quinta-feira, 2 de outubro de 2008

FLIGHT OF THE CONCHORDS - FLIGHT OF THE CONCHORDS (2008, SubPop Records)
Jemaine Clement e Bret McKenzie também conhecidos por HipHopopopatamus e Rhymenocerous são os Flight of the Conchords o 4º duo folk mais célebre da Nova Zelândia. curioso que ninguém conhece os 3 primeiros.
Os Flight of the Conchords têm uma atitude em relação à música próximo dos Spinal Tap, ou dos ex-Monty Python The Rutles, usando-a como veículo de humor. De facto, a comédia pode ser já considerada um género musical.
O álbum homónimo lançado este ano contém as melhores músicas da primeira série transmitida pela HBO em 2007, que produziu a série por eles criada. algumas músicas foram ligeiramente adaptadas, pela falta do suporte visual.
encontramos músicas já velhas conhecidas como Bowie, Inner City Pressure, Ladies of the World.
Algumas ficaram de fora, com muita pena, sendo integradas apenas na banda sonora da série entre as quais If You're Into ou Sally, I Love you.
Tendo uma visão da música como veículo de humor, muitas músicas são caricaturas de artistas ou estilos musicais. Talvez por isso o disco em si seja bastante eclético com enveredação pelo HipHop de RunDMC em Rhymenocerous vs. HipHopopotamus ou em Mutha'huckas mais ao estilo de Beastie Boys. Até mesmo a pop electrónica ao estilo de Pet shop Boys não é deixada de fora em Inner City Pressure. Mesmo assim os Flight of the Conchords conseguem manter a originalidade e manter-se bastante criativos, e sempre com uma boa dose de humor. É dificíl ignorarmos o reggaeton ao estilo Sean Paul em Boom Boom, ou o glam-rock de David Bowie, e as letras asustadoramente hilariantes «Bowie is in space?/What you doin' ut there man?/Is it cold in space Bowie? Do your nipples get pointy Bowie? Do you use your nipples as telescopic anthena to bring data back to earth? do you smoke astro turf bowie? that's pretty freaky bowie.»
O duo demonstra os seus genes criativos em todas as faixas, apenas com um baixo e uma guitarra, recorrendo escassamente a uma bateria e alguns saxofones e teclados. Humans are Dead é uma faixa de morrer a rir sobre um futuro não tão brilhante, e o seu humor é muitas vezes dificíl de explicar pois goza com géneros musicais, ou mesmo artistas e é intuitivo e muitas vezes sem nexo, tipicamente anglo-saxónico. A baladinha melosa com excesso de realismo amoroso é genial em the Most Beautiful girl (in the room), «Looking around the room/I can tell that you are the most beautiful girl in the room [....] You're so beautiful/Like a high class prostitute». Ou até a música machista de engate estilo Shaggy está presente em Business Time. São demais, e melhor ainda é vê-los na série, onde os videoclips matam-nos a rir.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Viagem aos anos 80#1 - Rick Astley


Lembram-se dauqleas músicas que ficam assustadoramente na cabeça e nunca nos conseguimos lembrar do intérprete. Ora aqui está um desses casos..... Merda dos anos 80, fo**-se

terça-feira, 30 de setembro de 2008

SLIPKNOT - ALL HOPE IS GONE (2008, RoadRunner)
Os Slipknot são daqueles grupos que são produtos de um tempo ou dos tempos. Dificilmente se podem caracterizar como uma banda cujo legado fique eternamente delineado nos anais da história da Música. Talvez nos lembremos deles como um tempo no nosso passado adolescente em que vivíamos uma adrenalina descontrolada. Contudo, para muitos jovens os Slpknot são uma instuitção, e cada cabeça sua sentença. Infelizmente, tenho pés de barro e, apesar de não ser «aquela» banda para mim, ouvi-os muitas vezes e o seu ruído estilo «All Hell Breaks Loose».
Em 2008 os Slpknot dão sinais de algum amadurecimento e novamente manobras de mercado, puxando algum saudosismo, reflectindo no entanto um nu-metal transformado pela procura hoje existente por melhor técnica na música. Sobrevivcndo apenas ao grande talento de Joey Jordinson durante muito tempo, as Ibanez de Mick Thomson e Jim Root tanto em Gematria como em Sulfur, que dão a abertura ao cataclismo.Por falar nisso, os solos de guitarra são constantes em todas as faixas e algumas com brutais secções instrumentais, sustentados por uma brutal secção rítmica. Os riffs pesados e trepidantes permanecem e, talvez por isso, os Slipknot ainda são vistos com bastante apreço por alguma elite dentro do metal e tenham sobrevivido à decadência do nu-metal, abdicando de alguns traços que lhes eram caracterísitcos.
Nem todas as mudanças são positivas, porque os contributos de Corey Taylor são exactamente aquilo que se esperava ou até, em algumas músicas, considerados um pouco amaricados, veja-se a esquizofrénica «Psycossocial».
O regresso dos Slipknot é tudo menos inocente e, menos não se esperaria, quando uma banda implementa uma forte mensagem de culto agressivo e quase satânico, retirando influências das tendências dramáticas e teatrais de Alice Cooper. E a renovação do guarda-roupa só reforça essa façanha. Não deixa de haver algumas baladas à Slipknot com uma velocidade de atropelar alguém, mas também não é isso que os Slipknot propõem, porque eles são a verdadeira atitude do hard-core metal só que com uma atitude mainstream, por isso não pode haver espaço para mariquices e baladinhas. Todo o som é concebido para andar à porrada, mas ao fim irrita um pouco sempre a mesma afinação da guitarra, sendo muito pouco versáteis e os riffs muito pouco diferentes, assim como a secção rítimica, muito boa, mas muito monótona. Tirando Dead Memories, o resto das músicas são quase idênticas. Não se nota nenhuma diferença entre Vendetta e Butcher's Hook, a não ser as oitavas acima de Corey ente o refrão, que é quase patético. Mais valia ficar apenas a berrar.
Os Slipknot sairam-se mal em não livrar dos Dj's que ao fim destes anos todos ainda não percebi o que estão lá a fazer. Talvez para suavizar o ruído.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

