quarta-feira, 12 de novembro de 2008

The Simpsons/Futurama - Future - Drama

Completamenter vidrado nos desenhos de Matt Groening. Matt és o maior. Ahh!!! apesar de o Homer ser brutal e o Bart também, a melhor personagem alguma vez desenhada pelo Matt Groening é, sem dúvida, o Bender.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A NAIFA - TRÊS MINUTOS ANTES DA MARÉ ENCHER (2006, ZONA MÚSICA)


Sob o mundo de betão que cobre a nosso quotidiano, a guitarra portuguesa, que já não é o que era, assombra o nosso subconsciente da 1 da Noite às 8 da Manhã. E em cada verbo, cada tom vocal de Maria Antónia Mendes (mais acarinhada por Mitó) está um lado oculto de ser português, uma melancolia e um saudosismo que nos é natural e que se revela descaradamente em cada movimento do dia-a-dia.
Mas não é de poesia e desalento que versam os A Naifa. Eles são para mim a par dos Dazkarieh, a banda mais criativa da nossa cultura, que influenciou certamente grupos que vão geminando e surgindo aos poucos por aí, caso dos Deolinda. A maior surpresa é o fenomenal trabalho que Luís Varatojo conseguiu retirar da guitarra portuguesa. Caso não crêm nestas palavras profanas podem escutar monotone. É tão boa como a música que já não passa na rádio. O trabalho dos A Naifa chega a ser mesmo mordaz, em Fé, com um cunho anti-clerical feroz e o apego à terra que é tão nosso em Antena. Provavelmente nenhum tema dos Diapasão e outros tantos do emanuel chegram à nobreza de um tema que toque tanto aos emigrantes como antena. e os traços vocais de Mitó são incomparáveis, a sua voz a par da guitarra portuguesa de Luís Varatojo são as peças centrais neste quadro de ser protuguês.
As iniciativas de grupos assim são de divulgar e adorar, mais até do que as influências estrangeiras, de conseguir conjugar e reinventar aquilo que nos é auctótone, com o eléctrico, numa tentativa que os Madredeus já tinham ensaida em eléctrico, e também com o electrónico pelos trbalhos de Rodrigo Leão dentro da célebre banda. Apesar de calmo e pesaroso a secção rítmica dos A Naifa com João Aguardela no Baixo e Vasco Vaz na Bateria é tão notório e melancólico como o dueto voz-guitarra em Quando os Nossos Corpos se Separam.
As letras são pintadas de tristeza, mas isso apenas acontece porque o Fado remonta ao século XIX do Romantismo e, por isso, o fatalismo que nos é inerente. Influências românticas que José Luís Peixoto fez questão de transmitir em Todo O Amor do Mundo não foi suficiente, que os A Naifa encarnam de uma maneira soberba «O amor nãoserve de nada». Continuem a exultar e a elevar o espírito português.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Jack White feat. Alicia Keys - Another Way to Die (James Bond Theme)

Mais um James Bond, mais um tema. Para mim este não soou nada de extraordinário, só pela polémica de se saber quem é que havia de o interpretar: Amy Winehouse, Leona Lewis, não foi mesmo Jack White e Alicia Keys, para ficar tudo preto no branco.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Justiça, qual justiça?!?!!!


A nível gera este é das (muitas) coisas que me faz sentir desdenhoso em ser português. Não se deve fazer julgamentos em Praça Pública, mas com matéria de facto tão solidamente provada, além de fuga injustificada à Justiça. Somos mesmo um país de tristes...... Justiça qual justiça?!!! É absolvição atrás de absolvição. A pobre coitada, que é desconhecida de todos é que vai levar com 23 anos de cadeia. É verdade que os merecia, mas o Estado só pune alguns. é juízo popular, mas acho que não se encontra muito longe da verdade

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

JOSÉ CID - 10000 ANOS DEPOIS ENTRE VÉNUS E MARTE (1977, PRODUÇÕES ORFEU)

