quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Dexter - 2ª Temporada




Ontem vi o primeiro episódio da 2ª temporada de Dexter, que agora estreia no FX. Levantaram-se de imediato as minhas suspeitas, pois Dexter parecia ser uma daquelas séries que era o bolo de creme com natas, perfeito, com exuberantes participações dos catores, um bom elenco (para uma série de televisão). Apesar de ter um final em aberto, parecia que pronlongar a série iria ser um presente envenenado. Aquilo que é geralmente designado como o síndrome das sequelas.

De qualquer modo é ainda cedo para se fazer prognósticos. Por esta altura Dexter enfrenta um dilema com a sua própria natureza, de ser assassino em série. Os guionistas e o criador fizeram, a meu ver bem, em mudar o paradigma, de maneiras a Dexter começar a duvidar da sua prórpia maneira de ser. Até ao momento, Dexter apenas conseguiu matar o seu irmão Rudy, no final da 1ª temporada, que teve um efeito subversivo na sua maneira de ser. Para além disso Dexter enfrenta cada vez mais problemas com as autoridades. O seu pequeno cemitério subaquático foi descoberto, como todoo seu álibi infalível, parece desmoronar-se com o Sg.t Doakes a cerrar cada vez mais as fileiras e a vigilância sobre Dexter, e do seu lado sombrio.


É impressionante o detalhe sobre que se debruçam os guionistas, com Dexter a perder cada vez mais o seu poder de focagem e concentração. Para além que se assola sobre ele cada vez mais dilemas morais, que anteriormente nunca sucederiam. Problemas morais que eram facilmente por ele ignorados, são agora barreiras ao seu modus operandi. a misericórida tornou-se finalmente uma frqueza para Dexter, vamos ver como ele se irá safar.....

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

THIN LIZZY - FIGHTING (1975, Mercury Records)

Quando pensamos na República da Irlanda a primeira coisa que nos vem à cabeça para além do Dia de St. Patrick, dos trevos da cerveja Guiness e tudo mais, em termos musicais lembramo-nos com certeza dos malfadados U2 e o seu pop-rock de mega sucesso mundial, e os Cranberries com o seu activismo político. Mas o cenário musical irlandês regride com grande valor alguns anos para lá dos anos 80 e da primazia dos U2. Se calhar, hoje, cada vez mais. Talvez em 1984, Phill Lynott nunca imaginaria que o seu trabalho seria apreciado pelos fãs do hard-rock e do metal como um Van Gogh. Phill Lynott é sem dúvida um mártire do rock e, ao contrário de alguns artistas, deixou-nos um grande legado.
Consta que Lynott já ao tempo de aproximação da sua morte, gostava que os Thin Lizzy fossem lembrados como uma banda de guitarras. Ironicamente, ele era o baixista da banda. Por esta altura, muitas bandas utilizavam na formação dois guitarristas solista e a par dos Wishbone Ash, os Thin Lizzy foi nesse panorama aqueles que mais se aproximaram da segunda formação dos Yarbirds (que já prosperava com dois reis da guitarra Jeff Beck e Jimmy Page, tentando fazer jus à já lenda viva Eric Clapton).

Fighting é o melhor exemplo do auge dos Thin Lizzy. A antecipar a sua obra-prima Jailbreak, reverenciado como um dos grandes álbuns hard-rock/heavy metal, Fighting traça o caminho de uma excelente criatividade. Escrito durante a ausência de Gary Moore da banda, a escrita da guitarra ficou a par do exemplar Scott Gorham, que juntamente com Lynott escreveu grande parte das músicas. Curiosamente o álbum abre com um cover de Bob Seger, Rosalie que os Thin Lizzy andavam a fazer a primeira parte dos concertos juntamente Bachman-Tuner Overdrive. Com um riff muito bem construído e a voz de Lynott, com o seu carisma próprio, caracterísitcamente masculina e com muita pujança. Os préstimos de Gorham, e o competente Brian Robertson superam-se em King's Vengeance e Suicide com os solos de duas guitarras a encaixarem perefeitamente. Custa a compreender como Gorham nunca foi reconhecido fora dos Lizzy, e raramente mencionado no mundo da guitarra eléctrica. De facto, o solo de King's Vengeance é dos melhores que já tenho ouvido. E apesar de ser o calista, Linott consegue muito bem controlar o seu fender Jazz bass, com um groove tímido, mas completo e bem construído. Mais seria difícil e, se calhar, indesejável, com duas excelentes guitarras a preencherem muito bem a música, para além de uma boa secção de ritmos por parte de Brian Downey que asegurou a compoisção de grande parte das músicas. Lynott apesar de frontman, sempre encarou os Lizzy como um grupo e uma espécie de joint-venture, onde mesmo o novato Brian Robertson participou com Silver Dollar. Fighting my Way Back é um grande exemplo da alternatividade das duas guitarras, onde cada uma assegura um ritmo mais heavy e outra um traço mais tradicional e folk, quase que uma guitarra de 12 cordas. a grande King's Vengeance é outro exemplodisso mesmo. Thin Lizzy é uma das poucas bandas onde se vê tão boa quimíca entre dois guitarristas-solistas. Primeiro do álbum dos Lizzy a cruzar no Top 100 britânico.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

