segunda-feira, 13 de outubro de 2008

ÁLBUNS MÍTICOS #1: THE BEATLES - THE WHITE ALBUM (1968, PARLOPHONE RECORDS)

A capa branca, imaculada, simplória e humilde dá ideia de uma atmosfera pacífica. De facto paz era o que mais se desejava nesta altura, pois ela existia mas de fahada, sobre um pano de necessidade e hipocrisia política. Como muitas letras das músicas dos Beatles que predominam em The White Album carregadas de ironia. Não só como retrato social, como também aquilo que lentemente se começava a passar entre os Fab Four, pelo menos segundo dizem. Sarcasmo é a melhor descrição deste álbum. Sarcasmo e paradoxo.
Após Sgt. Peppers, os Beatles aproveitaram um pouco de dinehiro e fama para fazerem um retiro inidividual e colectivo (corrijam-me se estou errado, pois a história dos Beatles não é o meu forte) para o extremo oriente. Nesta altura, o retiro fisíco, implicava um retiro espiritual ainda maior. È no espírito de drgoas alucinogénicas, e graças a uma boa dose de «cavalo», que John Lennon se apercebeu do lado negro da heroína, que incute uma procura ardente, e urgente de felicidade, daí Happiness is a Warm Gun.
Estavamos no auge dos valores Hippies, cultura que os Beatles muito ajudaram a estender, e uma certa procura de valores de igualdade, e desprezo pelos bens materiais, e amor à natureza, fez que se criasse um culto em volta das sociedades socialistas, principalmente a sociedade soviética. Neste contexto de ironia e de restrição do individualismo que os Beatles escrevem «Back in USSR», onde nunca, que eu saiba chegaram a acturar.
The White Album tem uma aproximação criativa claramente distinta dos anteriores. Este é claramente uma compilação de boas canções, que se alinham aleatoriamente, sem respeitar um propósito. Provavcelmente reflectindo o curso da banda, que s encontrava à deriva, De facto, White Album não foi tão bem recebido pelo público quanto os anteriores, e também por ser o primeiro duplo álbum da carreira dos Beatles, com canções maiores, caracterísitcas que os afastavam ligeiramente da pop. Se calhar pela mudança de rumo dos eventos. Para mim tem as composições mais interessantes dos Beatles. While my Guitar Gently Weeps, é daquelas baladas que fizeram nome à guitarra, e a tornaram um instrumento icónico. Além de dqueles êxitos, que todos nos lembramos como Ob-la-di Ob-la-da, Blackbird ou Don't Pass me By. Para mim, as que ficam são os tesouros escondidos, como as irreverentes Revolution1 r 9, ou I'm So Tired, e a psicadélica Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey. Dedicada ao Sr. Stalone «Rocky Racoon», quando venceu o Tenente do Exécito Vermelho no ringue. Não há ninguém que componha tão bem quanto os Fab Four....

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

DREAM THEATER - CHAOS IN MOTION 2007-2008 CD/DVD (2008 ROADRUNNER RECORDS)


Como eles próprios reconhecem e gostam de o fazer, os dream Theater são uma «live band» e não custa muito perceber porquê contando que este pack especial é o já o 4º DVD oficial ao vivo com a última e mais poderosa formação da banda, sem contar com os 3 bootlegs oficiais da banda, publicados pela Ytse Jam Records, a editora de Mike Portnoy e John Petrucci. Obviamente depois de terem rompido com o gigante da Atlantic Records, a influente magnata do mundo do metal RoadRunner Records queria como os americanos costumam dizer «a piece of the action» e não foram por menos lançando duas edições especiais desta poderosa digressão. Mas ao contrário de edições anteriores, desta vez a RoadRunner preferiu fazer um DVD que cobrisse toda a digressão que foi Chaos in Motion, para promover o já bem aclamado álbum de estúdio, Systematic Chaos. Esta opção reflecte-se um pouco na qualidade visual, mas nunca auditiva de alguns concertos.
E por se tratar de uma digressão global, o alinhamento divide-se por três grandes continentes, com uma grande fatia filmada em Roterdão, em especial para In the Presence of Enemies, que os Dream Theater fizeram questão de tocá-la toda de uma só vez, como todos os seus imponentes épicos. Roterdão dfoi escolhida para fazer a cobertura de grande parte do alinhamento que segue em Chaos In Motion. Fica também registado para a eternidade a cobertura de praticamente todo o álbum, que apenas à excepção de Repentance que não foi tocada, ou pelo menos gravada ainda ao vivo. Claro, também, os Dream Theater aliam-se já ao colectivo de bandas de Rock/metal progressivo, que assinalam uma intro clássica a cargo de Richard Strauss por Also Sprach Zaratustra. Sendo que também se nota alguma preferência por assinalar aniversários por parte dos Dream Theater, pelo que esta digressão era a comemorativa dos 15 anos do lançamento do clássico Images & Words. Desta feita Take Tje Time está no alinhamento para assinalar este marco.
Também se conta com versões inéditas ao vivo, a par de Instrumedley em Live at the Budokan, temos em Chaos in Motion o Schmedley Wilcox, com versões cantadas, de Trial of Tears, Finally Free, Learning To Live, In The Name of God e Octavarium. Aliás este DVD não contou com nenhuma faixa exclusibamente instrumental, apenas as intros de In the Presence of Enemies, e Schmedley Wilcox. Com esta reportório os Dream Theater, demarcam-se definitvamente no mercado audiovisual onde dominam com melhor material ao vivo.
Mas não se cingem apenasa actuações, dado a sua poderosa legião de fãs, prepararam um documentário de 90 minutos sobre os bastidores da tourné e ainda os telediscos dos singles de Systematic Chaos. Para além disso o alinhamento cobre todos os álbuns do Dream Theater à esxcepção de when Dream and Day Unite. Imperdível para os fãs da banda e de tecnicismos.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008


