quinta-feira, 31 de julho de 2008

Joe Satriani - Extremist


1992 é provavelmente o ano mais emblemático a nível do rock na década de 90, para mim pelo menos, e com certeza para a carreira de Joe Satriani, descontando 1970, especificamente 18 de Setembro, ano em que Jimi Hendrix deixou o mundo dos mortais.

Poucos anos mais tarde Satriani, ainda antes de se tornar um mórmon do rock lançaria aquele que seria o álbum instrumental, e com maior contributo para a guitarra desde os anos dourados da guitarra na década de 70. Satriani já tinha dado passos importantes até aqui. ~Parte dos seus maiores temas, e um dos seus álbuns mais carinhados tinham sido lançados durante a época de 80. Satch Boogie foi um êxito de rock instrumental focado na guitarra eléctrica como não havia há muito tempo, carregado com um blues quase esquizofrénico. Surfing with Alien ainda lançaria o título hmónimo e uma estranha Not of This Earth. Passados uns anos seria Flying in a Blue Dream com Flying in a Blue Dream, Big Bad Moon ou Mystical Potatoe Head Thing a demonstarem a genialidade do mestre.

Mas nenhum álbum de guitarra é comparável a The Extremist, ele é o derradeiro dedicado à guitarra eléctrica, nem mesmo Jimi Hendrix produziu um álbum assim, muito embora ele seja comume consensualmente considerado o maior guitarrista de todos os tempos. Mas nem ele produziu um álbum inteiramente instrumental com uma guitarra cantante, e que faz literalmente a audiência cantar atrás da guitarra, que encosta os melhores vocalistas, literalmente, a um canto. Por esta altura Satriani percebeu finalmente que o seu potencial vocal não era muito bom, e é sobretudo visível em canções como I Believe. Decidiu assim pegar no que tinha de melhor o seu virtuosismo auto-didáctico e quebrar as barreiras e fazer um ´labum totalmente instrumental e particularmente cativante. Foi brilhante a actuação no SBSR 2007 quando Satriani nos visitou pela primeira vez em muitos anos e ao tocar várias músicas deste álbum conseguiu muita gene fazê-lo perseguir na sua guitarra.

Talvez por ser um auto-didacta Satriani não se deixe ficar enredado por esquemas clássicos e pouco inovadores, o maio exemplo é talvez o virutoso Yngwie Malmsteen, muito bom técnicamente, mas muito fraco na criatividade. A capacidade de criar um ambiente, e transmitir uma dada sensação através de um instrumento é de facto uma virtude de que poucos possuem. Logo em Friends vemos um guitarra que produz empatia e proximidade, e ao mesmo tempo em Cryin' nos envolve numa atmosfera de tristeza. A guitarra de Satriani reporduz tudo isso com intensidade. Não surpeende que em todos os G3 toque sempre mais que uma música do seu famoso álbum, porque o público adere a elas como se tivessem, mesmo, letras.

Mas não é apenas na sua grande habilidade como solista que se fica Satriani, ele produz riffs não muito conhecidos, mas dos melhores que sairam de uma 6 cordas, caso de War ou Extremist, em que Satriani puxa uma vez mais da sua velha harmonica e cria uma dualidade de solos entre os dois tão próxima e natural as suas raízes blues. O álbum é todo ele merecedor de atenção, mas ainda melhor é com certeza Rubina's Blu Sky Happiness, uma das malhas melo-dramáticas mais bonitas de sempre, com um riff sacado quase de um bandolim, ou um banjo com uma tonalidade muito country, a lembrar um ambiente bucólico e mais uma vez a demonstrar Satriani como um solista natural. Mas a maioria das pessoas reconhecerá este álbum pela Summer Song, uma das suas músicas intrumentais mais reconhecidas, onde Satriani saca o seu taping/fretting de mão esquerda no braço e recria assim um movimento inédito.
Eu diria que para além de Jimi Hendrix, o estilo de Satriani receb claramente influências de David Gilmour, seja nos Floyd ou a solo, mas principlamente a solo. Satriani localiza-se a par de Gilmour nos blues num contexto progressivo. Quem ouvir o primeiro álbum de David Gilmour a solo, penso que fará elucidado. Bastará ouvir Mihalis.A partir deste álbum a guitarra eléctrica volteou do torpor que atravessou nos anos 80 e levou de batida os sintetizadores, e recuperou peremptóriamente o seu posto na história do rock. Oiçam e não hesitaram em acompanhar a guitarra.....