METALLICA - DEATH MAGNETIC (2008, VERTIGO)

O nono álbum dos quarteto de São Francisco é, sem dúvida um dos álbuns mais aguardados desta década, até deste novo século. Provavelmente até mais, depois que St. Anger arruinou as expectativas dos fãs em 2004 com uma sonoridade ranhosa, fraquinha, pouco elaborada, nada que tenha que ver com os Metallica. Aí estamos de acordo. E Death Magnetic é aquilo que os «hard-core» fãs dos metallica esperam há anos, senão mesmo décadas com um toque de amadurecimento. E Death Magnetic é isso mesmo, uma atracção fatal para os fãs clássicos dos Metallica, vestidos de cabedal e pretos, com camisolas de Anthrax e Slayer à mistura.


Sim nesse Death Magnetic é um bom álbum, não é um grande álbum, um excelente álbum. Parece um álbum extraído directamente da década de 80, só que com um som nítido e tratamento nítido que na altura não era possível dar.


Depois da desilusão, os Metallica passaram duas digressões a tocar material antigo e de baú, cedo se percebeu que a era nu-metal estava ultrapassada, e os Metallica a aperceberem-se de que o seu posto na era do metal era material ultrapassado com bandecas modernas a elevarem o seu nível técnico e de performance como os Avenged Sevenfold, e outras tantas com excelente nível como os Mastodon a retornarem às origens dos Metallica e a tomá-las como influências.


A necessitarem de um novo rumo, os Metallica fizeram a melhor coisa que podiam, fazer digressões. Por isso Death Magnetic é tudo aquilo que o povo pedia «novo velho material». Não se pode dizer que Death Magnetic seja algo inesperado, pelo contrário tem tudo aquilo que era esperado, ultrapassando todas as expectativas. Extensas composições, com a média das músicas a rondar os 7/8 minutos, instrumentais (Suicide & Redemption), e trilogias (The Unforgiven III). That was just Your life é o clássico, rápido e trepidante com riffs e batidas a superar a velocidade de uma NSR, e Lars Ulrich a melhorar significativamente o nível da sua performance. Contudo ele só voltou a ser o que era.


Os riffs continuam a ser brutais, aliás esse é o ponto forte de Hetfield, um excelente riff meister, cabendo os solos recuperados a Hemmett que parece reucperado da sua encruzilhada, voltando a pegar na sua Gibson Flying-V e rompedo em The End of the Line, ou no clássico Broken, Beat & Scarred. Aliás para culminar esta composição e completar o álbum de família em grande só faltava ressuscitar o Génio do 5 cordas Cliff Burton. Trujillo mostra, no entanto, porque é merecedor do título em All Nightmare Long.


Os Metallica voltaram à sua velha forma, mas não se deixem levar pois não estamos na década de 80 e o Master of Puppets já foi há 20 anos. É um excelente álbum sim sra. mas não traz nada de novo, mas outra vez recordar é viver... P.S. Oiçam Cyanide e The End of Line. Grandes riffs.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Festa do Avante - 5,6 e 7 de Setembro, Seixal


Este ano celbrou-se a 32ª Edição da Festa do Avante, o último grande festival de Verão, se é que lhe podemos assim chamar. Este foi dos anos em que o meu entusiasmo pela Festa caiu um pouco, e se como no ano anterior não pudesse ir, não ficaria tão incomodado.