PORCUPINE TREE - 7 DE OUTUBRO DE 2008 INCRÍVEL ALMADENSE, ALMADA


Depois de alguns anos ausentes de terras lusas (a última e primeira vez tinha sido em 2002 no Festival Vilar de Mouros), o Quarteto Britânico fez questão de marcar duas datas para vir agradar ao já competente e acolhedor público português. Depois de se ver a sala de sepectáculos, anitga e célebre, mas lomge de capz de receber uma banda como os Tree actualmente, com uma péssima acúsitca face aos padrões de hoje, a recepção foi um pouco humilde. Mas talvez fosse uma experiência e Steven Wilson fez questão de frisar esse ponto.
A 1ª parte coube aos ainda incipentes e neo-progressivos Pure Reason Revolution. Apesar de parecerem promissores, preocupam-se mais com o aspecto visual, do que a maturidade artística e uma queda fatal para os sons electrónicos, que tentam à força incorporar na electrónica. Contudo, fizeram uma 1ª parte ainda bastante extensa, e receptiva, mesmo que um pouco tímidos, receberam os aplausos das primeiras filas da plateia. Mas o melhor estava para vir.
A abertura ficou a cargo da instrumental Wedding Nails, que logo puxou aos fãs mais agressivos.
Certamente In absentia seria o álbum mais visitado naquela noite, sendo o álbum que os catapultou do movimento underground, para as audiências mais receptivas. Seguiram-se um bom leque de músicas até Wilson se dirigir ao público abertamente, para além dos corriqueiros «Obrigadô!», e conversar connosco de uma maneira criativa e interessante. E desde cedo pediu, adiantadamente, desculpa por não tocar os êxitos que esperávamos. Mas aos invés disso fomos fgalardoados com músicas inéditas, tanto em estúdio como ao vivo. Lamenta-se certamente a fraca presença do álbum Deadwing, que possui material muito forte ao vivo, como Shallow e Arriving Somewhere But Not Here, ou até mesmo Deadwing. Invés disso tivémos Open Car e a terminar a simpática divindade Halo.
Tratava-se, todavia, da mini-digressão de Fear of a Blank Planet pelo ue os Tree não poderiam passá-lo em branco. Seguiu-se a brilhante e épica Anestethize com um excelente suporte visual, como é habitual nas bandas progressivas, Sleep Together e Way out of Here a terminar para o encore. Seria, no entanto, In absentia o rei da noite, com a brutal Nlackest Eyes, que é excelente como abertura, mas cumpriu o seu papel no meio do reportório, Prodigal e 3 onde Colin Edwin demonstrou a sua competência no domínio das 4 cordas, ou a inédita Half-light. Os Tree serivram muito bem os seus propósitos com duas horas recheadas de músicas, sabendo gerir o fulgor do público com uma excelente panóplia de músicas calmas, agressivas e esquizofrénicas.
O esforço vocal de Wilson é soberbo, visto a sua voz ser quase discursiva, fácil de reproduzir em palco. Destca-se no entanto a extrema competência, do guitarrista/vocalista que os acompanha em todas as digressões de John Wesley, que esteve à altura do solo de Alex Lifeson em Anesthetize. Pena não termos visto um solo de Gavin Harrison à la Neil Peart, mas talvez isso não tenha acontecido por Wilson insistir num percurso pela carreira da banda. Com um espectáculo assim, só podem estardeterminados em voltar, e nós também.....