terça-feira, 29 de julho de 2008

Mars Volta - The Bedlam in Goliath


Talvez a melhor maneira de descrever o som dos Mars Volta seja um caos ordenado. E fazer com que uma música seja audível quando uma banda parece improvisar ao l0ongo de todos os segmentos seja um conceito bem inovador num mundo da música cada vez mais gasto com a massificação da criação musical. Os Mars Volta serão talvez o melhor exemplo de como um som estranha-se, e depois entranha-se, e quem passar a gostar dos Mars Volta dificilmente deixará de gostar deles e da sua música bastante caracterísitca e única.
Eles acabam por quebrar a definição tradicional de que a música é uma sequência ordenada de sons. Eles criam um sentido quando parecem andar à deriva.
Mas o experimentalismo, à medida que se tornam um projecto mais coeso, centrado na voz singular de Cedric Bixler-Zavala, e na guitarra frenética de Omar Rodríguez-Lopez, ambos colegas de banda dos At The Drive-In. The Bedlam in Goliath parece um projecto bastante mais definido, com um ligeiro abandono do psicadelismo presente em Frances The Mute ou em De Loused In the Comatorium. A Par de bandas como os Pink Floyd que diram agora andar à deriva em álbuns como Ummagumma ou Atom Heart Mother, os Mars Volta criaram o seu ambiente de produção de música. Cedric tem uma participação vocal extensa de álbum para álbum, e apesar de as múicas serem grandes, a sua presença vocal é fenomenal.
Para além disso os Mars Volta continuam a optar por álbuns quase-conceptuais, com as músicas sucedendo-se umas às outras de forma praticamente imperceptível caso de Aberinkula e Metatron (a minha preferida do álbum). A paranóia é uma constante no álbum e talvez a guitarra e a voz sejam o nosso mlhor ponto de orientação. A bateria de Thomas Pidregen é extenuante, sempre a um ritmo notoriamente punk bastante visível em Wax Simulacra ou Ilyrien. Há um reforço dos teclados seja pela presença de Ikey Owens ou de Marcel Rodríguez-Lopez, irmão de Omar.
A par de alguma paranóia, não deixa de se notar alguma esquizofrenia, com contrastes acentuados e muito bem entre as músicas, veja-se entre Goliath e a já referida Wax Simulacra. A primeira seria talvez uma das melhores músicas para single com um excelente solo de guitarra e uma excelente participação vocal de Cedric, que mais uma vez consegue vestir personagens através da sua potente voz. Bedlam in Goliath é um bom exemplo de como se é capaz de inovar e ainda demonstrar excelente qualidade instrumental na produção de música.


segunda-feira, 28 de julho de 2008

LTE - 10 anos de ecletismo


Assim que Jordan Rudess ingressou as fileiras dos Dream Theater, Mike Portnoy sucintamente descreveu aquilo que foi o fim de um excelente projecto paralelo: «Now that 3/4 os LTE are 3/5 of Dream Theater, there's no point in keep playing together...». Parece que os LTE tiveram mesmo esse própósito anexar Rudess aos Dream que até aquele momento se recusara a fazer. »But we don't mind in playing live whenever we can...» e fizeram-no de facto, ao ponto de reunirem numa digressão comemorativa dos 10 anos de LTE1. Pena que acções como estas nunca cheguem a terras recônditas.....

domingo, 27 de julho de 2008

Festival Paredes de Coura


Volvidos 2 anos que deixei aquele recinto minhoto, preparo-me para deslocar-me novamente à Praia Fluvial do Tabuão, este ano, como tem acontecido desde então, sem um dos membros ou ex-membros de Queens of The Stone Age, para fazerem a cerimónia. É pena.

