conheços os Prodigy e perto, e recordo ainda com saudade os anos da minha juventude precoce a curtir Music For The Jilted Generation e as suas aspirações anárquicas, e o hino à agressividade de Fat of The Land. Mas há algo que não se pode ngar aos Prodigy, eles são grandes naquilo que fazem, música para as anfetaminas. É por isso que dia 10 vou materializar as minhas próprias contradições e ouvir o poder dos Prodigy ao vivo.
Invaders Must Die faz lembrar uma mistura poderosa entre esses dois grnades ícones da década de 90 das Raves. O Baixo é puxado aos limites com alternância das batidas de bateria digitalizadas. Se bem que apresença de Maxim que sempre se apresentou como voz mais interessante do grupo, dá lugar ao maluco à solta de Flint. Contudo, os vocalistas não servem apenas para dar visualização às experiências electrónicas de Howllett. A rap/rave paranóia de Run With Wolves contrasta com a instrumentalidade de Warriors Dance e a sua paisagem urbana caótica. Mais uma vez o quadro de resume à imaginação de cenas de violência de uma maneira soberba.
A conceptualidade não deixa de ser uma marca de erudismo cada vez mais apreciada pelas bandas actuais. Os Prodigy não negam a experiência na sua marca. Omen sem dúvida a faixa de remate no álbum. Que serve apenas de mote para World's On Fire, praticamente um lado B de Fire Starter. O anarquismo continua ser palavra de ordem para os colaboradores de No Man Army com Tom Morello.
1 comentário:
realmente este álbum é mm um regresso às origens. ainda n o ouvi com atenção porque não ando com vontade de ouvir esse tipo de música.
não me tem apetecido música violenta, vou esperar pela maré.
mas do que já ouvi parece-m mesmo muito bom. e planeio no dia 10 livrar-me dos meus constrangimentos e curtir como gente grande
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