terça-feira, 30 de dezembro de 2008

LISTAS DE FIM D'ANO

Uma vez que caminhamos para um novo segmento de 365 dias e esperamos que a terra continue a fazer correctamente o seu movimento de translacção, aqui estão para mim o melhor (porque tento ser optimista) de 2008:

Melhor Álbum: The Bedlam in Goliath dos Mars Volta/Death Magnetic dos Metallica
Melhor Álbum Nacional: Lusitânia Playboys dos Dead Combo
Melhor Concerto: Rage Against The Machine
Melhor Álbum ao Vivo: HAARP dos Muse
Melhor DVD: Chaos in Motion dos Dream Theater
Melhor Banda Revelação: Fleet Foxes
Melhor Revelação Pessoal: Two Gallants
Melhor Regresso: Marillion
Melhor Despedida: Leonard Cohen
Melhor evento político: Eleição de Barack Obama para Presidente dos Estados Unidos
Melhor Livro: A viagem do Elefante de José Saramago
Melhor filme: O Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan
Melhor Série de TV Dramática: Big Love/Amor Eterno
Melhor Série de TV Cómica: Little Britain USA/ Pequena Grã-Bretanha EUA
Melhor Série de Animação: Futurama
Os votos de um feliz e prósoero 2009 dentro dos possíveis que a crise está cara até para os desejos. Até para o ano, ou melhor daqui a umas 72 horas.....

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

ANTHONY PHILLIPS - THE GEESE AND THE GHOST (1977, PASSPORT RECORDS)

«Ant Phillips» será o elemento dos Genesis mais discretoe, talvez, um dos menos reconhecidos pela generalidade dos fãs de Genesis e, contudo, ele é o mais identificável com o verdadeiro som dos Genesis, que enveredou pelo rock artístico e progressivo com elementos tipicamente pastorais e medievais. Ele foi o primeiro elemento essencial a bandonar o grupo o que abalou e bastante o gigante dos bastidores dos Genesis Mike Rutherford. Tão cedo foi ele substituído, devido ao seu pavor em lidar com audiências expectantes que nnuitos dos ouvintes não conseguem entender tanto o seu valor artístico, como a sua importância nos Genesis. Basta comprrender assim que ouvimos o seu primeiro álbum a solo - The Geese and The Ghost - que facilmente depreendemos que foi Steve Hackett que teve de se adaptar ao estilo e ao legado de Ant Phillips. Musical Box e uma grande substância de Foxtrot cosntruído a partir dos Genesis de From Genesis to Revelation ou Trespass. Só em em Selling England By The Pound pode Steve Hackett desdobrar-se e demonstrar todo o seu talento na bela 6 cordas.
O pavor de Ant Phillips não se coíbe e, cedo, voltou à criação de música critaiva e inspiradora. E nem por isso deixou de contar com o seu velho companheiro Mike Rutherford que não apenas produziu o álbum do seu velho amigo de Charterhouse como co-escreveu grande parte das canções. Para além disso um colega dos Genesis, mas não do seu tempo, Phill Collins, contribuiu com os vocais para o álbum.
Como não podia deixar de ser o álbum dá-nos uma nostalgia quase infantil, e no entanto, preenchida de maturidade, com um abiente pastoral esculpido em estórias de princípes e princesas e contos de fadas. Numa caracterísitca inteiramente progressiva surge-nos um álbum inteiramente conceptual com importantes referências bibliográficas, tanto pelo Wich Way The Wind Blows a invocar Emily Brönte, ou pelo magnânimo Tolkien que pulverizou toda a fantasia do rock nos anos 60 e 70.
A guitarra é o elemento essencial, não fosse Ant Phillips responsável por uma das actuações mais a caracterísitcas da guitarra na história do Rock em The Knife. A guitarra é o veículo de tranporte, é o mítico contador de histórias, e poucos conguem conceber ou contrabalançar o melodismo de If I Saw Her Now. Apesar de ser a jóia da Coroa, Phillips faz questão de um presença assídua de restantes intrumentos, seja de sopro como as flautas e os oboés, ou também do violoncelo que concede um ámbiente clássico à peça, Posteriormente surge-nos épica canção que ocupa inteiramente um lado de um vynil - The Geese and The Ghost, Pts. I&II - mas por que se encontrava a meio do alinhamento, foi cortada em duas.
O álbum nasce de um esforço conjunto e um desejo de dois amigos que queriam voltar a trabalhar em conjunto, por isso foi feito no permeio de vários trabalhos dos Genesis, principalmente, tendo sido concluído num perído de lesão de Steve Hackett, em que as gravações dos Genesis pararam ao fim de 8/9 anos de produção initerrupta.
Anthony Phillips pode não ser um elemento emblemáticos dos Genesis mas é certamente o mais identificável com as susas raízes.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

