terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CAPITALISMO: UMA HISTÓRIA DE AMOR POR MICHAEL MOORE (2009, DOG EAT DOG FILMS)

Michael Moore tinha em mãos uma tarefa hercúlea, definir o sistema económico que hoje rege as nossas vidas. um deus inconsciente que define tudo o que fazemos, chamado mercado. O mercado é tudo o que trocamos e transaccionamos por um preço. Quero dizer que se eu oferecer algo, sem receber nehuma contrapartida eu não estou a actuar no mercado. Mas não deixa o bem de perder o seu valor?
Bem isto não é fácil de definir. Nem o Michael Moore se propõe a fazê-lo. Para isso tem os 4 volumes de O Capital de Karl Marx que o fazem por ele. Mas muita gente que vai ver esta paródia-documentário não estão para lê-lo. Francamente, eu também ainda não oli. Muito embora sei em traços largos aquilo que Marx aí discute, ainda estou reolvido a lê-lo de fio a pavio.
Mas Moore não estava  para perder tempo em análise filosóficas. Como Marx dizia, «os filósofos perdem tempo a a comprrender o mundo, em vez de tentar mudá-lo» (citação livre). Moore está para nos dar, de um forma bastante cómica, os males do Capitalismo. A obsessiva busca da maximização do lucro, e a malfadada expressão marxiana. mas minuciosamente realista, o homem lobo do próprio homem.
No tradicional estilo de Moore temos um 60 minutos, de 120 minutos a explicar e demonstrar vidas de pessoas que ficaram afectadas pelo estilo de vida capitalista. E este são os casos mais flagrantes de como a justiça social ficu de foram no meio de toda esta equação. Quando se fala deCapitalismo, parece querer falar-se de uma qualquer liberade, ou me lhor de liberdade. Mas que liberdade? Para dar um exemplo nítido, a ditadura dePinochet era um sistema económico ultra-liberal, no entanto altamente repressivo das liberdades civis e políticas dos cidadãos. E quem nunca viu uma carga policial americana, numa manifestação pacífica? Pois é o cpaitalismo tem destas coisas, enclausurar as pessoas em casa entretidas pelo seu próprio consumo. Os E.U.A. atravessam uma grave crise insdustrial, sobretudo, porque o sistema que anteriormente lhes conedia supremacia mundial, hoje está a fazer-lhes feroz concorrência e em termos de conepção de Estado e das suas incumbêncas eles ainda vivem num interpessão actualista do Estado Liberal do Século XIX. Por isso vale tudo, até tirar olhos, e na realdiade social, lucrar com a morte de empregados devotos à empresa.
Sim estes é um dos problemas do sistema. É que quando falamos em livre iniciativa, somos capazes de ser transportados directamente para a selva humana, onde as ligações ocultas entre poderes políticos e económicos ditam as regras dos reis da selva, os leões, não melhor os abutres. Moore tenta explicar o Plano Paulson por miúdos.
Durante décadas incentivaram as pessoas a venderem a casa aos Bancos que vendiam a história de que a pessoa vivia em ciam de uma mina de ouro, o seu próprio banco. Isto levou a que as hipotecas das casas disparassem em flecha.
Pois é, é isto que se estuda em Harvard nos dias de hoje, nos cursos de economia. Como enganar o próximo membro da nossa espécie. A complexidade atinge níveis tais que quando interpelados a explicarem-se ficam sem saber por onde começar.
Moore mostra-nos um sistema corrosivo, de uma permanente guerra civil pacífica.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

