segunda-feira, 30 de março de 2009

DAZKARIEH - HEMISFÉRIOS (2009, SONS DA MÚSICA)


Foi com alguma estranheza que em meados de Agosto de 2008, em pleno Castelo de Sesimbra, vi os Dazkarieh pela 1ª vez, em muito tempo, depois de uma forte digressão pela Europa Central e de Leste. Vasco Ribeiro Casais tinha cortado a sua farta cabeleira, Baltazar Molina tinha saído, e o conjunto de percussão tinha sido substituído, vejam lá, por um arrajo de bateria. Um jovem de Viseu, contava Vasco em pleno concerto, tinha aparecido nas audiências para um substituto de Baltazar. A mudança deixou-me um pouco apreensivo, e o som da tarola deixou-me um pouco fora do ambiente tradicional dos Dazkarieh. Não podemos negar que, apesar da mudança, o grupo adaptou-se bem à nova secção rítmica.
Cedo soubémos que a folga não era prolongada, com o grupo tradicional a querer ingressar já no estúdio para compor novos temas. O experimentalismo e as novas tendências no seio do grupo, com Vasco e Luís Peixoto a aproveitarem as capacidades distortivas dos instrumentos semi-acústicos, a calmaria deixou de ser o paradigma, para o ruído ser incorporado, paulatinamente e até abruptamente no som do grupo. Os bouzoukis e os cavaquinhos passaram a ter um vertente cura e despida, e quem pensaria sacar aquelas malhas de baixo em Lua Imersa.
Contudo, nem tudo é mudanças, que nem sempre são positivas. A atitude de Joana Negrão e o respeito perpétuo pela Língua Portuguesa permanece, fazendo um levantamento louvável dos cantares que permanecem na nossa cultura popular e tradicional, com especial destaque para as Adufeiras da Beira Baixa, pela qual Joana nutre um grande influência.
Se Caminhos Turvos, entoa uma raiva melancólica, num desespero, Lua Imersa, apela ao misticismo popular caracterísitco, que dá uma certa nostalgia mísitca pela cultura popular portuguesa. E mesmo assim Vasco Riberio Casais consegue incoporar a distorção em pleno, mais o seu camarada Luís com os acordes acústicos. Tal como Varatojo se esforçou por dominar e electrizar a eterna Guitarra Portuguesa, Vasco e Luís fizeram-no pelo Cavaquinho.
Mas se Incógnita Alquimia tinha uma certa queda para a instrumentalidade, Hemisférios aproveita as capaciades vocais pelnas de Joana Negrão e o estreante André Silva faz um bom trabalho em incoporar-se na sonoridade do grupo, de um modo bem orgânico. Os fãs de Rosa de Lava não terão dificuldade em aceitr as novas virtudes da mísitca do grupo, em que tanto sabe dar presença, como deixar preencher o espaço na medieval Longe, em Segredo, que merece um Convento de Cristo para a receber.
Como sabemos, a ligação dos Dazkarieh à nossa cultura. Este duplo cd, reserva «uma metade do cérebro» para a exploração das sonoridades tradicionais do nosso povo. Este levantamento reciraitvo dos Dazkarieh, merece por si só o nosso aplauso, com harpejo e melodias que aos nossos ouvidos nos vão parecer estranhamente familiares. Estas sonridades percorrem todo o rectângulo lusitano e alguns são exclusivamente dedicados ao entoar de instrumentos clássicos já esquecidos, como a Sanfona. Assim temos a Ode burlesca de Eras Tão Bonita ou o tradicional Baile da Meia Volta. Ou até mesmo o enbriante Borda D'Água, tão caracterísitco do nosso quotidiano popular. Por reiventarem aqilo que é tão nosso e tão esquecido, os Dazkerieh merecem os nossos maiores louvores.

sexta-feira, 27 de março de 2009

JOE SATRIANI e SAMMY HAGAR FUNDAM NOVO SUPER GRUPO

Joe Satriani e a sua paixão pelas 6 cordas levou-o a abandonar temporáriamente o plano G3 e fundou com outros maníaco da guitarra como o famoso Sammy Hagar, o baterista de Red Hot Chilli Peppers Chad smith e o baixista dos Van Halen, Michael Anthony formam os CHICKEN FOOT. O novo álbum está planeado para estrear dia 5 de Junho. Vamos ver que frutos há-de dar esta joint venture....

domingo, 22 de março de 2009

QUEM QUER SER BILIONÁRIO? DE DANNY BOYLE (2008, WARNER BROS. PICTURES)


Qual a receita para um filme de sucesso e de premiação brutal pelos Óscares?

