sexta-feira, 16 de outubro de 2009

GRANDES MALHAS#5: THE BEATLES - GET BACK

Com os Fab Four há-de haver muitas músicas para colar. Quase que dá para preencher os dias do ano, com tanta coisa boa que eles têm para nos mostrar. Esta é uma grande malha do verdadeiro rock n' roll. Vejam atitude deste Sr., Sir Paul McCartney, com um apose mesmo rock e rebelde. Quase em ltura de retirarem os Beatles ofereciam dois dos seus grandes álbuns. Há quem ache Let It Be decpcionante. Eu acho que é os Beatles no seu melhor. John Lenno a sacar grandes solos improvisaddos de country rock e Ringo a fumar o seu belo cigarro, George Harrison com um ar descontraído e Paul McCartney com a sua voz esganiçada. Isto mete respeito.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

ÁLBUNS MÍTICOS #3: THE BEATLES - SGT PEPPER LONELY HEARTS' CLUB BAND (1967, EMI/PARLOPHONE)



Com certeza este é um dos álbuns mais icónicos de sempre. A capa memorável, e sempre que se fala dos Beatles é inevitável embater neste colosso.
Para ser granco não consigo indagar da origem do mito, porque de facto tudo o que foi feito a partir daí foram ramificações do que os Beatles fizeram nesta grande viagem mental. E não bastou muito para dizer a verdade. Quem viu imagens de arquivo para verficiar estes granse génios em trabalho, vemos uns escassos microfones, uns quantos instrumentos entre umas guitarras , dois pianos, um baixo, uma betria simplex e uns bongos e maracas para Ringo dar uns toques exóticos. Tudo o resto foi a extraordinária mente humana.
Curioso é a faciloidade com que eles conseguem abordar determinados assuntos, inclusive o próprio fenómeno de banda, ou seja eles próprios. Para isso deram-lhe um jeito conceptual que aliás já andavam a explorar com Yellow Submarine. Num serão, a banda junta-se para entreter uma audiência. Com uma entrada com sopros mutio triunfal, a Sgt Pepper Lonely Hearts' Club Band num ar muito modesto, aprenderam a manejar as tubas e os trompetes e as malhas de guitarra. Nunca foram grande espingarda, iam e siam da moda, mas acabbam por garantir um bom serão. A capacdade introspecção para o próprio megafenómeno musical nunca se viu noutra banda, a capacidade de auto-análise. Vimpos que bnoutras bandas foi até quase que uma expiação, senão uma forma de conflitos, caso dos Pink Floyd e a sua ópera-rock The Wall.
Permanece o talento inato para a composição de canções, e para isso cresce o fenómeno de colectivo, da primazia do arranjo musical de grupo, que sempre superou a composição individual. Os Beatles foram, são e serão sempre maiores do que o fenómeno individual do que os seus membros, mesmo que somados. Daí Witha a Little Help From My Friends mais uma vez uma auto-análise do espectáculo e a relação banda-audiência. Uma grande canção com todos os elementos do sucesso. Não interessa se é comercial. Nem foi essa a intenção dos compositores, mas a capacidade de escolher a melhor nota para cada momento e a harmonica conjunta dos membros. Vemos no fim é como uma fórmula matemática, sabemos que aquele é o rersultado certo e perfeito da articulação de todas aquelas notas.
De Sgt. Pepper sai também aquilo que hpoje em dia é inseprável da música, especialmente do rock. Os Beatles foram os primeiros a explorar e a dissertar sobre essa faceta, e de uma maneira bem inteligente. A revolução social, e tudo o que as drogas ofereceram não veio de Sweet Leaf, Snowblind dos Black Sabbath ou Saucerful of Secrets, Set The Controls for The Heart of The Sun dos Pink Floyd ou Strane Brew dos Cream e tatas que poderíamos referir que têm halucinogénicos como ponto de partida. Veio de Lucy in the Sky with Diamonds ou Fixing a Hole.
Mas os Beatles que acompanharam todo este processo de forte mudança social estavm prontos a ir mais adiante. Experimentar, re-experimentar e no fim voltar às raízes, como uma atitude de quase veteranos em Le it Be. Mas isso são contos para outras ocasiões.
O ocidente, por enquanto, fazia a sua 2ª viagem para oriente, desta fgeita pela cítara de george Harrison. não para dominar, mas para de lá trazer as suas raízes e os seus ensinamentos para uma grande viagem mental em Within You Withou You. Daqui nasce a mistura entre o rock e a música tradicional, que afinal era possível. A música parecia deixar de ter barreiras e rótulpos que nós ouvintes estamos sempre a tentar colar como se fossem migalhas de Nansel & Gretel para nos orientar o caminho. O exemplo está no classicismo que os Beatles conhecima bem em She's Leaving Home.
Mas aquilo que fz os Beatles, uma marca orgulhosamente britânica que vive muito da guitarra. Outras bandas como os Yes, e os Genesis haviam de explorar daqui em diante. Being fo the Benefit of Mr. Kite!, ou a Day in the Life, temas que foram sempre queridos aos Beatles. Ou a típica música, dedicada à musa feminina, Lovely Rita no seguimento de Hey Jude ou Michelle, Martha My Dear.
A pedra basilar da música moderna, junta todos os elementos mais extensos da música, destronando todas as barreiras do que se pode ou não fazer com a música. Isso foi e é verdadeira arte.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