MUSE AO VIVO EM LISBOA, PAVILHÃO ATLÂNTICO, 29/11/09

Ontem haveira uma grande música dos Muse composta pela mente endrominada de cogumelos de Matthew Bellamy em 2001 (altura em que ainda prrenchiam as tardes dos festivais de verão) que se designava pelo nome de Megalomania. Ontem verficou-se, mais do que nunca, como essa música é autobiográfica do trio de Teginmouthh, só comparável às ambições dos Superestados de 1984, da futrologia de Orwell.
É certo que os Muse nasceram com uma identidade, mas será que ela se mantém ou foi-se diluindo nos perfis de outras bandas. Tal como o último álbum falhou em muitos aspectos, nuns Muse a tornarem-se naquilo que não são, o espectáculo reflectiu essa mesma naturez. Mas epá todos temos direito às nossas loucuras. Mais ambiciosos que uns U2, só que sendo obrigados a começar com uma banda ranhosa, sairam em plataformas por detrás de uma cena caótica. Desde logo falhou a habitual pontualidade britânica.
E os nossos «Spocks» da moda foram mesmo por partes, alternando entre o novo álbum e as faixas antigas, para alegrar um pouco as expectativas de todos. Pena que as melhores tivessem ficado de fora.
«Uprising», apelou de imediato a todos os ouvintes das rádios mais mainstream imagináveis. Não que isso fosse preciso. Basta ver que a maioria dos fãs de Muse conhece toda a sua discografia.Seguindo-se de imediato Resistance.
Um alívio da minha dor de cabeça vem com o regresso às origens, só que da simetria, com New Born. Nada como um clásscio para realmente provar o poder que os Muse representam. E comos estavamos na fase de álbuns predeccesores veio Black Holes & Revelations de uma assentada «Map of the Problematique» e o que é hoje um ds riffs de guitarra mais célebre da história «Super Massive Blackhole». Como Bellamy não é muito comunicativo, o John bonham do «rock era digital» falou com frequência, se bem que os coros não fazem parte das suas incumbências. Mas o melhor da banda estava na postura de Senhor e Christen Wolstenhome, um pujante baixista que demonstrou um poderoso duo de Drum N' Bass com o já reconhecido Dom Howard. este foi, sem dúvida, o momentos mais alto do concerto. Certamente as camadas mais novas não estavam a contar com uma epítome instrumental destas, mas para minha supresa adeirram bastante bem.

Bellamy sucede-se com uma boa apresentação da sua guitarra espacial, não muit técnica, mas bastane experimentalista. E tyambém nos pianos resolveu com Queen Século XXI. de Unityed States of Eurasia e já que descer e subir elevadores-ecrãs sia caro, toca-se mais uma no piano lá em cima, a lendária cover de Feeling Good. Tudo com a secção de luz e imagem ao detalhe. Hoje deve sair mais barato, para compensar tudo isto. E pensar que os Pink floyd estoiravam milhões nestas aventuras....
Quando pensávamos que era impossível vir o pirosismo para o palco, lá vai Bellamy buscar o teclado c/ braço de guitarra para tocar Timberlake versão trio «Undisclosed Desires» e Guiding Light. E na mesma onde Starlight.....
E como eles foram por partes, por partes partiram para o encore com os riffs que se queria ouvir, Plug in baby, Time is Runnig Out e a melhorzinha de The Resistance, Unnatural Selection.
O final podia ser salvador se Exogenesis, o verdadeiro lado progressivo dos Muse, se tivesse revelado em todo o seu esplendor, ficou-se pela abertura. Mas ajudou ficar-se com a esxcelente Stockholm Syndrome e a brutal (verdade seja dita) Knights of Cydonia. De rersto nem aquece, nem arrefece, e lá fora estava-se pior....


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

DEAD COMBO - LIVE HOT CLUBE (2009 UNIVERSAL)


Tinha acabado de sair aquando do espectáculo não S. Luiz e estes portugueses taciturnos davam, assim, os seus primeiros passos no univeros «ao vivo». Focados na música ambiente, a Música dos Dead Combo não foi feita para grandes espaços ou Estádios. São antes uma banda de clube Nova Iorquino, adaptada à realidade lusa. O Hot Clube parecia ser um local apropriado para a realidade western-fado deste duo surreal.
Criaram a partir daqui uma simbiose com o baterista Alexandre Frazão, convidado, mas que parece começar a fazer parte do colectivo ao vivo. Jazz de formação, este não podia ser o local mais apropriado para se acabar uma conversa, a de Lusitânia Playboys. Curto, mas conciso, começa de rompante com Rak Song, muito fiél ao álbum, excepto no abuso de percussões, muito mais pujantes do que em estúdio e adaptados à guitarra tradicionalmente rítmica de Tó Trips, que nesta faixa ganha particular destaque. Mas é já a pensar no novo álbum que os Combo vão propondo novas músicas como a excepcional Nat. Mas nem só de novidades vive a música. Rodada foi o regresso aquele que continua a ser a sua experiência mais célebre - Vol. II Quando A Alma Não É Pequena. Aversatilidade dos Dead Combo não conhece limites, como um ecletismo erutdito, extende-se até ao rock, muito por culpa do contrabaixista Pedro Gonçalves que se devota a múltiplos instrumentos. Desert Diamonds/Enraptured With Lust é a música do crime, aqui com um violência brutal, que com a percussão e os soporos ganha outra dimensão. Old Rock n' Roll Radio volta ao primeros passos de Vol. I, com o qual se despedem para a próxima aventura ao vivo, esperemos São Luíz.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