Mas o Festival mais alternativo de terras lusas continua com um cartaz muito atractivo, senão o mais atractivo. Desta vez a proenminente Everything is New aliou-se à já organizadora/criadora do Festival Ritmos para criar um entusiasmo pelos Festivais, e arrasar, na minhaopinião ,com o sudoeste, o grande concorrente de Paredes de Coura.

Os Texanos Mars Volta, e os vweteranos do Punk agora reunidos sob a formação original, deram um nome sonante ao Festival. A par deles os Primal Scream e os Thievery Corporation fazem cintilar o nosso espírito festivaleiro. Espero que nos reserve muitas supresas. Para além disso vêm uma das bandas mais cativas do público portugês os belgas dEUS, que virão naquele que é o dia mais promissor deste festival, que já tem 15 anos de edições. Parabéns Paredes.....

sábado, 26 de julho de 2008

O Perfeito exemplo de uma pessoa medíocre

É dificíl descrever um sujeito com este carácter seja de que sexo for. Apenas posso dizer que uma pessoa que escreve isto é apenas motivada ou pela carência de atenção, ou pela inveja. Mas enfim é bom pessoas como estas existirem pois para mim elas servem de exemplo de como não se deve ser, a menos que tenha sido menosprezado durante toda a infância. Se eu lhe conhecesse a fronha saberia como lidar com alguém deste género- Sendo que o cobarde não se revela, exponho todas as suas «virtudes» (se realmente soubesse expor uma crítica mais valia dizer que o comentário estava mal escrito, o que com agrado aceitaria....):

«Innuendo disse...
Parece que este blog voltou ao activo, mas agora com um novo nome. Continua tudo igual, até os comentários, que são sempre da mesma pessoa. Quanto aos Queen, essa "preciosa" informação que agora chegou a ti através da VH1 (os artistas preferidos deles), está disponível há 27 anos, quando foi lançada a compilação de vídeos "Greatest Flix". Que grande achado fizeste tu, meu caro! Até quase que aposto, que o que passou na VH1, não foi mais do que essa colectânea, tendo em conta a criatividade desse canal."o mérito de um artista não conhece tendências sexuais"Esta frase é ridícula. Se acreditasses verdadeiramente nisso, nem sequer tinhas referido o assunto. Não te interessa referir que o Freddie Mercury era gay, porque respeitas os Queen e a sua música. Caso não gostasses deles, era logo um motivo de gozo que mandarias à cara de um amigo qualquer que adorasse os Queen. E depois a Curse, confirma isto que acabei de dizer com aquela do Rufus.Sobre música, não sabes nada. Nunca soubeste. Quanto ao resto, ainda sabes menos.»

E já agora amigo, a forma correcta não é "não sabes nada", mas "não sabes coisa alguma". A tua expressão quer induzir que sei alguma coisa, pois é uma dupla negação. Estou apenas a referir isto porque tu és um erudito na língua de Camões, e não quero que te falte nada...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Kansas - Carry on Wayward Son

Uma das melhores malhas de rock de sempre. Instrumentalmente fenomenais, e um refrão brutal que desencadeia toda a maravilha do rock....

terça-feira, 22 de julho de 2008

Rush - Rush

Tenho ouvido muito nos últimos dias porque, de facto, é um grande álbum do princípio ao fim, sobretudo para um trio, e para mim a par dos Cream os melhores de sempre, e com certeza bandas como os Muse aspiram ou têm influências em bandas como estas. Estamos em 1973 e por esta altura, muito embora não tivesse ainda nascido, produzia-se outro tipo de música, ou melhor boa música, não seja só a nível técnico, assim como com substância, conteúdo.
Alex Lifeson e Geddy Lee estreiam-se num mundo da múysica bastante competitivo, embora para mim não fosse realmente competitivo, porque como o Sr. Steve Vai pode confirmar há muito mercado para dar e vender, e existem bons fãs e admiradores para todos os gostos e por vezes até para muitas bandas.