GRANDES MALHAS#4: THE BEATLES - DRIVE MY CAR


A maior banda do mundcertamente composta das músicas mais memoráveis. Grande parte do procuramos acabamos por lá encontrar. Hoje escolhi esta porque tem uma excelente entrada de todos os intrumentos. O acordo muito rock e um baixo cheio de groove, que dá o mote para Ringo sacar da tarola da sua bateria. O refrão tem uma melodia cativante e que muito facilmente nos fica no subconsciente e uma letra ópitma para os domingos quando ambicionamos ser motoristas das nossas namoradas,

terça-feira, 13 de outubro de 2009

GRANDES MALHAS#3: RAINBOW - STARGAZER



Mais um grande riff do mítico Ritchie Blackmore, que se tornou num do primeiros mestre nestes segementos de notas bem sacados. Para além daquele final que chega a bater nas estrelas, constelações e para além mais. Aqui representado por O Senhor dos Anéis vocais Dio, que revisitou a sua antiga banda a solo. Mais uma grande canção aqui a bater em cheio no Heavy Metal, mas com um poder melódico transcendental.
GRANDES MALHAS #2: KING CRIMSON - LARKS TONGUE IN ASPIC. PT2


Hoje voltamos a uma viagem por aquelas músicas que ficam coladas ao meu imaginário como lapas e que me fazem inadvertidamente balançar a cabeça no sentido vertical. Vejam e ouçam como a guitarra tem um riff simples, mas poderoso e cativante, com um baixo a rasgar ps limites da imaginação. Deixam-nos os berlindes celestes a voar indefenidamente.
Não admira que os Dream Theater tenham feito um cover deste original dos King Crimson. A sua natrueza instrumental precorre os alicerces daquilo que são os Dream Theater e dos quais os King figuram como reis no elenco de influências. O real Robert Fripp demonstra aqui na simplicidade, como Richi Blackmore, que nao é preciso sempre perder-se em escalas infinitas para ser-se considerado um grande guitarrista

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

THE DEAD WEATHER - HOREHOUND (2009, THIRD MAN RECORDS)


Jack White é como um pequeno diabo do rock, tem de estar sempre a inventar, a trabalhar em coisas novas. Um verdadeiro caso clínico de compulsi-vidade pelo trabalho. Sempre que trabalha com alguém novo, lembra-se de vir com novas propostas para novas sonoridades. Dead Weather sai exactamente de um acidente durante um afatídica digressão dos White Stripes que nunca viram a luz do dia na Europa. Problemas vocais levaram a que a donzela deprimente e sado-masoquista, com um «ligeiro» toque de estrela de rock auto-destrutiva Allison Mosshart dos Kills assumisse o papel de voz. Até que White pensou e se eu pegasse nas minhas baguetas e fosse rockar para a bateria. Foi isso mesmo que aconteceu para juntar Jack Lawrence (o sósia conhecido de Jack White) dos Greenhorne e também dos Raconteurs e Dean Fertita dos Queens fo The Stone Age para um disco tipicamente transistor. Jack nunca aparentou muito juízo naqueles c**nos.
Basta pensar no nome querido que pensaram para o álbum, (W)Horehound. sugestivo não parece.
Até porque Alison Mosshart não é flor que se cheire, e o mesmo se pode dizer do álbum. Se é para isto mais valia continuar com os Raconteurs. Aqui se vê em pleno a falácia da composição, o facto de termos bons elementos juntos num grupo, não se segue que o grupo seja bom, pelo menos tão bom quanto a soma das partes,
Este álbum fica um pouco aquém tirando obviamente aquilo que o toque de Midas de Jack White consegue salvar. Digamos que faz dele um álbum mediano. Temos o típico blues country que sempre persegue Jack nas suas raízes com a pergunta retórica «Will There Be Enough Water» ou até o cover do seu ídolo Bob Dylan «New Pony».
O álbum transpira Sadismo por todos os lados, «Cut You Like a Buffallo», ou a fetichista «Treat Me Like Your Mother» ou até «Hang You From The Heavens». Isto deve-se à presença feminina arrojada de Mosshart que nunca jogou com o baralho todo. Mas não fica atrás destas mentes perturbadas, aliás ele é a verdadeir rainha de copas para estes meninos. Não é uma musa, mas uma górgona demolidora, que não contribuiu apenas com sua voz, mas participa na escrita as músicas.
É uma boa experiência para dias cinzentos e dolorosos.