RORY GALLAGHER - MAESTRO DO BLUES-ROCK

Para muitos mencionar o apelido Gallagher ficará eternamente associdado ao pop rock britânico regado de cerveja dos Oasis que, de facto, não se lhes pode ficar indiferente seja pelo amor, ou pelo ódio que se pode nutrir por uma banda tão polémica e que, no entanto, não desiste.
Mas felizmente Rory Gallagher nada tem que ver com o clã de Manchester e externos fãs do nosso menino, e do seu amigo e rival Ronney. Rory Gallagher vem da ilha gaélica e herdeiros do Sinn Féin.
O seu trabalho começou bastante antes dos seus conterrâneos Thin Lizzy que se tornariam célebres na passagem do hard-rcok para o heavy-metal. Taste foi o grupo que o acompanhou nos anos 60 até ao proeminente Festvial de Rock Britânico, o Isle of Wight, onde os Free teriam também um dos grandes momentos da sua carreira, e os Who, um dos grandes concertos das suas carreiras, e ainda na helvética cidade de Monreaux onde outras bandas de rock teriam presenças memoráveis como os Yes, e os Queen que chegaram a ter aí um estúdio.
Depois da separação dos Taste rory Gallhagher prosseguiu a sua carreira a solo, assistido do seu coelga e amigo baixista dos Taste, Gerry McAvoy.
Nos anos 70 produziria 10 álbuns sendo a sua década mais produtiva, o que não é de estranhar pois os anos 70 foram os anos da hegemonia do rock, e por consequência do seu instrumento mais emblemático, a guitarra. Mas seria com Deuce que atingiria o seu máimo potencial, sendo designado como dos melhores álbuns de R&B.
O seu álbum ao vivo mais significativo seria, sem dúvida, o Irish Tour '74. Fiél e leal à sua pátria, Gallagher quis percorrer o seu país de lés-a-lés, acompanhado de uma excelente companhia de músicos com Ron DeAth na bateria Lou Martin nos teclados, e do trabalho de realização técnica do ainda desconhecido Tony Palmer. A digfressão documentada contaria documentaria assim a abordagem caracter´sitica e intensa dos blues pelo irlandês, que se destronaria, ainda que momentaneâmente, Eric Clapton do topo do ranking dos Guitrristas da prestigiada Melody Maker.
Este mesmo alinhamento musical acompanhá-lo-ia nos grandes álbuns que produziria de seguida nomeadamente o againdt The Grain, Calling Card e os emlemáticos ícones do hard-blues rock Photo Finish e Top Priority que foram produzidos pelo Sr. Baixista dos Deep Purple, Roger Glover.
Rory Gallagher foi também conhecido pelas suas jam sessions em que colaboraria com grandes senhores do blues como Muddy Waters, muito influente em Jimi hendrix, e Jerry Lee Lewis. Para além disso foi responsável pela adaptação da cítara no contexto do hard-rock, a menina de George Harrison.

Infelizmente Rory gallagher fez parte daqueles génios que sobreviveram alguns anos ao síndrome da estrela de rock. Morreu quarentão, tal como Frank Zappa, a 14 de Junho de 1995, na Holanda, devido ao abuso de consumo de alcool e drogas, que tomava para evitar a sua fobia de viajar de avião.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

MY MORNING JACKET - EVIL URGES (2008, ATO RECORDS)

Foi escolhido como uma das melhores colheitas criativas do ano 2008. Depois de terem feito competentemente a primeira parte da digressão europeia dos Pearl Jam em 2006 para promover o seu álbum homónimo que fez encher a nossa maior sala de espectáculos, os My Morning Jacket, uns orgulhosos norte-americanos da América profunda de Louisville, Kentucky trazem-nos um álbum bastante indie, melodioso e inspirador. Revivalista de algum modo, dão um cunho experimentalista ao remisturarem sons quase disco, ou elementos pelo menos, com o rock.
Tocado pela voz bastante caracterísitca de Jim James, fazem dos My Morning Jacket um projecto singular e sólido do movimento alternativo, estranho muitas vezes às bandas norte-americanas, especialmente as do interior.
Num estilo urbano, fácilmente associamos os My Morning Jacket a uma banda sonora de uma noite cosmopolita e tranquila. Tirando algum glamour industrial em Highly Suspicious, e mais pesado, próprio quase para pistas de dança, os Jacket apostam forte nos efeitos a cargo dos teclados de Bo Koster. As guitarras numa disposição muito soul e introvertida, emitem sons paisagísitcos, contrastando com as distorções bem aproveitadas. Exemplo disso é o tema mais interessante do álbum, Touch Me I'm Going to Scream, que os Jacket fizeram questão e fraccionar, dando um traço mais coeso ao álbum.
As letras são tudo menos lineares e, quase sempre intropectivas. Nestas alutras Jim James pisca o olho ao movimento Grunge que foi força motora do seu desenvolvimento enquanto músico, e os impulsionaram. Mas apesar disso os My M;orning Jacket depsrenderam-se dessas correntes fácilmente, inserindo-se na corrente Indie, que é tudo menos um movimento caracterizável. Librarian é essa história complexa, de paixão e atracção sensual por uma bibliotecária intelectual, e a face doapaixonado em fazer jus a esse conhecimento para conquistar esse amor.
Temos também o passeio dos alegres em Alumnium Park o que dá uma certa ironia, senão um paradoxo, ao próprio título do álbum. Evil Urges devia ser o mote de uma experiência negra, carregada e pessimista. Talvez quando a necessidade aguça o engenho, também a felicidade se encontra nos momentos mais inesperados. A atitude mais electrizante e mais «virada-para-as-raízes» chega-nos em Remnants. Curiosamente, os restos de um anterior perfil dos Jacket. Com muito mérito das guitarras um riff bem construído e bem aproveitado pela Gibson LesPaul de Carl Broemel.
Um álbum bastante interessante, mas que se espera não ser apenas fruto desta geração e, que possa amadurecer, para mais tarde recordar.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

