quinta-feira, 30 de julho de 2009

TINARIWEN - IMIDIWAN:COMPANIONS/CONPAGNONS (2009, INDEPENDENTE)

Os Tinariwen são um fenómeno dificíl de descrever, tal e qual a sua música de circunscrever, enquadrar. As suas músdicas vão bem à profundez das tradições touaregs e beduínas, e as suas personalidades confundem-se com as do deserto. O seu som é pacífico no trato e na audição, mas as letras e os temas são longos e impossíveis de descurar. Muitas falam sobre as diiculdades na vida do deserto, as amarguras e os scarificíos de lonmgos anos de guerra civil e pobreza. Digo isto, porque eu fui uma daqueles que ao ouvir a língua árabe, desconhecendo do que falavam, parti do princípio que para os tinariwen a vida era camelos e shilons de haxixe. Mas não, é muito, muito mais do que isso. Na verdade, nem isso é sequer.
Também não é só isto que se resume asingularidade dos Touaregs, as suas músicas são tribais, e regionais tocadas com instrumento convencionais do rock. Isso torna-os mutio mais especiais. Facilmente podemos visualizar-nos a percorrer longas milhas do deserto do Mali, a ouvir as melodias suaves e tranquilizantes destes touareg. Para além disso, eles são de um povo que tem sido menosprezado e temido e alvo de preconceitos e censuras injustas por parte da civilização ocidental. Os tinariwen surgem como um grupo capaz de interromper rupturas, ou talvez apagá-las, definitivamente.
A minha experiência de estreia foi, no mínimo, sublime. Uma das grandes apostas do Arrábida Músicas do Mundo foi busccar estes malis ainda desconhecidos para o Povo Lusitano, mas que já tocaram nos Festivias mais conceitados de música alternativa como o Download e o Coachella. Talvez, com muita sorte o AMM figure entre esses.
Com uma formação um pouco mais simples, os Tinariwen conseguiramk tomar-nos de assalto, embora na altura para mim o prato principal fosse, sem dúvida, The Legendary Tiger Man.
Aproveitou-se esta soirée para promover Imidiwan, o novo álbum. E muitos foram os ensaios, e com algumas dificuldades sonoras, mas muita humildade e fraternidade. Com fortes coros, Imidiwan afrik Tendam ecoou pelos corações dos europeus, que nada compreendiam do espírito touareg, mas através das guitarras as vivências eram-nos transportadas para a mente.O poema de Mohammed Ahmed foi-nos narrado através da voz e guitarra scat de Abdallah em Tenhert. Lulla e Imazghen N Adagh também foram revividas e deram-nos a amostra do potencial destes magos do deserto. Uma banda que causa inspiração e estudo por todo o meio musical.

terça-feira, 28 de julho de 2009

PROMESSAS PERIGOSAS DE DAVID CRONENBERG (BBC Films/Télefilms)