No entanto os Rush nunca adquiriram muito sucesso nas terras do velho continente, ao passo que enquanto auctótenes do Candá, aí adquiriram bastante renome, assim como nos Estados Unidos, enchendo estádios e salas, com enormes digressões esgotadas. Estava na expectativa que com Snakes & Arrows os Rush viessem finalmente visitar-nos mas infelizmente fizeram uma pequena digressão europeia. Não admira que os Dream Theater fossem fortemente influenciados por bandas como os Rush, porque a sua música seja a nível do hard rock ou do rock progressivo é espantoso.
A abertura de um álbum é essencial para o impacto que este causar, mas por esta altura os Rush ainda eram um pouco ortodoxos no ramo do rock, com músicas mais concisas, se bem que com um forte pendor instrumental, principalmente das guitarras, com Alex Lifeson a demonstrar o valor de um verdadeiro guitarrista. Finding My Way é um bom exemplo da abertura de um álbum de rock, com um riff pujante, solitário, sendo ao fim de uns compassos acompanhado pela voz esganiçada, forte e caracterísitca de Geddy Lee, que ao mesmo tempo consegue fazer a ligação entre a melódica guitarra e preenher o groove para a bateria. Geddy Lee demonstra tão somente a importância de um baixo numa banda, ainda mais num trio guitarra-baixo-bateria. Pois para além de demarcar o ritmo e o compasso da banda, este situa-se entreo ritmo e a melodia, e magia de Geddy Lee como baixista vê-se bem em What You're Doing, com uma extensa secção instrumental, para além de ter uma boa posição vocal, consegue criar o solo para Alex Lifeson desenvolver a sua virtuosidade. John Rutsey também demonstra algum acompanhamento dos mestres, só que em nada se compara ao que viria enriquecer a banda. Neil Peart, para além de um mestre na bateria foi inovador, e a sua influência é vísivel para bateristas como Mike Portnoy, que aproveitaram uma bateria extensa em recusros técnicos, como em instrumentos, com cimbalinos, bongos e outros instrumentos de ritmo, aliás usual numa banda de rock progressivo. In the mood e Working Man é o melhor exemplo de músicas que adviriam com extensas secções instrumentais, e mudanças de tonalidade, e arranjos complexos. E o nome é tudo menos casual pois a música muda de tom como se de mudança de disposição se tratasse, e imperceptívelmente julgamos que se trata de uma nova música, quando na verdade, é a mesma música, com um grande introdução instrumental. Working Man é, com certeza, a maior lição a retirar deste álbum. Instrumentalmente é evolutiva, com uma guitarra pesada e soberba, e uma jam instrumental pelo meio uqe é tudo menos casual. Working Man é um dos maiores êxitos dos Rush e a única que eles retiraram para o seu álbum de êxitos Spirit of The Radio, quando todo o álbum é fenomenal. Só que nenhuma música nos traz tanto espírito como Working Man. Um álbum não poderia culminar da melhor maneira. A demonstrar um excelnte grupo e os géniso de Lifeson e Lee que mais tarde trariam outro mago para o seu conjunto, o já referido Neil Peart. A grande diferença deste álbum é que não contém nenhuma contribuição de Peart para banda a nível de letras, algo que seria mais tarde uma marca dos Rush, a par de Robert Plant dos Zeppelin , conhecido por introduzir elementos fantásticos na sua música. Tirando Working Man, as letras de Geddy lee, não sendo más, são bastante usuais, muito iguais ao que se assistia na época em outras bandas......