Ao que parece nem o próprio Danny Boyle esperava que lhe saísse este Ás de Espadas para o Óscares. Nem ele, nem os cinéfilos mais ortodoxos, mas Quem Quer Ser Bilionário superou tudo e todos com uma fórmula um pouco estranha. Quem vê o filme reconhece o estilo de boyle, mas esta longa-metragem é tudo menos convencional.
Quererá isto dizer que Hollywood que já piscou o olho ao cinem alternativo, está pronta para enveredar em Bollywood? Não creio, pelo menos por enquanto.
De entre os filmes eleitos, Slumdog Millionaire era certamente o melhor. Pelos menos para mim. Em Milk, que ainda não examinei, potencia-se o talento de Sean Penn, tarde, mas longamente reconhecido. Apenas nos seus 40 ganhou o Óscar de melhor actor secundário em Mystic River. Mais um liberal a figurar nos quadros de uma das academias mais conservadoras do cinema. Por enquanto as grandes produtoras têm sido afastadas das luzes da ribaltaneste caso, ou será que não? No fim de contas o prémio mais importante, o de Melhor Filme, é-lhes entregue, aos produtores.
De qualquer modo, podemos estar orgulhosos pelo facto de a União Europeia ter contribuído para o prémio de Melhor Filme, e ter sido bastante bem conseguido do ponto de vista técnico e artístico. É estranho ter sido prémio de Melhor Filme e não melhor filme estrangeiro, visto que os grandes estúdios apenas contribuiram para a distribuição do filme.
A realização é completamente Danny Boyle e, só por isso, já merece ser distinguido. Pela maneira mordaz, ríspida e crua, para além do humor característico que introduz nos seus filmes.
O filme é baseado na obra de Simon Beaufoy, que outrora completamente desconhecido, preenche a totalidade das estantes de livros comerciais. Também como Jamal, o protagonista, o livro ganhou a sua pergunta de 20,000,000 rúpias, ser adaptado para um bom filme. Provavelmente a fórnmula pode até nem ser nova, mas parece nova e está bem contruída. quem ousaria pensar que um miúdo das favelas de Bombaim, mais tarde Mumbai, conseguiria ganhar o programa cujo prémio favoece a cultura geral. Salim mal sabia ler, mas algo lhe guiou pirâmide acima até conseguir o «real prémio».
Quando tudo se despoleta nós ainda não temos acesso aos intentos de Jamal, vamos conhecendo o seu percurso, à medida que a pouco-criticada-Índia por desrespeito aos alegados Direitos Humanos, interroga de forma violenta, um pequeno chavalo que serve chá num centro de atendimento de chamadas.
Não que ele já não estivesse habituado à dor. Ele conhece-la e bem. E da mesma maneira que Renton mergulha na sanita da casa de banho mais porca da Escócia, Salim mergulha no esterco para ter um autografo do seu ídolo. Salim o seu irmão esfoçou-se para que o seu irmão mais novo nadasse na merda para o conseguire, no fim acabou por lucrar com o infortúnio do mesmo. Muitos episódios caricatos ocorrem pela vida de Jamal, muitos menos engraçados, muitos infelizes que por mero acaso, intencional ou não, marcam a resolução das respostas.
Estas coincidências e a análise imporbabilísitca do Destino fazem com que a estória, o conto seja singular. E depois, um pouco de romance, não superficial, mas profundo marcam o filme. Não só o amor carnal e até um pouco platónico, mas o amor-ódio fraternal entre Jamal e Salim que quer dar o instinto protector, e ser o patrono da família envereda-o por maus caminhos. Irwin Shaw foi decididamente uma referência para Beaufoy.
Apesar de filmado integralmente na Índia e querer retratar a dureza do cenário, do espaço circundante, o estilo de Bollywood ficou arredado até aos créditos finais. Que como seria de esperar colaram os espectadores aos sofás. De uma maneira irónica Boyle não deixou de pegar nesse aspecto. Ao que parece Bollywood não é ignorada mais pelo cinema ocidental.
Este aspecto realista e crítico estende-se mesmo ao prórpio elenco. É assim que a pequena Rubina Ali representa a alma-gémea de Jamal em criança, uma pequena criança dos bairros límitrofes de Bombaim.
Os restantes actores, sobretudo as crianças, integram-e bastante bem e conseguem impulsionar o filme de uma maneira plenamente autêntica. A ingenuidade, a perda precoce da inocência, a hisatória de Caim e Abel reinventada, esta mistura fina de elementos, de uma maneira especial fizeram de Quem Quer Ser Bilionário uma receita de Óscares, mostrando a crueldade e a brutalidade do que é nascer na probreza extrema material e morrer na pobreza de espírito.