Há já algum tempo que ansiava por ver este filme. Como não o consegui ver no cinema a tempo tive que gramar a dissertação a favor dos Clubes de Vídeo que neste momento sofreram um abalo tremendo. Mas têm algumas vantagens, poupam espaço em casa.
Este acaba por ser apenas mais um filme de um aclamado realizador, como de um aclamado tema, o crime organizado com violência crua e mordaz, quase ao desbarato.
Quer dizer, o filme trata algo que não percebemos, mas que todos acabamos por perceber e tirando o facto de tratar de certas particularidades da Máfia Russa - os vory v zakone -, os atecedentes históricos contados através de tatuagens corporais, têm pouca relevância para o homem comum além disso. Porque tudo o resto é crime organizado que todos conhecemos, com violência, ilegalidade, crime e muito sangue. O que muda são os rituais, as ligações históricas à pátria, e o modo como se educa as gerações vindouras para o crime.
Mas talvez esteja a ser redutor. Talvez conseguisse ficar aqui a expor um sem-número de razões a apoiar o filme. A sua prespectiva teatral pelo facto de o filme se reportar a muitos cenários que se repetem no filme. a densidade psicológica e o facto de os russos, enquanto povo, trazerem consigo no peito uma enorme melancolia e dor de gerações podem mudar um pouco o ponto de vista que se focou no filme, e que tenta pespectivar esse lado humano com grtande intensidade psicológica na diáspora russa. Todavia, eu não sou técnico de cinema, por isso tento dar a mi nha opinião enquanto mero interessado.
Todos sabemos bem a que se dedicam estes grupos criminosos. Tráfego humano, exploração de jovens, prostituição, tráfego de drogas, eventualmente, contrabando. Isso não é novidade alguma.
Porém, existe, lá está, descendentes russos que se inseriram na sociedade britânica, integraram-se na mesma de um modo normal e comum. Estes, conseguiram optar por uma vida diferente do que aquela de despejar corpos no Tamisa. O filme consegue reflectir correctamente essa caracterísitca humnana de reflectir os costumes, o espírito de um povo, de um qualquer ascendente colectivo e que se transportam com essas pessoas para espaços e ambientes diferentes. Muito do filme revive em volta disso. Daquilo que as pessoas reflectem no Volkgëist e que não abandonam, pelo menos imediatamente. Então, na máfia russa fica maracado para toda vida na pele de um dos seus membros.
Anna Ivannovsa (Naomi Watts) é um desses lados e Nikolai (Viggo Mortensen) um mebmbro ambíguo do outro. Estes dois personagens vão trocando impressões e passando por coincidências premeditadas que não dão em química alguma, à medida que Nikolai ascende na carreira de motorista para membro definitivo da máfia russa. Tudo começa, como seria de esperar, com o assassínio de um mafioso. Nunca nos apercebemos bem porque foi morto, só porque alegadamente foi morto. Mas por outro lado está bem observado, Nestes meios as coisas não jogam pelo que são e o propósito que servem, mas pelo que parecem e o pelo interesse que têm de servir.
Semyon é o líder da máfia russa que muito discretamente dirige o tráfego e a prostituição em Londres. Uma das suas «meninas» consegue fugir e dar à luz no Hospital de Trafalgar, morrendo em trabalho de parto. O seu diário é tomado pela enfermeira Anna que através da menina e da falecida mãe sente os seus laço refortalecidos à sua terra natal. Acaba por encontrar as ligações da jovem russa. Quase como subir a cadeia alimentar.
O resto é muito previsível, pois todos sabemos que existe uma ratazana no meio de tudo isto e que colabora com a Justiça. É disso que nos vamos apercebendo ao longo da história que acaba com um monólogo muito interessante e eventualmente um duleo com a própria consciência.
Um conto antigo, mas contado de maneira diferente. Contudo não é de se deitar fora, pois é capaz de nos fazer passar um bom serão.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

DAVE MATTHEWS BAND - BIG WHISKEY AND THE GROoGRUX KING (2009, RCA RECORDS)


Independentemente de tudo o que possam dizer achei que este último Lp dos DMB, um excelente trabalho. Não só pela nobreza da dedicação a um membro que já não mais se encontrará com eles em vida, como pelos bastante bons arranjos musicais que compões esta venue. Não é com surpresa que o álbum tenha sido tão visitado neste última digressão europeia, e o facto de ser tão cativante.
Foi com estridência vocal, e uns acoredes de blues muito bem sacados, que os multi-facetados e brilhantes instrumentistas se propuseram a encerrar o último dia do Festival com melhor cartaz do ano. Não faço publicidade, limito-me a fazer um juízo de facto.
É com um som, do últimos a ecoarem do saxofone de LeRoi Moore, e com um pouco de paródia e boa disposição que começla este álbum de tributo. Poder-se-ia logo dizer que o álbum tem um rumo, é focado, e tem um propósito. Mas não deixa de ser uma compilação de músicas ecléticas. Com um apelativo ritmo blues rock, e um Dave Matthews cheio de feromonas, que despoleta a magia dos Virginianos. Com boa disposição os DMB são também um tributo à diversidade e a beleza que a compõe. E o mias irónico de tudo isto é também a boa disposição e o modo quase filosófico que eles conseguem retirar de algo tão finito quanto a morte. Toda a ironia da vida se reúne em Funny the Way It Is. Depois de ouvirem aquela transição de compasso e mudança de tom é difícil que qualuqer som dos DMB possa soar disperso. Para além de que Dave Matthews consegue retirar do conceito de vida o ponto humilde m,ais belo, com uma naturalidade tão singular aos sul-africanos.
Ainda bem que esta entre outras haveriam de ser mostradas aos portugeses na agradável noite de 11 de Julho de 2009. Para além da ironia que avida nos transmite, só mesmo a reflexão sobre o acaso e o infortúnio de uma moderação quase bossa nova, com muito soul elaboradamente orquestrado, pode acentuar a reflexão que jaz em todas as músicas do disco. Sempre com uma prespectiva modesta, no bom sentido, mas com muito bom gosto musical. Esta seria uma das mais a juntar-se ao reportório em Portugal. Lying The Hands of God, parece o mel que enhce a nossa garrafa vazia, capz de nos acompanhar em muitos dos nossos momentos quotidianos. Caracterísitca da música que muitos se esquecem de fazer quando criticam um álbum. Big Whiskey and The GrooGrux King é um excelente disco visto nessa prespectiva. Bom para alta rotação no quotidiano.
O álbum desce para um ritmo mais lento, e mais descontraído, mas todas as músicas valem a pena ser ouvidas.Why I Am e Dive In, são um pouco mais comuns, mas mesmo assim agradáveis. Junto do fim aparece-nos mais um presente de dia 11 - Alligator Pie.Um música com grandes vibrações.
13 canções, muito diversas fazem deste, não um excelente, mas um álbum medianamente bom. Talvez aquém do potencial dos DMB, mas acho que fizeram bem o seu trabalho.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