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

PORCUPINE TREE - DEADWING (2005, LAVA Records)

Os Porcupine Tree não seriam hoje rotulados na cena metal se não fosse este álbum. Embora In absentia desse alguns passos para um ambiente menos experimentalista que caracterizou grande parte da carreira dos Tree até à entrada de Gavin Harrison, Deadwing junta os Porcupine Tree os já quase mainstream Dream Theater. se pudéssemos ecolher os álbuns mais importantes na carreira dos Porcupine Tree, nos idílicos Grandes 5 (Big 3 como determinados jornalistas ingleses gostam de apelidar), Deadwing permearia os álbuns. Deadwing é um álbum bsatnet apelativo e concentra as grandes características da banda que fazem deles um dos marcos do Metal Progressivo.
E para se fazerem rogar o álbum abre com uma grande composição, onde o perfil vocal de Wilson se mantém, com uma voz de filósofo pacífico, calmo e tranquilo, mas a música reflecte tudo menos isso. O destaque vai naturalmente para a guitarra, campo onde Wilson melhorou bstante, talvez mas ainda do que a voz, e bem sabemos como por vezes é dificíl um vocalista superar-se na guitarra, mas isso deve-se a uma posta mais fraca nos elementos vocais, talvez por Wilson se destcar por uma voz tão característica e o pendor das letras, que alastram um pessimismo e reflectem sobre o profundo vazio da mente, disfarçam um pouco os seus escassos, mas bons atributos vocais. Com certeza os recursos técnicos de Wilson melhoraram e muito... Deadwing é composta por dois solos de guitarras, três riffs principais bem sacados, e um extensa secção instrumental, e a esquizofrenia habitual no coro de vozes.
Melhor seria de esperar da simplicidade, quase nu-metal de Shallow, que só poderia ser o céu para bandas como os Deftones, os Tree elaboram-na com facilidade e distinção, para além do solo esquizofrénico e a integração plena dos teclados de Barbieri. O mesmo se pode dizer de Open Car, que segue o percurso de Wedding nails no álbum anterior, infelizmente não se converteu num instrumental, mas ainda bem que o não fizeram porque, as épicas que faltaram em In Absentia completam Deadwing. E a viagem ao interior da mente revê-se em Arriving Somewhere but not here, canção que deu nome ao DVD da digressão em 2006.
Mas nem só de riffs e ambientes pesados vivem os Tree, aliás as baladas e as músicas introspectivas quase num ambiente lounge, influência que os Tree retiram dos Pink Floyd, encontram-se em faixxas como Lazarus, que por sua vez constituiu single, e etérea Glass Arm Shattering, homóloga da Sound of Muzak de In Absentia. Em termos de estrutura, Deadwing persegue o seu antecessor, mas ultrapassa e de que maneira, e demonstra mais uma vez por que os Tree são das melhores bandas inglesas da actualidade e porque permanecem ainda um pouco desconhecidos

sábado, 4 de outubro de 2008

XAVIER RUDD - DARK SHADES OF BLUE (2008, AMG Records)


Dark Shades of Blue será lembrado como uma obra-prima do australino e surfista Xavier Rudd. Depois de andar a impulsionar e a promover a sua música nas primeiras partes dos músicos surfistas Donovan Frankenreiter que também por sua vez eram um discípulo de Jack Johnson, que por usa vez foi descoberto por Ben Harper, tal como à história dos peixes que se comem comem uns aos outros.
Xavier Rudd consegue definitvamente e num ano com tão boas produções musicais demarcar-se por não só uma autonomia pessoal como artísitca, superando todos os trbalhos dos colegas, não só em abiente sonoro como em mestria musical. Rudd é um canta-autor por excelência e o seu trabalho como instrumentista é soberbo.
Mas não só estes aspectos que demarcam Rudd, a sua visão negativa e apocalítpica not-se no tom melancólico que percorre todo o àlbum, bastante carregado e negro para um autor mais foclórico e acústico que caratceriza os género do seu amigo Donavon Frankenreiter.
O nível instrumental é excelente e muito completo e eclético, com algumas composições extensas e Rudd a demonstrar bastantes recursos técnicos não só na sua companheira guitarra com recurso a slides e mestria no pedal wah-wah e riifs muito bem sacados, como se ouve na instrumental Up in Flames, e Uncle. Também nos dijeridoos em Up in Flames e a com uma excelente composição na secção ritmíca em Hope You'll Stay a apelar às sonoridades notórias a apelar às influências aborígenas. O álbum é também composto por belas baladas, com uma entrega pessoal enorme ao seu trabalho, aproveitando-o como veículo para transmitir as suas ideias e convicções. Certamente um trabalho que merece toda a nossa atenção, e a desprender-se definitvamente dos seus companheiros, e a recriar o seu estilo. Como a Blitz certamente assegura, «Há quem fale de Jack Johnson ou Ben Harper antes de pôr um disco de Xavier Rudd a tocar [...] mas desfaçam-se desde já as comparações....»

sexta-feira, 3 de outubro de 2008