A nível musical, este é dos (poucos) trabalhos que me dá orgulho e me faz sentir bem em ser português. Será mesmo das poucas coisas nas muitas porcarias que fizémos, em que soubémos receber influências estrangeiras, trabalhá-las e, neste caso, superar algumas delas. Para quem é leigo 10000 depois entre Vénus e Marte é um marco e considerado um dos melhores álbuns de rock progressivo de sempre e quem o ouvir, perceberá isso de imediato. Não admria que alguns admiradores japoneses estejam dispostos a vender uma raridade destas em vynil por mais de €300, o que já é considerável.
Depois deste trabalho nem se compreende como é que José Cid descambou para a músia popular, ainda que seja de boa qualidade, não chega, nem de perto nem de longe, ao ícone que este álbum representa na sua carreira. 10000 anos depois entre Vénus e Marte é a par de Mistérios e Maravilhas dos Tantra, o legado do melhor rock progressivo português. Isso é indiscutível.
O álbum tem um cariz conceptual, se bem que à partida não seja nítido, mas versa sobre um cenário apocalíptico em que os seres humanos se vêm forçados a abandonar o planeta Terra. Assim parte à Aventura espcail, bem na onda dos Pink Floyd e dos Yes, que usando a obra-prima de ficção científica de Stanley Kubrick 2001: Odisseia do Espaço, fazem ecoar os seus instrumentos pelo infinito da nossa imaginação. Talvez nestes factos se insira o carácter mísitco do rock progressivo, o de fazer apelar à nossa imaginação.
A Odisseia eclética do campesino da Chamusca perdura no agressivo Caos, com José Cid a demonstrar não epans excelentes dotes nos teclados, em especial, no domínio do Mellotron, cujo fascínio o fez inserir uma música no presente álbum, mas também nas guitarras. Para isso Cid teve a ajuda do experiente guitarrista que já tinha colaborado com ele nos Quarteto 1111, Mike Segeant. Sendo originário da nação fundadora do rock progressivo Sergeant sabia perfeitamente contextualizar o riff áspero e os acordes lírico de que O Caos precisava. Para além disso Cid demonstra a sua brilhante capacidade como liricista, e descreve a angústia de uma humanidade a enfrentar o Apocalypse « A tua cidade é uma vala comum / Todos os caminhos dão a lugar nenhum / Se tiveres que fugir FOGE / Se Tiveres que morrer MORRE, SÓ»
Mas nem só de artistas estrangeiros viveram as colaborações com Cid, se bem que Portugal estva num patamar evolutivo bem atrasado aos demais congéneres europeus. A contribuição de Zé Nabo na reprodução da Guitarra Baixo, e das guitarras nas restantes músicas. conta ainda com espanhol ramon Gallardo que demonstra bastante experiência no domínio da bateria e percussões.
A viagem da humanidade culmina em Mellotron, o Planeta Fantástico com um segmento de Baixo extraordinário e onde José Cid demonstra a sua mestria para os teclados, como um brilhante introdução instrumental.
Algumas edições contêm ainda um inédito Vida (Sons do Quotidiano), o habitual épico em todos os álbuns de rock progressivo em que se destaca uma humanidade que sobrevive ao dia do julgamento e encontra a paz no spaço exteiror.
Um legado português para a posteridade e uma marca das poucas, do nosso virtuosimo musical, depois de o escutarem dirão, com certeza, ainda bem que sou português.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

MARILLION - THE HAPPINESS IS THE ROAD (2008, INTACT RECORDS)