terça-feira, 21 de julho de 2009

STREET SEEPER SOCIAL CLUB - STREET SWEEPER SOCIAL CLUB (2009, WARNER MUSIC)

Tom Morello é, sem smbra de dúvida, um dos melhores guitarristas à face da terra. Para além de conseguir inventar e reinventar um estilo, ele reinventou uma maneira de tocar guitarra, elevando o funk e o hard rock a outro nível diferente, como também o de compositor e condutor de projectos musicais. Não só voltou às suas raízes, como arranjou um substituo para Zack de La Rocha - Boots Riley.
A fórmula não é nova. Os Rage Against the Maxhine já varriam o lixo da rua, com as suas enormes críticas socias mordazes e realistas, como também, revolucionárias. A reunião dos RATM apenas agulou o desejo de Morello de regressar aquilo que ele sempre soube fazer muito bem, riffs de intervenção para apelar à porrada, Não censuro. Eu próprio quero sentirm-e tentado a pegar no próximo tijolo (como apela Boots Riley em The Squeeze) e cocktail molotof e esmagá-lo na cara do de um segurança, com toda a raiva do mundo. É a música da revolta.
Muitos fãs de RATM, como eu, vão gostar deste novo projecto, que não deixará de parecer uma substituição do velho Zack, Tim Bob e Brad Wilk. Mas como podemos, ver, musicalmente, a mestria de todas notas instrumentias que saim daquelas colunas e auscultadores, era do nosso velho Tom. Ele era a alma criativa, sem dúvida.
E para continuar este manifesto, Morello teve que recrutar alguém com um perfil aproximado do Zack. Tal como este, Riley cedo se apercebeu das questões políticas, económicas e sociais prementes. Isso motivou-o a ingressar no Progressive Labor Party e no Comité Internacional Contra o Racismo. Mas tal como Zack, apercebeu-se, quase simultaneamente do poder das letras transmitidas através do microfone. E musicalmente, o sentimento de reolta e intervemção pode melhor ser descrito do que através do rap e do hip-hop. Aliás, esse cariz consta das verdadeiras raízes do hip-hop, que nasceu dos bairros sociais, os célebres «projects». Mais tarde fundou, os The Coup, que nunca atingiu o suesso dos RATM, ou de outras bandas de rap, vocacionadas para a música de intervenção. Ficariam célebres pela capa do álbum lançado imediatamente a seguir ao 11 de Setembro, que mostrava os membros da banda a asisitir ao colapso das torres, como colapso do próprio sistema capitalista.
Mais tarde, Tom Morello viria a actuar várias vezes com os Coup, o que levou ao delineamento deste projecto. Foi sobretudo, a vontade de reviver aquilo que constituia o espírito dos RATM, músico como veículo de ideias e de criticismo político que se perdeu com o sucesso da banda.
Só que quem ouvir SSSC, apercebe-se das semelhanças, mas também mais variação e mais apelo e suavidade que não havia nos RATM. Nota-se claramente um fuga para o funk que não acontecia nos primeiros álbuns dos RATM (Rage Against The Machine e Evil Empire). Oath, por exemplo começa em harpejo, e The Squeeze tem artifícios vocais que Zack não usava. Mas nota-se em Riuley um excelente construtor de letras, que não procura, nem persegue o sucesso. E Morello claro está, como um mestre dos riffs, entre os melhores, James Hetfield, Adam Jones, Jimmy Page, os que quiserem. Óptimo para reviver a alma dos RATM, mas sob escamas diferentes.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