ERVA - 2ª TEMPORADA (2007, ShowTime)

Depois de uma primeira temporada para rasgar alguns preconceitos, a show Time desencadeou assim o seu processo em cadeia de concorrência à já poderosa no mercado HBO da TimeWarner. Torna-se cada vez mais dificíl inovar nestes segmentos artísticos, sobretudo quando o mercado está tão massificado com o interesse dos consumidores, e os actores à procura de papéis cada vez mais relevantes e interessantes. Uma vez que a indústria de cinema que aposta mais e mais nos efeitos especiais e cenas de acção e menos na representação.

Tratando-se de um refúgio tanto para actores como para guionistas, as séries são pano de fundo para muitas vezes e, sobretudo no panorama anglo-saxónico, se fazer um retrato social muitas vezes impossível no cinema. Weed é um desses casos, e nem sempre agradável de se ver por ser tão cru e mordaz e para além de qualquer tipo de censura. E com uma boa dose de humor, às vezes negro demais. Nancy desta vez vê-se a par com o problema de ter de sustentar a sua família, recorrendo à produção e trafego ilicíto de derivados marijuana e com todas as implicações que daí advêm. Já para não contar com os episódios caricatos que vão ocorrendo pelo caminho, servindo-se da sua ousadia e sedução para conseguoir os seus propósitos egoístas. Infelizmente ocorre que estas mudanças têm um enorme impacto na sua personalidade, tornando-a áspera. Andy seu irmão continua a enfrentar algumas adversidades oriundas da sua sexualidade obscura. Principalmente quando se vê obrigado a ingressar no exército ou a voltar aos seus dotes de cozinha para actores porno. Para não falar do escândalo Acquaculture, que leva Sullivan Groff (Mattew Modine) à quase bancarrota.

Esta intensa procura pelas séries de televisão, fez com que se apostasse fortemente na aproximação visual, e no extremo detalhe fotográfico, assim como na banda sonora. Todos estes detalhes não foram negligenciados pela produção, que em Erva têm contronos especiais. Por vezes a trama não é tão nitída quanto os detalhes técnicos, acabando em pontas desprendidas do resto do «novelo da história» que compõe a série. Exemplo do caso Acquaculture que acabou em ruína, para não parar a produção da folhinha mágica. Ou mesmo o caso que Nancy (Mary-Louise Parker) tem com o produtor de erva, Conrad Sheperd. Ou mesmo a hilariante história do marido de Celia Hodes (Elizabeth Perkins), a qual se vê a par com um problema inesperado de ter de o sustentar, bem perto do final da série. Já para não falar de uma cómica entrada na série de uma das irmã Olsen ou da actuação do mais novos dos filhos de Nancy, o carismático Shane que ingressa num colégio de Cristãos Ortodoxos. Erva é uma série que brilha não só pela informação politicamente incorrecta que fornece como também pelo seu brilhante humor negro.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

PORCUPINE TREE - FEAR OF A BLANK PLANET (2007, RoadRunner Records)

Com o seu 9º álbum de estúdio, os Porcupine Tree continuam a manter a sua visão apocalíptica do futuro. Desta vez com um tema mais conciso, a crise da juventude e de uma geração que ele julga, e bem perdida. Depois de uma aproximação à «corrente mais popular» com álbuns muito bem construídos - In Absentia e Deadwing. Os Porcupine Tree aproximam-se agora dos clássicos álbuns progressivos, tanto em construcção como em concepção. O álbum foca-se numa geração perdida, alineada, num estado de letargia, que aliás é muito caracterísitco de Wilson. Este álbum diverge muito de outros álbuns dos Tree porque a sua atitude é extremamente negativa, e a conceptualidade do álbum em volta do mesmo tema é notável. A faixa homónima representa a percepção própria, do eu, que acompanha todo o álbum, a visão do mundo através de um jovem vazio. A percepção negativa é muito similar à que Roger Waters inculcou em Animals, em,bora o tema seja ligeiramente diferente, ambos os álbuns são retratos da condição humana, e do seu lado mais negro. A esquizofrenia frenética dos Tree, é renderizada para texturas bem mais suaves e extensas, daí que ouçamos músicas mais homogéneas como Sleep Together, onde a voz de Wilson marca mais uma vez a sua originalidade, pausada, suva e limpída, bastante rlexiva, como um paciente na marquesa perante o psiquiatra.