De novo a Festa voltou a surpeender-me, mostrando porque não é um centro comercial ao ar livre, e é sem dúvida umas das iniciativas mais emblemáticas no nosso país, superando o célbre centro comercial ao ar livre «Rock In Rio». Para além da música, que é excelente e desconhecida, a Festa do Avante leva um pouco de todo o nosso país, com as comissões regionais do partido a levarem um pouco da tradição das regiões ao subúrbio da península de Setúbal. Não conta apenas com excelente gastronomia (mesmo assim houve quem se rendesse às cadeias de comida rápida que com mau grado de ano para ano entram no recinto da Festa), mas vestuário, livros, debates, teatro e muita música, e participação de organismos internacionais comunistas.


Todos os anos a Festa parte com um tema, este ano era comemoração dos 160 anos do Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels publicado em 1848. uma das grandes novidades era a noite de abertura com Ópera que, infelizmente, não ocorreu pela forte chuva que desabou na 6ª feira. Mas isso não desanimou os visitantes, pelo menos alguns que continuavam com algumas «bengalas» a deambular pelo recinto. E para o bem de muita gente, a Festa do Avante não é para os comunistas apenas, mas para todos aquelesque gostam de convívio e de boas iniciativas colectivas. Obviamente os visitantes não podem descurar propaganda e slogans que proliferam na Festa, e o habitual Comício de Domingo, mas isso é claramente ultrpassável para muito boa gente.


Felizmente a Organização do Partido não tem dinheiro para pagar grandes cachés aos artistas, por isso, esforçam-se por trazer grandes artistas portugueses e estrangeiros um pouco desconhecidos do grande público, com excepção de alguns portugueses. Ao fim de um tempo torna-se um bocado repetitivo, mas a Festa tem o seu ambiente próprio, de passo a redundância, festa. Deste modo, artistas como Xutos & Pontapés e Da Weasel, são prenseças anuais na Festa. Ao fim de umas edições cansam, outros não chgeam a cansar, porque ficam pela abstinência de audiência.

Claro que um dos pontos fortes da Festa é a habitual Carvalhesa, que abre e encerra as actuações no placo 25 de Abril. No Sábado acturam entre outros, Galandum Galandaina e Kum pania Algazarra. Foi memorável, também jantar Salda de Polvo a ouvir um tributo a Carlos Paredes no Palco da Zona de Setúbal. Ao fim da noite deu para ver Camané no Auditório 1º de Maio. Camané foi muito bom, e houve apelo, mesmo pelas camadas mais jovens. Já o último dia foi o fatídico encerramento, mas foi bom rever Wragyunn e Terrakota, os primeiros hão-de com certeza voltar com mais amor, para todos os camaradas.....

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Yes - Wonderous Stories

A banda que mais ouvi hoje, e que grandes histórias eles contaram das suas músicas e da grande voz de Jon Anderson e dos coros de Chris Squire. Com Steve Howe a tocar guitarra portuguesa, e o fabulosos teclados de Rick Wakeman.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

PINK FLOYD - IS THERE ANYBODY OUT THERE? (2000, EMI Records)

Poucas são as bandas que se conseguem superar ao vivo, com bons e por vezes magníficos trabalhos de estúdio. Há casos de bandas que ficam lendárias com apenas álbuns ao vivo. Há, n0 entanto, para mim um grande momento na história da música moderna, em que os Pink Floyd se esmeraram por dar a todo um conceito, o seu máximo de teatricalidade. The Wall, na mente de Roger Waters foi concebido, como um álbum conceptual, um filme e um espectávculo ao vivo. Superando assim as óperas-rock dos Who, Tommy e Quadrophenia, que nunca tiveram uma representação musical caracterísitca, embora fossem tocadas ao vivo, na sua globalidade inúmeras vezes.