quarta-feira, 18 de março de 2009

BONS LIVROS SEMPRE À ESPREITA....

De repente vi através do canto da córnea do meu olho esquerdo, no meio do frenesim de plena circulação do metro, uma pequena estante de livros. Os pequenos obejectos de colecção de forma rectangular com uma pequena imagem na capa e de várias cores eram os clássicos portugueses. Oh.... como me lembro das aulas de Português-A, as velhas aulas de Português, em que comentava o rico substrato da Língua Portguesa.

Pois todos os textos que vinham nos manuais, tenho a nata, praticamente, em livro, podendo esfolhear, analisar as figuras de estilo, as categorias semânticas, morofológicas e sintáticas, o sentido denotativo e muito conotativo de cada elemento da lírica portuguesa e não só. Havia muitos por one escolher, mas acabei por negar a prosa de Mário Sá-Carneiro. O que me interessava era apenas a poesia. Como não conhecia o despoletar da Geração de Orfeu com a poesia finissecular de Camilo Pessanha, deixei-o para outra oportunidade. Fiquei pelo Fundador da nossa língiua Luiz de Camões e a mestria do ortónimo pessoano em A Mensagem, que foi sempre o que mais me fasxcinou. Mas o ego feminino não ficou de parte.

Trouxe a melancolia e a paixão soberbas de Florblea Espanca que para mim tem uma simbologia deveras especial. Foi no Externato de seu nome que eu tomei conhecimento com a língua portuguesa, nossa pátria-mãe como diz Fernando Pessoa. Posso dizer que é o mais volumoso.

Atravessando o momento mais estrito do regime, viver naquela altura era tudo menos fácil para as mulheres. Por isso pego com respeito em excertos do Livro de Soror-Saudade, do espírito apaixonado, o anseio libertador fatalista. De certa maneira, Florbela é uma Antero de Quental novecentista. O romantismo continua lá, mas num contexto bem mais bucólico, lembrando as paisagens virgens não raramente alentejanas, onde o suor dos trabalhadores era vertido em cada minuto. A vida dura e muitas vezes assaz.

De Camões o brilhantismo e génio renascentista, a paixão do herói nos sonetos Amoroso. Claro que constaria poemas como o Amor é Fogo, que exponenciou ó seu génio lírico e enriquecinmento da língua portuguesa. A língua portuguesa é, sem dúvida a língua de Camões. Dá razões para ter orgulho.
De Fernando Pessoa obrtemos a nossa (quase) 2ª epopeia. ao contrário de Os Lusíadas, A Mensagm é uma obra épico-lírica, por se desviar dos padrões formais rigídos que caracterizou a Geração de Orfeu, mas que caracterizava o classicismo e o parnasianismod e Cesário Verde. Outro elemento relevante desta colecção impressionante....

domingo, 15 de março de 2009

sábado, 14 de março de 2009

Trent Raznor sobre o novo álbum de Chris Cornell


Leiam o que diz Trent Raznor sobre o novo álbum de Chris Cornell. Cheio de eufemismos no mínimo. Acreditam que ele e o palhaço do Timbaland queriam fazer um disco inspirado nos Pink Floyd. Devia haver um 2º mandamento para isto, Não invocar o nome dos Pink Floyd em vão. Jesus, e este cromo (Cornell) queria alinhar numa digressão com os Led Zeppelin. Vade retro, Santanás.