FLIGHT OF THE CONCHORDS - I TOLD YOU I WAS FREAKY (2009, SUBPOP RECORDS)


Quem disse que a música não pode ser um grtande exercício de ironia, com uma ironia mordaz? Foram já várias as tentativas, e bem sucedidas, de usar a música como ironia e também sátira mordaz. O génio foi, sem dúvida, Frank Zappa, que para além de ter a faceta de «entretenidor», usava a música como uma feroz crítica social, sobretudo dos costumes e dos usos indiscretos, como exemplo «Moving to Montana Soon».
Depois veio o humor negro da música como crítica da própria música, mencione-se os Spinal Tap que nasceram de uma ficção e acabaram por se converter numa realidade do heavy metal a brincar, os os Rutles.
Quando os Flight of the Conchords, ou os Flute of the Commodors como acabaram por ser designados por um apresentador de clube ignorante, apareceram ninguém os levou a sério. No entanto, as músicas versáteis e carregadas de sarcasmo acabaram por abalar os gostos modernos indiferentes a qualquer substância musical, partindo do pressuposto que ela existe.
A 1ª série foi um trabalho muito bem feito por este duo neo-zelandês, não australiano como costumam ser apelidados. Caricaturando os mais variados estilos musicais desde o Folk, ao electrónico decadente dos anos 80 com os Pet Shop Boy em «Inner City Pressure» ou o rap ridículo em Rhymenocerous vs. HipHopapotemous. Posso dizer que eles no gozo conseguem ser melhores que os originais alvos da crítica.
Tal como na 1ª série, que tinha muitas dos originais dispersadas pelos 22 episódios, mais ou menos, o mesmo se sucede nesta 2ª aventura. Os temas que compuseram a série, servem agora de integração do álbum. Os padrões são os mesmo que no anterior, a começar pelos cancros da Música Moderna o hip Hop, Ragga que teimam em não cair no esquecimento. Hurt Feelings parece aquela contradição que nos dá imediato vontade de gargalhar, ahistória do rapper sensível em «Hurt Feelings», ou a completa falta de gosto dos Raggas em «Sugalumps», lado B de Boom Boom.
Mas não só estes pacóvios alvos das tomatadas mordazes destes neozelandeses deslocados. Os ovos podres vão directamente ao electrónico ranhoso que por ái prolifera como Ladys Gagas e (des)Cascada em Too Many Dicks (on the dance floor) ou Fashion is Danger. Até mesmo os falsos rastas vêm na Lista Negra com a badalhoquice despida em »You don't have to Be a Prostitute».
Até partem directo para o World Music, tal como «Foux Du Fafa» no disco anterior em Petrov, Yelyena and Me, que só podem gozar com filmes rafeiros com a mesma cadência de nome. Nem os Jason Mraz e outros que tais ficam de fora com a balada fácil Carol Brown que depicta até o habitual dueto com as gajas/pitas do momento.
«Friends» parece quase chegar ao ametricismo de Kymia Dawson (e com o falhanço de expectativas de Alphabutt), se bem que aqui numa postura amigável.
Até já pesnaram na música de Natal epiléctica com um Gospel histérico em «Angels». Um autêntica sátira às RFM's e sobretudo às músicas das massas indespertas.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

DEAD COMBO, AO VIVO NO TEATRO S. LUÍZ, LISBOA, 21.11.09

Os Dead Combo podem muito bem ser mais  uma daquelas bandas condenadas ao desconhecimento genérico que depois mais tarde, depois de acabarem, tornam-se uma referência, como os quadros e Matisse e Renoir que são hoje obras de arte amplamente reconhecidas. Talvez sejamos nós assima contemplarmos a nossa própria música. Tirando os Xutos claro. Tudo o que é estrangeiro enche salas de espectáculos infindáveis
Devo, contudo, realçar um pequeno «senão», o salão de Inverno do renovado Teatro S. Luiz em Lisboa estava lotado. Com a noite era pesecial, com câmaras prontas e palco arranjado, para uma noite de gravação de um novo álbum ao vivo. Nem de propósito surgiu esta venue, uma vez que os Dead Combo lançaram agora um álbum ao vivo, no Hot Clube de Lisboa.
Sem banda de abertura, surgidos do palco, vieram para tocar as primeiras músicas em dueto exclusivo. Tó Trips sinistro, agradece a vinda e com poucas palavras tocou algumas dfa músicas que já tinham surgido em neste formato na Homenagem a João Aguardela. Ainda estávamos na digressão de Lusitânia Playboys e foi por aí que se começou. Este álbum, um dos melhores lançados no ano passado, preencheu boa parte do espectáculo com o tema homónimo, Lusitânia Palayboys, Sopas de Cavalo Cansado e Rak Song. Ainda neste contexto visitaram Vol.II com A Menina Dança ou o Assobio.