DEAD MAN WALKING DE TIM ROOBBINS (GRAMERCY PICTURES, 1995)


O guarda prisional grita para o corredor da morte «DEAD MAN WALKING!», Mattew Poncelet, um infortunado e pobre cidadão americano do estado de Louisiana prepara-se para a sua última caminhada, porque, de facto, ele é já um homem morto numa questão de minutos.
Para quem a pena de morte se trata de uma questão problemática, não há melhor filme que retrate o dilema moral em toda a sua plenitude, tanto do lado da visão do recluso, como das famílis que ficaram arruinadas pela prepertração dos crimes. Tim Robbins quis, ao adaptar para filme o livro da Irmã Helen Prejean, dar uma visão signficativa de todo o problema. Se bem que se possa assumir uma posição no final do filme, o realizador pretende tudo menos isso.
Algusn Estados dos Estados Unidos aboliram, ou consideraram uma pena inconstitucional (ao abrigo da 8ª Emendanão praticam desde 1976, desde que o Supremo Tribunal Federal considerou no célebre caso Furman vs. Georgia, que suspendeu este castigo entre 1972-1976.
Recentemente os números têm aumentado e bastante consideralvemente, sendo os Estados Sulistas e do Oeste aqueles que mais praticam e com severidade a Pena de Morte.
Assim que sabe o dia da sua execução, Mattew Poncelet pede a uma Irmã, membro de uma Fraternidade Católica, para vir ajudá-lo na sua última encruzilhada.
Sem qualquer patrocínio judiciário, Matt não consegue escapar à morte, ao passo que o co-autor dos crimes Vitello consegue culpar Matt pela totalidade dos crimes, e execução total dos actos, ao passo que este se limitava passivamente a assistir, sendo punido como mero cúmplice. O problema há-de assumir gradualmente mais importância, à medida que as pessoas desejem o regresso da pena de morte.
O factor psicológico da pena de morte é muito importante, e o tema não é facil de discutir e, ainda mais, de defender. Cedo nos apercebemos que há um preconceito que esconde um motivo de vingança de satisfação com a morte de alguém quando a pena de morte é empregue. Algo que fundamentalizado irá dissolver as bases da civilização americana, pensando que os crimes foram praticados com instrumentos ao abrigo da 2ª Emenda. Se esta emenda não fosse consegrada a nível constitucional poderia o rumo ter sido diferente?
As famílias das vítimas, assim como os fundamentalistas da Pena de Morte, não só condenam a possibilidade de comutação como qualquer apoio moral e espiritualque possa ser concedido aquele ser humano. Quanto mais apoio jurídico.
A Irmã Helen Prejean cedo se viu a braços com a condenação social pelas famílias por fazer o seu trabalho de apoiar Mattew, achando que esta compactuva com todos os crimes praticados por ele eventualmente. Ao criticá-la, por fazer o seu trabalho, as famílias negavam qualquer personalidade humana aquela pessoa, as suas necessidades, e o seu eventual arrependimento.
Cedo vemos que o Estado assume este papel de retaliação para lá dos níveis de razoabilidade. Os eventuais meios de contestar uma sanção como a Pena Capital são vários, mas os níveis de sucesso bem se vê que são escassos, e ao que parece todos estão prontos para premir a válvula da agulha intravenosa da injecção letal. Como se pode reparar qualquer pessoa com sentimento, com uma réstea de humanidade não sentirá satisfação com a morte de outrém. A pena de morte é em si, uma incoerência fatal de um sistema jurídico, e um risco irreversível para a reparação de um dano a um condenado inocente.
Todos sabemos o desfecho desta história, e fica ao cargo de cada um ponderar nas eventuais consequências, e de saber se a pena de morte traz realmente sentido de justiça na punição de um crime.