GONG -2032 (2009, WAVE)


Podemos pensar nos Gong como uma grande família de estranhos. Uma verdadeira Pedra Basilar da música moderna que se sediou nos arredores de Paris. Sem querer sou puxado para um universo alternativo, muito futurista. Tipicamente francês. Eles têm destas coisas, já se sabe. Lembro-me com frequência de Adolfo Luxúria Canibal e dos seus Meccanosphere.
Os Gong não seguem exactamente a sua parada, mas trazem à baila um França outrora muito vanguardista. Só fica a faltar os orgulhosamente francês. Parece que, hoje, todos se armam em Anglófonos e temos que nos render ao seu universalismo.
Como não podia deixar de ser há uma grande história por trás e  2032, vem no seguimento da Tirologia Radio Gnome. Se Acid Motherhood foi uma viagem corrosiva, em 2032 somos convidados a vestir os fatos de astronauta e entrar no Espaço Gong.
E é tudo menos linear, bem pelo contrário, do mais eclético que pode haver. Os primaços David Haellen, Steve Hillage, Gilli Smyth, Miquette Giraudy, Mike Howlett, e Didier Malherbe voltam à carga para continuar o legado de Radio Gnome. e soam a um Hard Rock estranho, com esquizofrenia bem típica da Geração de Orfeu.
Por detrás de toda esta mísitca e aventura espacial está uma crítica mordaz às sociedades modernas. è com aquela batida de tarola que entra de ronpante para dar lugar a um riff bem ao estilo de King Crimson. City of Self Fascinaton é o lado bizarro, de um mundo moderno, a patologia de Narciso, todos nós sofremos do orgulho contemporânoi de nos apaixonarmos pelo nosso nível civilizacional e nem parece haver banda mais eclética do que esta misturando gritos enlouquecedores de Miquette com o Rap de David Aellen.
Por detrás de toda esta maquilhagem vem o rosto desfiguarado da sobrevivência desenfreada, compoetição e selecção artificail. O toque intrumental dos Gong faz passar isso mesmo em «How To Stay Alive», a longa do disco, que mais parece um hip hop fanfarrão e brincalhão, que se assemelha ao lado B de HipHopapotamous vs. Rhymenocerous dos Flight of the Concords. Mas não se assustem que a Guitarra Mágica e cheia de alucinogénicos não anda muito longes. Foi só para deixar o Drum N' Bass de Mike Howlett e Chris Davis.
Nem a manipulação do corpo feminino e a exacerbação do mundo virtual ficou por caricaturar em Digital Gril. Ao que parece a adição do ser humano ao mundo digital pode ser um problema preocupante da humanidade daqui a uns anos. Mas entratanto os Gong tratam tudo com muito humor e mestria musical. Do princípio ao fim a música envolve-se num jazz obscuro com musica tribal, e uma guitarra que mais parece um Robert Fripp em Cirkus, com trompete e saxofone à mistura. Viagem de Ácidos mas com respeito.
Guitar Zero então só pode ser a mais pura das ironias para os «Querem-Ser» (Wannabes). E para os invejosos Steve Hillage até se mantém discreto, dando lugar a Didier Malherbe para um grande solo de saxofone e Miquette desperta a mente com o seu teclado ambientista que impressionaria o próprio mestre Rick Wright . E no entanto, aquela tenacidade, por vezes aborrecida, mesmo à Daft Punk, com frases repetitivas e electrónicas.
O verdadeiro épico, bem ao estilo o neo-prog rock dos Muse com apelo à grandiosidade clássica dos Rush em Wacky Baccy Banker. David Aellen não guarda nada, nem o estilo maluco dos Primus que tanto beberam destes. Loucura é a palavra de ordem, e quando menos esperamos, a música muda de ritmo e de compasso, como e passássemos de multiverso em multiverso. Fazem lmbrar os Primitive de Alternative Prison ou Tips & Shortcuts.
Um grande regresso do ano.