Foi só passados meia hora de concerto que a dulpa Tó Trips / Pedro Gonçalves decidiram chamar ao palco um grupo de amigos e a grande revelação pessoal - para mim, pelo menos - do baterista Alexandre Frazão. Mais An Duarte nos pianos e um trompetista, outro saxofonista e mais um para a trompa. Tocou-se então aquilo que havia de ser um espectáculo imponente para aquilo que parecxe um pequeno duo contrabaixo/guitarra. Cuba de 1970 teve outra dimensão e menos se pode falar da oriental Like a Drug que tem o seu lado curioso na inspiração dos QOTSA que Pedro Gonçalves admira muito. Alexandre Frazão tebe oportunidade para demonstrar o potencial de um aluno de escola de Jazz. Canção do Trabalho teve uma cara nova, com as variações de percussões e ritmos completamente em contratempo, já para não falar da velhinha Eléctrica Cadente ou Diamond Song/Enraptured With Lust. Pelo Meio ainda tivémos privilégio de ouvir um pequeno recital de piano das músicas dos Dead Combo, com ainda um solo de Tó Trips, mas por volta da 1:00 era altura de ir para o bairro ou como diz o verdadeiro Pedro Gonçalves, «irmos todos para o Cais do Sodré» como o homem que atravessa Lisboa de bicicleta. Para mimfoi altura de descansar o ossos e aproveitar o extraordinário Vol. I que os nosso compatriotas conseguiram por lá vender.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

PORCUPINE TREE, INCRÍVEL ALMADENSE, ALMADA - 20.11.09


Pelo que se pode ver Steven Wilson e camaradas gostaram mesmo do nosso país, e do lado sul do Tejo. Depois de pouco mais de um ano de nos terem visitado, voltaram com um novo álbum na manga. Mas não era apenas um novo álbum. Era uma música de 55 minutos, um The Wall em versão individual e intensamente psicológico. Como Steven Wilson não ambiciona a grande palcos, nem espaços amplos, contenta-se numa pequena casa de bairro de Almada, que se tornou e permanece uma sala de culto. Só que agora com todas as facilidades de acesso de comboio e metro que recentemente renovaram na geografia da margem sul.
A 1ª parte deveu-se a mais uma das iniciativas de outra dimensão de Tony Levin. Ele e os seu companheiros trouxeram-nos pela mão dos Stick Men, uma orquestra sinfónica e moderna. Parece que fazem parte daquela variante maluca da ciência, só que no plano musical. Stick Men porquê? Porque o baterista e percussionista electrónica usa «sticks» (baguetas) para tocar, concerteza, a bateria, mas porque os restantes membros se serviam de chapman sticks, um instrumento de corda constituído apenas por um braço e com cerda de 12 cordas, calcadas por ambas as mãos. Aliados a fortes pedaleiras, este trio desconhecido para muitos, mas não todos ousou-se a tocar a «Firebird suite» de Strazinsky, ou como disse o mestre Tony Levin, tentaram. Mesmo assim ainda introduziram um bom  humor em «Supercollydal», a propósito da «Musical Sopa».
Foi só depois de um súbita aspiração do palco, para que Steven Wilson não cortasse os seus habituais pés descalços, e um minimog em forma de secretária vitoriana, chegaram então ao palco com o habitual ecrã branca no fundo do palco. Occam's Razor foi o tema de abertura para aquilo que se esperava assim que começou logo de seguida, The Blind House. Steven wilson disse-o peremptoriamente «and no we're going to play the 55 minutes Incident, I that's ok with you? / So we're goint to play with the shortest interruption as possible». Foi assim que assistimos à peça quase teatral musical com Steven Wilson a alternar frequentemente as suas guitarras, e a recorrer muitas vezes à sua guitarra acústica. Foi bom deambular pela tragédia de fanatismo religioso de um seita que encarcerou dezenas de mulheres nos Estados Unidos. E  essa componente visual não foi, de modo nenhum deixado ao acaso. Os Tree recorreram a extensos filmes, muitos bem elaborados, para ajudar a toda a narrativa que se queria contar. O clímax da 1ª parte centrou-se, sem dúvida, no épico de The Incident - Time Flies - um tema extraordinariamente bem concebido, como uma «Dogs» moderna reinventado, com um acorde acústico vibrante e que funcionou muito bem ao vivo. Depois do instrumental pirómano Circle of Manias e a blada de despedida I Drive The Hearse, os nossos camaradas birtânicos retiraram-se para um pausa de 10 minutos.
Regressando com um retorno (passo o pleonasmo) a um dos seus melhores trabalhos In Absentia quer tanta presença teve no ano anterior. Colin Edwin começa com 3, que é só colmatado pela já grande reverência nas percussões do mundo progressivo - Colin Edwin. E porque nem só de guitarras vivem as bandas, o Rick Wright discreto Richard Barbieri, Dr. Richard Barbieri.
Foi altura de revisitar então Fear of Blank Planet, músicas quais que já tinham sido tocadas no ano passado, Way Out of Here e Anesthetize, desta vez mais curta para caber na 2ª parte do espectáculo, que não tardaria em terminar.
Relembrou-se com alguma placidez, Deadwing, álbum que tem sido esquecido algumas vezes pelos Tree, sobretudo, porque lhes deu alguma fama. Especialmente Shallow que nunca tocam ao vivo. Mesmo assim ficou So Called Friend e ainda uma versão esquecida que ficou de fora de Fear of A Blank Planet, então relegada para o EP, Nil Recurring. Depois do Adeus ficou a promessa de regresso. Parece que gostaram mesmo de nós.