Is there anybody out there? é a digressão do álbum The Wall entre 1980/1981, a última tournée que antecede o colapso da banda em 1985, num tribunal londrino, numa querela pelos louros das composições. É certo que por esta altura as óperas-rock tinham adquirido o seu carisma, muito graças às ideias de Pete Townshend e ao sucesso de Tommy e posteriormente de Quadrophenia, e a mítica dos Genesis, The Lamb Lies Down on Broadway.
Seria no final da década de 70 que um esboço de Roger Waters viria a romper como a mais promissora ópera-rock de sempre. A digressão foi curta, com apenas uns concertos em Los Angeles e Nova Iorque, com várias noites, o que completou a digressão americana. a digressão europeia culminou em Berlim e, finalmente, em Londres, Inglaterra, casa dos Pink Floyd. Foi em Earls Court que se deu a gravação desta digressão e onde o The Wall ao vivo foi tocado mais vezes. É com certeza o concerto mais arrojado de sempre, e uma ideia característica e, de facto, surpreendente. Nunca ninguém pensou num concerto, onde a peça principal seria uma banda a tocar atrás de um muro de pedra simulado. Este seria construído durante a primeira parte do concerto, o que cobnstituiria o primeiro integral do álbum The Wall, mais akgumas músicas inéditas, introduzidas por Roger Waters, para que a música acompanhasse toda a construcção do muro. É o caso de What shall we do now? que não faz parte do elenco de canções do álbum. Outro factor que é brilhantemente acrescentado ao álbum, o que o não torna uma cópia exacta de estúdio, é a improvisação que é dada aos músicos durante o concerto, o que significa que vemos, solos, secções acrescentadas, o que a meu ver, torna as músicas ainda mais belas. Prefiro ouvir Another Brick in The Wall Part. 2 com dois grandes solos de guitarra, tanto de Gilmour como do guitarrista convidado Snowy White (ex-Thin Lizzy) como Rick Wright apesar de não ser um virtuoso, consegue puxar as suas cpacidades, que já vimos em álbuns anteriores, ou mesmo Gilmour a esmerar-se nas suas favoritas Comfortably Numb e Run Like Hell, que estão bastante melhor que em estúdio. Para um áçbum ao vivo, o som teve de ser extremamente cuidado, e a nitidez é impressionante, isto porque se queria que The Wall Live fosse tão bom ou melhor que o The Wall em estúdio.
No entanto, só se pode contar mesmo com The Wall e o seu final triunfal com o tribunal a sentenciar a demolição do muro. Roger assume assim o megafone e ordena que «o muro venha de si abaixo». um oportunidade única para ver Waters tocando clarinete e Nick Mason tocando a guitarra Outside the Wall. Para mim é bem melhor que o álbum de estúdio. A entrada de Waters em Run Like Hell é fenomenal, this is for all the weak people in the audience..... This is for you, it's called Run Like Hell...». Brutal...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Two Gallants - Os Franciscanos

Depois da surpresa de Paredes de Coura, começava o meu caminho para afinidade a uma banda, que cedo encantou. Two Gallants eram bem mais que uma revelação. O título do texto pode ser controverso, e aberrante, obvimanete para quem não conhece a banda. Mas para além de terem o carisma do facto de serem um dueto, têm a agradável caracterísitca de serem oriundos de uma cidade que há muito e durante anos foi uma meca da música juvenil. São Francisco no final dos anos 50 e início dos anos 60 era o destino de muitos peregrinos rebeldes, que se reviam numa luta pelo fim da opressão dos velhos costumes, e procuravam libertar-se, prematuramente, do jugo dos progenitores. Abrindo os seus horizontes através de drogas alucinogénicas, para as quais não era conhecido os seus verdadeiros efeitos. Contudo ajudaram a construir um íconicidade, que só agora pertence a uma década como a de 60.
Foi neste ambiente, volvidos mais de 40que Adam Stephen e Tyson Vogel se juntaram, com as suas carreiras individuais. Adam Stephens parece o lado triste do filme Juno, mas a guitarra country, e a harmonica, com a batida forte, e peculiar de Tyson Vogel. No início fazia comparações com outros grandes duetos, mas não tem nada que ver. Os Two Gallants não são mais nada do que eles prórpios, com a sua humildade, com as suas camisasde flanela, falando de problemas quotidianos urbanos, e de amores desavindos. de certa maneira, não deixa de haver uma marca típica dos blues nos Two Gallants, mas que eles abordam à sua maneira, pois Adam Stephens não deixa de ter uma incrível preferência por dedilhados e arranjos quase desconexos e assimétricos, quase como que, momentaneamente, e ao acaso a música surgisse. As músicas dos Two Gallants não têm uma forma rigída e pré-definida, é bastante sentida e emotiva, o que a faz variar várias vezes consoante os segmentos, caso disso é Two Days Short Tomorrow, ou Deader. Como se pode ver facilmente pela batida de Tyson Vogel .
Os duos têm uma característica muito particular o facto de, serem extremamente criativos. Apesar de serem recentes (formaram-se em 2002), os Two Gallants têm já três álbuns e dois EP's, e múscas bastante compridas para um grupo tão reduzido. Excelência disso é Crow Jane do álbum the Throes. Não deixam, apesar do seu traço característico do blues e folk, terem variações interessantes como em Fail Hard to Regain, com o riff quasi-punk de stephens a puxar a batida rufante de Vogel. Two Gallants são para mim das bandas mais marcantes dos últimos tempos, e dos que hão-de vir......