Os Marillion chegam a 2008 com uma inspiração ciradora, inédita em bandas com um largo período de existência. Relembra-se que ainda em Abril de 2007 e, após uma digressão confortável, os Marillion lançavam Somewhere Else, álbum bastante tímido e diria neutro para a longa carreira dos Marillion. Talvez por ser um número simbólico, e porque já planeavam este lançamento com alguma antecedência, Happiness is the road é um projecto ambicioso e até bsatnte arrojado para uma banda como os Marillion. Não porque eles sejam uma banda com uma larga experiência musical, mas porque têm um longo historial e uma carreira demarcada em 2, quase tão forte como a dos Genesis com a saída de Fish, que delineou um era, e separou em grupos milhares de admiradores. Hoje, os Marillion são uma banda de culto e, felizmente, uma banda fiél ao seu som e às suas caracterísitcas. A aproximação à indústria discográfica é semlhante à doutrina «Radiohead» com este álbum a sair apenas em formato digital, por enquanto, até haver dinheiro suficiente para poder publicá-lo em disco. E não é de estranhar, o próprio Hogarth revelou que os Radiohead eram uma das bandas actuais que mais lhe eram apreciadas.
A música, contudo, continua marcadamente própria e bem ao estilo da fase Hogarth. A sua voz limpa, nítidfa e bastante mleancólica, pinta quadros etéreos e paisagens envolventes. Diria mesmo que os Marillion hoje, aproximam-se de um post-rock ambientalista e soberbo, inspirado nos Sigur Rós e nos Pink Floyd de Division Bell (principalmente nos teclados de Wright).
O título sugere isso mesmo espaço e reflexão. E o fortes teclados de Mark Kelly frisam essa ideia, sobrepondo-se lentamente à guitarra lírica de Steve Rothery, o ancião do grupo. O pendor artísitco e erudito musical reflecte-se logo no tema de abertura, com o tom angélico de Hogarth e o piano angélico de Kelly.
Os temas evoluem em volta de um tema central e a banda fez por tornar o conmceito em volta de uma viagem ao centro do eu, do próprio ser humano. Por isso fazem-se ao caminho, num tema introspectivo, mas bem compassado em This Train is my Life, e assim por diante os temas vão oscilando pelos carris, com um equilíbrio notável, mas num compasso pouco versátil. O baixo de Trewavas continua a ser importante, pois a sua atitude melódica encaixa-se perfeitamente no conjunto e oferece um óptimo suporte, para os devaneios supremos da guoitarra de Rothery que continua a ter como ídolo, sem qualuqer dúvida, os blues progressivos de David Gilmour. Happiness is on the Road é o tema central, o épico que se destca em todas os álbuns do movimento progressivo e, por isso, o álbum homónimo tinha de ter o mesmo nome. Destca desde logo o ponto que é fulcral em todo o álbum, a voz de Hogarth, que por ser também ele teclista, demontra a influência na paisagem etérea que transpira em todo o álbum. Só mas tarde no andamento se segue a guitarra, como uma sereia encantadora, dá mote para a secção rítmica entrar.
Frequentemente a falar na primeira pessoa, Hogarth supera a fraqueza que outros voalistas costumam afectar na sua idade, e melhora de álbum para álbum. As letras, de uma franqueza e inspiração inspiradoras, mas ao memso tempo comum cunho amargo, relectem uma esperança que se encontra em todos nós para lutarmos para encontrar a nossa própria felicidade. É só fazermo-nos à estrada.....

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

UM SUSTO DE FILME 2, DE KEENEN IVORY WAYANS, DIMENSION FILMS


Ontem tive a (in)feliz experiência de ligar o televisor para uma cadeia de canais que já mudou 50 vezes de nome, o TVCine 1. Numa paródia ao dia das bruxas, os amigos da lusomundo decidiram passar de rajada, os três primeiros filmes da tetrologia Um susto de Filme (Scary Movie). Como se pode perceber, Scary Movie é um projecto de família, visto que Wayans pulvilha quase todos os espaços dos créditos finais.
Deixie o pre-fixo in entre parênteses porque és um daqueles filmes que deve haver um ritual de preparação para o ver, nomeadamente, com pequenas plantinhas que fazem muito fumo, de se tratar de uma paródia tão estupida, o que a sobrevaloriza em hilariante. E não apenas isso, temos de assistir a todos os «êxitos de bilheteira» de terror dos anos anteriores à produção do mesmo para nos grizarmos até à nossa sepultura.
Obviamente o humor é tudo menos inteligente. Mas lá por não ser inteligente, não deixa de ser humor, com o seu cómico de situação parvo, não diria mesmo estúpido que proporciona um bom serão, especialmente numa sauna de fumo.
Até o próprio sub-título é uma paródia à pre-quela. Isto proque Um Susto de Filme 1 dizia «No Mercy.- No shame. No sequel», um que por si só já é um gozo, quando numa cena cortada, todos os personagens no filme original morreram. O dia das bruxas passou e por isso quis-se tirar bom partido disso. Um susto de Filme 2 gira em volta da paródia do filme a Mansão com Liam Neeson, Catherina Zeta-Jones e o malfadado Owen Wilson. O filme contém numeroras referências cinematográficas a outros filmes, pois é nisso que o filme se baseia. Aproveitando para cair também na porcalhice, quando Cindy se vê obrigada a «aquecer» o companheiro. Para além de cenas sobre Anjos de Charlie, existe cómico de situação sobre Hannibal, ou mesmo Matrix Reloaded.
Nunca um filme rendeu tanto a plagiar descaradamente, ams o intuito em si é, deveras, original. Aliás, acabou por cirar quase que um género novo, e para o fazer foi preciso ter alguns conhecimentos cinematográficos e uma boa dose de pedrada. Ou mnão fosse escrito pelos irmãos Wayans, e a fraca produção vê-se nos pouco conhecidos autores, a alguns «músicos» que fazem um pézinho no cinema. é um projecto de família e isso entende-se. De facto, a Dimension filmes limitou-se a servir como distribuidora, pelo que o fraco nível de produção, além de ser um facto, é bastante bem aproiveitado como elemento de paródia, e serve para a gargalhada geral. Ideal, para quem não tem mais nada que fazer. De resto, foi um dos filmes relativamente mais lucrativos.