SUPER BOCK SUPER ROCK - ANATOMIA DE UM (CRESCENTE) DESASTRE


Se calhar deveria reformular este título. Quando elaborei o tema, o assunto do presente artigo tinha em mente um festival que é apenas uma sombra do que já foi, com as ambicões em descrescendo, tal e qual os clubes que alojaram e deram espaço a este festival. O Belenenses foi para a 2ª divisão, e o boavista continua em curva descrescente para o abismo da 2ª Divisão B e 3ª. Talvez a Odisseia culmine nas distritais. Ao que parece o orquestrador é o mesmo, o careca do Pacheco. Curioso não?!?!!
O Super Bock Super Rock foi exemplo disso mesmo. Mas já não é apenas incompetência, é falta de sorte. Quem diria que osa cabeças de cartaz haveiram de faltar à última da hora. Ninguém se lembraria de pagar € 40 ou 50 só para ver Xutos &Pontapés e The Gift como cabeças de cartaz. Mas tudo se resume a política que tem vindo a ser seguida e perseguida pelo Sr. Montez e a sua Música no Coração ou Codação. Completamente ultrapassado pelo seu ex-sócio que farto do dirigismo fachista do (ex)amigo lançou-se pelo percurso de uma verdadeira organizadora de espectáculos. Em resumo, trazer a terras lusitanas tudo o que possa facturar. E já agora., fazer coisas que ainda cá não se falam, como inovar, copiando tudo o que se faz lá fora em termos de organização de espectáculos. Mas trazer, implica mesmo trazer, em grande e em absoluto, rasgando qualquer competência. Foi assim que o Alive cresceu para o Festival, sem dúvidas, com o melhor cartaz deste verão. Com dois a três grandes nomes por noite. Mas isto implica que se pague bem pelo que se quer ver.
E nisto, o nosso amigo Montez ficou sem capacidade de resposta. Ficou-se pelas metades, pelo aproveitamento do monopolismo que lenatemente se desvaneceu. Mesmo assim foi uma supresa ter ainda levado a enchnte que levou ontem.

Mas quem é que se lembrqa de fazer um Festival repartido? Só mesmo um grande otário. Pois perdeu, ainda por cima em época de crise, todos aqueles que pensavam em ir aos dois dias e adquirir o passe. Ninguém vai ao Porto, ver um dia, para depois regressar a Lisboa. Ninguém que tenha de pagar as suas contas, a sua casa e o amargo preço da sua independência.
Depois o cartaz. É tudo menos um cartaz que possa fazer a diferença. Duffy era só a menina capaz de rebentar a paciência a qualquer um, e Killer a banda com maior ambição e queda que uma indústria discográfica poderá fabricar. Certamente se semeará, já nem digo metades, mas quartos de certeza, daquilo que pretendem ser.
Para além de que a vontade de satisfazer os ávidos fãs de bandas que nunca nos visitaram, das grandes bandas fique sempre aquém das suas pretensiosidades.
A não ser que me demonstrem que entre Montez e Covões existe um conluio, um grupo coscietárioa camuflado, a Música no Coração merce certamente perder o seu estatuto, e passar segura e com confiança, para a distrital desta conmpetição. No meio disto tudo, perdemos nós consumidores. Mas quem escolhe os seus concertos, não vqai a todas, por isso fudjam-se todos.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