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

PHADO POR MARCO MIRANDA aka M-PEX (2009, INDEPENDENTE)


A guitarra portuguesa tem sido um instrumento muito pouco explorado para além do tradicional segmento do Fado tradicional. Um aluno do técnico decidiu alargar os horizontes deste extraordinário instrumento. em conversa com o próprio Marco, descobri que este é um projecto todo ele estritamente individual, desde a concepção até à produção, não havendo
Por desconhecimento próprio, fui mais uns amigos ao ainda promissor DI BOX em Arruda dos Vinhos. Investimento isolado de uma família com «bagalhuça», que decidiu dar um presente a uma terra que tem desaproveitado. O espaço estava vazio, e algumas pessoas não estavam ainda preparadas para ouvir música instrumental.
No palco era apenas uma banco, e um computador portátil com saída de som. O conceito era aliar o som melancólico da guitarra de Fado ao ambientalismo da música electrónica. A fusão entre os dois é inesperada, mas francamente positiva. A guitarra de fado acaba por ser a voz ecoante por todas aquelas paisagens vindas da música de computador. Isto acaba por sobressair por que Marco é dotado de uma técnica bastante desenvolvida na guitarra de fado, quase que como um mstura de Carlos Paredes com Jose Satriani, desenvolvendo o culto da guitarra solista. O seu projecto individual aproxima-se bem do trabalho que tem  com o violinista dos Corvos, Tiago Flores e o Flautista Marco Ramos, também responsável pelos efeitos. Foi preciso por coincidência encontrar este projecto, que me demorou quase um ano a redescobrir, após o mini-concerto para o Portugal No Coração.

Phado, o disco de estreia, centra-se na reinvenção do Fado. Phado mehnor é um bom exemplo disso. Com um melodia que quase parece uma valsa semi-moderna, que deu lugar a uma entrada inesperada das odaniscas bizarras que por ali andavam.
Hydheia reflecte também essa intenção de refazer uma tradição, e de se buscar as tradições existentes, e a simbiose de dois estilos de música opostos a princípio, parece estranho de início, mas natural com o tempo, visto o som da guitarra portuguesa se manter natural, mas com uma maneira de tocar adaptada ao electrónico que serve de pano de fundo à sua extrapolação. Acho quer seria, no entanto, mais interessante ver mais instrumentos em palco. Em vez das batidas electrónicas, encontrar um baixo. Almathika foi o que conseguiu mudar o andamento, levando alguns cépitcos a crer que a música tinha de facto mudado. Com uma batida rápida e expressiva, e com uma guitarra melancólica, consegue de facto denotar o contraste em relação às anteriores.
A venue acabou com Phadistikal, um Fado quase Daft Punk. com forte enfâse nos electrónicos e uma guitarra portuguesa quase oriental.
Com o 2º disco quase a sair - Viver e Senitr Portugal -  Marco Miranda continua com a tarefa árdua de fazer música experimental, mais a mais em Portugal e com a tradição portuguesa.