terça-feira, 25 de novembro de 2008

COLDPLAY - PROSPEKT'S MARCH (2008, PARLOPHONE RECORDS)



Depois de entrarem brilhantemente em 2008, aquando do lançamento do revolucionário Viva La Vida, o mito iluminista e libertário prossegue em Prospekt's March, um EP que é um complemento do LP, logo a começar pela capa, inspirada noutro quadro de Eugéne Delacroix, desta vez La Bataille de Poitiers.
Estão tão ligados que uma edição especial dos 2 foi lançada para os vossos ouvidos apenas. Ficou claro que havia algum material que durante a gravação de Viva La Vida os Coldplay não queriam desaproveitar, por isso vemos um tema de rompante como Life in Technicolor II, que no álbum principal era uma abertura instrumental tem agora os seus próprios vocais. Mas as divergências não se ficam por aqui. O Ep contém ainda as inéditas Glass of Water e Rainy Day que foram claramente escritas dentro do espírito do álbum. A voz de Chris AMartin entoa na mesma dimensão e as guitarras de Johnny Buckland continuam numa afinação e efeito etéreo, e a presença dos violinos continua a ser imperativa, se bem que Rainy Day serve-se com frequência de sons electrónicos recentes. Algum pessimismo melancólico não foi introduzido neste álbum, retomando algum optimismo caracterísitico dos Coldplay, logo na nova versão de Lost+ que conta com a colaboração de Jay-Z que assisitiu à apresentação do álbum no átrio do edifício da BBC em Londres, que fez um enorme esforço por estragar a música, a que os coldplay permitiram. Poderiam no máximo ter deixado particpar a sua esposa (de Jay-Z) cujos dotes, não apenas vocais, são bem mais simpáticos. Poucos notarão a diferença do timbre ou a densidade dos instrumentos, tal como as diferenças em Lover's in Japan se distrinçam de Lovers in Japan/Reign of Love, excepto revisitar músicas que ficaram muito bem para a história do pop rock britânico. É intererssante verificar como Lovers in Japan nos deixa uma certa nostalgia urbana. Keep on soldier on....

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Zé Carlos - Muita Lôco


Lembram-se?!??!! Encontrem-me um bom fundamento para se terem esquecido. Esqueci-me porque narara....