OPTIMUS ALIVE '09 PASSEIO MARÍTIMO DE ALGÉS 11 DE JULHO DE 2009

O último dia do festival metropolitano havia de começar da pior forma possível, e logo agora que tinha começlado com o pé direito, acabou por se revelar disfuncional. Com a organização a revelar as suas falhas da pior forma possível. Primeiro foi o sistyema de barracas a darem barraca e da grossa. Imaginem-se a pagar o bilhete em dinheiro vivo, €90 que não são brincadeira, quando um brutamontes do ca****o decide rasgar-vos a pulseira, já de si frágil e falível. Isto porque decidiram apostar num fecho de pulseira muito à frente, que acabava por permitir a remoção das pulseiras inteiras sem corte respectivo das mesmas.
Depois de ter de fazer viagem de regresso para ir buscar «o comprovativo» que era nada mais, nada menos que o bilhete que a pulseira visava substituir. Mais, o velho responsável pela substituição das pulseiras, perante uma ameaça de reclamação da minha parte, recusou-se a substituir a pulseira rasgada pelo segurança, sem a prersença do bilhete, nem me dando o mesmo livro de reclamações sem apresentação do bilhete. Se calhar esqueceram-sde lhe ensinar, que nenhuma entidade que preste serviços a um consumidor pode recusar-se a fornecer o livro de reclamações. Foi assim que este episódio acabou por terminar. com uma reclamação evitável. Não tive nenhuma vitória de facto, mas ao menos pude esfregar o emu descontentamento na cara daqueles merdas.
Passando a coisas mais sérias. Quando cheguei fui logo presenteado com Chris Cronell que estava com um péssimo aspecto, de quase acabado. Será que ele decidiu ficar mesmo grunge grogue para compensar a corrupção para o mundo do Rn'B ranhoso. O certo foi que só roçou o novo álbum, com muita distorção pelas guitarras. Apesar de ser um vendido, não deixei de me render aos temas antigos que ele preconizou. Acreditem que stavam lá todos, ou quase. De Soundgarden regressaram Black Hole Sun, Rusty Cage, Outshined e Spoonman, em suma os temas mais sonantes. Claro que por mim podia disparar todo o concerto ao som de Hands All over, Ugly Truth com totil solos de bateria à Matt Cameron. Mas não foi só essa a mercadoria que a Cronélia trouxe a Algés. Havia mais hard funk rock pelo supergrupo Audioslave. Conta-se Cochise, What You Are, Show Me How To Live (isto as malhas à Tom Morello são , para mim, inesqucíveis) e até Temple of The Dog foram revisitados com Hunger Strike. O reportório compensou as falhas, até porque este «homem» tem muito historial. Mas em actuação deixou muito a desejar. Nem se dignou a pegar na sua velha companheira de seis cordas, e já para o fim em histeria começa a debitar gritos que em nada se comparam ao de outros tempos.
Depois foi altura de esquecer o que se passava no palco principal, mas deixei-me a ver os palhaços de Los Angeles. Já sabia que eram maus, mas a teoria comprovou-se. Mais que se comprovou. Aliás, como disse a alguém muito especial, a foto do festival acabaria por ser a da rameira de Satã, mas mansinho - Fergie. Parece-me mais ferga. Porca, badalhoca, sem qualquer conotação musical, e com uma voz péssima, ranhosa, como a propagação do som pelo espaço vazio, ou seja, nenhuma. Os pretos apostaram no cavalo certo quando quiseram dar o pulo para o sucesso, ou mega sucesso. Lá se seguiram os temas habituais, que desconheço, mas foica aqui o meu comentário a um dos cabeças de cartaz. Se já não gostava, agora ainda menos.
Estava à espera era de uma das bandas que me fez comprar o passe e largar €90. Por incrível que pareça, para uma banda deste calibre, Dave Matthews é um tipo humilde e mesmo acesível que deixa a m´sucia falar por si. E fala bastante.
Antes disso ainda tive oportunidade de espreitar uma das supresas pessoais no festival e de origem nacional. Linda Martini e a sua mega-destruição ruidosa, fizeram despertar curiosidade cientíica que ainda não tive chance de verificar. No entanto, fica o aviso para os incautos que dia 30 vão estar no Music Box com Portugal, The Man uma banda norte-americana, atenção, que se está a tornar revelação nacional. Com um nome destes só podia.
Já para o encerramento do festival, os magos ao vivo abriram com um blues rock nítido e poderoso. shake Me Like a Monkey acabou com o torpor e mais do que pôr-nos a mexer de maneira estúpida, abriu os ouvidos de uma maneira fenomenal (não fossem as malditas dores nas pernas). Mas houve espaço para boas e mais canções com malhas de violino, saxofone e trompete e guitarra eléctrica infindáveis em Alligator Pie. Mas também houve espaço para boas baladas e profundas Lying in the hands of God ou Why I Am. Se eu tivesse levado a lição melhor estudada. Despediram-se da melhor maneira, com cover de Bob Dylan, ultimamente celbrizado por Jimi Hendrix All Along The Watchtower. Dificilmente acabaria melhor, aquele que musicalmente se revelou o melhor cartaz deste verão.