As aspiraçõessão épicas em Anestethize, que conta com a particpação de Alex Lifeson, guitarrista dos Rush. Numa acepção sinfónica, Anestethize é uma viagem ao subconsciente, começando bastante plácida e serena, evoluindo para um cenário caótico e perturbador, com um forte pendor da guitarra cheia de riffs pausados e fortes. «A good impression of myself/Not much to conceive» demonstra o vazio permanente de um jovem angustiado, que se revê numa juventude que tem acesso a tudo prematuramente, e que se revê com a única saída no sucídio «My friend says he wants to die». E é em Fear of Blank Planet que Wilson continua demontrar porque sabe manejar bem as 6 cordas. Um dedilhado ríspido desevolve para um ritmo de guitarra e cai na subtileza e no alívio do final. há um exclente trabalho por parte de Richard Barbieri, que sofre muitas influências do grande Rick Wirght, criando espaço e ambiente, muitas vezes num ambiente sonoro atribulado. Em Fear of a Blank Planet há uma maior presença dos teclados, do que em álbuns anteriores.
Gavin Harrison demontra também porque já é um baterista consolidado nos Tree, que entretanto atingiu a sua plena maturidade com Colin Edwin, que segue as pisadas de Pete Trewavas num baixo bastante melódico. A batida de Harrison em Anestethize assmelha-se ao carisma de Neil Peart, batante elaborada e completaente inserida na orgância da música, comoaliás já tinha dado frutos em Deadwing, circunscrevendo-se bem naquilo que Wilson pretende da música. Apesar da sua vertente negativa, Fear of Blank Planet demonstra que o caminho do rock/metal progressivo está entregue em boas mãos...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

FLEET FOXES - FLEET FOXES (2008, Bella Union Records)

Os Fleet Foxes no seu álbum de estreia já têm um nome e um alcance quase inesperado,pelo que se denota algum revivalismo das melodias pastorais e um renscer da música folk que não ocorria desde os finais do anos 60. Penso que a culpa será, muito provavelmente dos Arcade Fire, que introduziram no rock um espiritualismo medievalista através de coros fortes, e efeitos transcendentes através dos teclados e dos violinos brilhatemente executados. Pois bem, os Fleet Foxes aproximam-se dessa vertente com um forte pendor vocal, muito cristalino e guitarras harmonizadas.
Para ser sincero, pareciame que ao escuar Sun it Rises ouvia come All ye, o tema de abertura de Liege & Lief dos Fairport Convention. As semelhanças são notáveis, só que a voz aproxima-se mais dos mair My Morning Jacket, muito embora a atitude seja a mesma, jovial e alegre.
Os temas são curtos, bucólicos e pastorais, e vêm buscar raízes de música antiga e re-introduzi-las no panorama musical actual. O forte da secção instrumental reside nas duas guitarras e nos brutais coros vocais. De facto, o revivalismo bem conseguido aproximou-os de grandes bandas como Crosby, Stills & Nash, com um estilo muito barroco e tradicional. O potencial do grupo expandiu-se com entrada de J Tillman, que tem uma boa scção rítmica, muito embora limitada pelo estilo. Acrescentando elementos de percussão muito mais adequados ao estilo musical.
O álbum percorre uma boa disposição, invariável ao longo do álbum, e o potencial vocal dos coros chega perto de vozes como a de Jim James dos My Morning Jacket, sendo o estilo mutio similar, limpída e nitidamente masculina, e de Jon Anderson dos Yes.
O álbum está repleto de espiritualismo, e o seu expoente máximo reflecte-se em He Doesn't Know why, e as letras refletem uma inocência bucólica, típicamente pastoral, mas muito mais próximo de raízes europeias, do que propriamente do novo continente. Vê-se uma forte presença de malhas caracterísitcamente inglesas nos arranjos de cordas, muito visíveis em Herad Them Stirring.
O álbum é caracterizado ta,bém por falta de variações, sendo que as cançoes raramente são emotivas e bsatante simples, muito paisagísiticas, e quase sempre do mesmo andamento, reflectindo sempre um ambiente do campo como «Meadowlarks» (que recorrentemente me faz lembrar Grantchester Meadows dos Pink Floyd), havendo algumas mais impulsivas como Your Protector, que recorre a sopros magnifícos, e um excelente arranjo por parte dos teclados. O resto do álbum é bom e bastante uniforme e constante, mas as músicas que contêm são das mais bem eleaboradas do género. Os Arcade Fire por exemplo não são tão constantes.
Um excelente álbum, para marcar um pouco de diferença e óptima banda sonora para fazermos uma incursão pelo interior....