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

TWIN PEAKS: FIRE WALK WITH ME (1992, NEW LINE CINEMA)
Depois de falar da série de culto mais importante na história da televisão, muitos ouviram durante episódios a fio aquilo que se tornou a personagem ausente de um enredo mais célebre das artes dramáticas - Larua Palmer. Muitos perguntavam-se como seria Laura Palmer, pois para além do que outras personagens falavam dela, especialmente a sua amiga intíma e próxima, donna Hayward e a sua prima Maddie Ferguson e os poucos «recuos temporais», ninguém sabe ao certo quem era Laura Palmer.
David Lynch decidiu resolver a curiosidade dos fãs da série de uma maneira brutal e arrebatadora, criando uma prequela chocante que apenas deve ser vista depois de estarem ameio ou no fim da 2ª temporada da série. O começo é familiar com a música de Angelo Badalamenti a acompanhar o regress de Laura a casa. Depressa descobrimos que Laura é uma peronagem numa encruzilhda naluta pela própria alma, perdida no dilema entre o bem e o mal. É claro que se virmos Twin Peaks: Fire Walk With Me, depressa saberam quem é o assassino de Laura e quem determinou o seu destino funesto. O que eventualmente destruirá o gozo com que verão a série, por isso quem estiver interessado aconselho a acompanharem primeiro o desenrolar da série.
Ao abordar o quotidiano de Laura, David Lynch não se preocupou com qualquer censura. Ele quis mesmo demonstrar uma Laura corrompida e atribulada, embora acho que algumas cenas estão melhor eespelhadas, e mais assustadoras até, na série. O essencial de Fire Walk With Me é Laura, e o que é importante é mostrar que importância tem ela na sua família, principalmente seu pai, nos seus amigos e na sua, aparente, pacata cidade. E muita importância tem de facto. Tanto foi o impacto da série e da personagem que o filme foi imediatamente filmado à série e sheryl Lee, muito embora uma actirz muito pouco promissora, era um talismã para Lynch que el se esforçara por inserir na série, para além do papel remoto de Laura, caso da sua prima Maddie.
O Agente do FBI Dale Cooper, protagonista indiscutível da série, teve um papel diminuto no filme, mas ainda assim preponderante para precludir aquilo que culmina na série. O seu mordaz colega forense Albert também está lá, e o chefe Gordon, representado pelo próprio David Lynch também se encontra presente. o carácter bizarro e estranho das personagens está lá e é inseparável da técnica de Lynch, mas é assutadoramente humano tudo o que ele filma. Se anaçlisarmos, Lynch representa-nos o nosso lado mais oculto de uma maneira inesperada, e Laura é o paradigma de uma alma que luta contra os seus demónios.
O filme conta ainda com alguns inéditos como uma estreia de Kiefer Sutherland aka Jack Bauer, como especialista forense co-adjuvante do experiente agente representado pelo cata-autor Chris Isaak.
Lynch esforçou-se por conseguir integrar todas os autores que participaram na série para integrarem o filme, mas o Sheriff Turman, representado por Michael Ontkean, Audrey Horne representada por Sherilyn Fenn, e Donna Hayward por Lara Flynn Boyle não compareceram sendo a última substituída por Moira Kelly.
Muita importância assume o actor Frank Silva, que representa Bob, espírito que habita a «outra dimensão».
Indispensável para quem quiser conhecer o universo de Twin Peaks.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ted Nugent on 2nd Amendment

Toda a gente sabe quem ele é, o grande guitarrista de Stranglehold, ex-Amboy dukes e Damn Yankees. O sulista mais conservador do rock, Mas será que conseguem continuar a ouvir a música dele, detestando os seus ideais?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ERIC JOHNSON - BLOOM (2005, FAVORED NATIONS RECORDS)


Dentro do virtuosismo musical podemos encontrar grandes Srs. que perduraram no rock instrumental e continuam a carregar e evoluir o ícone venerado da guitarra eléctrica deixado por Jimi Hendrix. Entre eles destaca-se, obviamente, o mestre Joe Satriani. Quem ouve falar neste erudito musical formulará um juízo imediato ao Deus da guitarra Eric Clapton que recriou o rock com os Cream, ou então aquela sociedade «joint-venture» que o Mestre Satriani desenvolveu em o G3 para elevar os seus comparsas, em especial o seu amigo e ex-aprendiz, Steve Vai. Para além desses rótulos, Eric Johnson é um dos (poucos) emblemas da Fender Stratocaster que saiu do Texas. Poucos conhecem, mas no Texas construíram-se alguns dos músicos mais talentosos vindo das terras do Tio Sam, onde o rock sulista se remisturou no Jazz e no Blues, influências que desabrocham de Eric Clapton em Bloom.

Parte da ignorância do grande público face à carreira de Johnson deve-se, em parte, por ele produzir muito pouca música. Bloom é o seu 6º álbum de originais a solo, numa carreira que conta com mais de 30 anos. E a carreira nos Alien Love Child não se estendeu muito. A outra parte deve-se ao estranho facto de não fazer músicas sonantes, que entrem imediatamente nos ouvidos. Aliás Bloom é uma banda sonora de uma «noite de verão especial» desde que se sai do trabalho cheio de pressa («Bloom» e «Summer Jam»), passando pela loja para comprar um presente («From My Heart), acompanhando o jantar à luz das velas em («Your sweet Eyes« e«Hesitant») até ao auge da noite em Sunnaround You e Magnetized. Acabando em Sonho de Um Noite Verão com Ciel. Por isso quem quiser planear algo do género já sabe que instrumentos carregar.

Durante esta viagem, Eric Johnson demonstra uma abertura vasta aos diferentes estilos musicias e aos quais a guitarra representa um papel preponderante. Ouça-se em Cruising the Nile, que mais transmite um romantismo mediterrânico que nos transporta para um cruzeiro. Ou então aquela guitarra tipicamente citadina em Hesitant, onde Johnson espelha o seu já tradiconal estilo da clássica Manhattan. Mas nem só às cordas se resume este «copinho de leite» do rock. Os seus atributos musicais ultrapassam largamente, os de alguns dos seus congéneres. Quando ouvimos Satriani a cantar imploramos para que fique afónico, mas a voz tímida de Johnson encaixa perfeitamente no ambiente que quer preencher. Sad Legacy é um desses melhores exemplos, de alguém que se habituou a lançar um álbum por década.

sábado, 15 de novembro de 2008

KORN - UNTITLED (2007, VIRGIN RECORDS)



Os KoRn chegam aos seus 15 anos de carreira com muita pouca criatividade, mas muit a vontade de fazer. São uma banda de renegados, depravados e ainda por cima querem permenecer no estrelato, quando todo o seu conjunto está prestes a desmoronar-se. mas Jonathan Davis e Cª não querem esmorecer, e estão determinados a continuar sem Brian «Head» Welsh que, de repente, viu a luz e decidiu tornar-se uma fnático religioso, e David Silveria que deixou de acreditar nos KoRn. Contudo, não deixei de ficar supreendido com alguns eruditos musicias a encontrarem gosto na música destes velhos «putos».
A banda que tinha um fétiche pelo subconsciente negro, da inocência precocemente corrompida, e uma obsessão pelo abuso sexual de menores, leva estes conceitos para o universo distorcido. See you on the othe Side queria demonstrar o lado negro, e surrealista que já tinha sido enveredado pelo Take a Look in The Mirror. Para além disso e de queerer demonstrar a dor que vagueia pela alma de Jonathan Davis, cujas tendências homossexuais ainda não são evidentes, alia-se ao humilde estilo de James «Munky» Shaffer, cuja criatividade é ultrapassada, de longe, pela habilidade de Head, que entretanto abandonara a banda. Reginald «Fieldy» Arvizu e a sua pose de ex-rufia das ruas, com camisa dos Lakers já não dá o aspecto «porreiro» que banda cria implementar no auge do nu-metal. De facto, o nu-metal é um estilo falhado e decrépito, que felizmente, poucos são os que revêm nele, apesar de ter constituído uma verdadeira paranóia dos meus anos de adolescência.
hoje os Korn parecem dispostos a renovar o nu-metal e acrescentar-lhe um cariz electrónico, e incomodamente pop, aos riffs brejeiros carregados de distorção que vinham do nu-metal. Apesar de tudo, todo este movimento centrava-se na aparência, e no estilo irreverente e agora que olho para trás, estúpido. Nada disto estava para durar, e os KoRn querem sobreviver, mas não fazem por isso. Continuam com a atitude machista de alguém que só podia sobreviver com um nome artístico. Bitch We Got A Problem e Innocent Bystander reflecte a falta de maturidade não só lírica, mas técnica. Apenas demonstra uns cotas que se renderam a uma indústria que conseguiram dominar, pelo menos na gestão da própria carreira, mas que seguem os mesmos princípios e, que não conseguem fazer mais nada. Killing é daquelas canções que ouvem nos primeiros segundos, e é de uma simplicidade azeiteira. Esta é sem dúvida a melhor palvra para definir os KoRn, azeiteiros, que ainda não tiveram discernimento de descobrir o seu próprio espaço na música decadente e decrépita.
Estava na altura de se olharem e reverem o seu próprio espaço na música. Crescer um pouco, como toda a gente. Especialmente a bicha do Jonathan Davis.